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domingo, 1 de novembro de 2020

Sondagem Da Aximage, Realizada Para O JN E Para A TSF.

Nesta sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre 22 e 26 de outubro, o PS surge com 35,5%, menos 2,1 pontos do que na sondagem anterior, realizada entre 12 e 15 de setembro. Já o PSD, teve a evolução contrária, passando de 23,9% para 27%. Resultado: a diferença, que era de 13,7 pontos percentuais há mês e meio, passou para 8,5 pontos.   

Esta mudança ocorre numa altura em que o Governo procura viabilizar a sua proposta de Orçamento do Estado na Assembleia da República. As negociações têm decorrido de forma muito tensa, em particular com o Bloco de Esquerda que votou contra na votação na generalidade, tendo passado apenas graças a abstenção do PCP, Verdes, PAN e das duas deputadas não inscritas em nenhum grupo parlamentar.


Nesta sondagem da Aximage o Bloco de Esquerda não parece ter sido afetado, passando de 8,3% para 10%. No entanto, é cedo para tirar conclusões. Embora os inquéritos tenham sido realizados numa altura em que já era claro o confronto entre os dois partidos, o voto contra dos bloquistas só foi anunciado no dia 25 à noite, um dia antes de estar concluído o trabalho de campo da sondagem. E o voto contra propriamente dito só ganhou forma no Parlamento dois dias depois, a 28 de outubro.

Quanto ao PCP, que se absteve na generalidade mas que ainda não decidiu se viabilizará o documento na votação final, manteve as intenções de voto, com 5,7%, contra 5,6% em setembro.

Mesmo assim, foi o suficiente para recuperar a quarta posição, roubada ao Chega, que recuou de 6,8% para 5,4%. O partido de André Ventura surge assim como o mais penalizado logo a seguir ao PS.

Quanto ao PAN, vê a sua votação reforçada de 4,8% para 5,2%, tal como a Iniciativa Liberal, que passa de 2,6% para 3,2%.

Já o CDS, fica relegado à última posição, com apenas 1,2%, resultado idêntico ao que já teve em setembro.


Manuel Esteves, JN

Folha


      Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso  ...

(Mario Quintana) 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde

Covid -19: Situação Em Portugal Hoje

  • 132.616 casos confirmados (+ 4.224 face ao dia anterior
  • 2.428 vítimas mortais (+ 33 vítimas mortais nas últimas 24 horas)
  • 1.834 internados (mais 40)
  • 269 estão em UCI (+ 7)  
  • 75.702 casos recuperados em Portugal (+ 1.701 do que os registados ontem)
  • 64.426 pessoas encontram-se em vigilância (+ 1.969 do que no dia de ontem) 
  • 54.486 casos ativos (+ 2.490 do que o verificado ontem)

Existem:

  • 58.596 casos registados no Norte (+ 2.474)
  • 11.401 no Centro ( + 524)
  • 56.580 em Lisboa e Vale do Tejo (+ 1.102)
  • 2.642 no Algarve (mais 63)
  • 358 casos na Região Autónoma dos Açores (+ cinco)
  • 431 na Região Autónoma da Madeira (+ 6) 
  • 2.608 casos no Alentejo (+ 50).

Quanto aos óbitos do total das 2.428 mortes: 

  • 1.069 registam-se no Norte (+ 16)
  • 309 no Centro (+ cinco)
  • 967 em Lisboa e Vale do Tejo (+ 12)
  • 25 no Algarve
  • 15 nos Açores  
  • 43 no Alentejo
  • Não se regista nenhuma morte por Covid-19 na Madeira.

Atualmente existem 60.271 homens e 72.345 mulheres infetados pelo novo coronavírus. Em termos de óbitos contam-se 1.242 homens e 1.186 mulheres. Encontram-se em vigilância 64.426 pessoas, mais 1.969 do que no dia de ontem. Registam-se ainda 54.486 casos ativos, mais 2.490 do que o verificado ontem.

O grupo etário com o maior número de casos verifica-se entre os 20 e 29 anos, com 10.689 homens e 11.780 mulheres, num total de 22.469 casos. O maior número de óbitos regista-se acima dos 80 anos, com 726 homens e 900 mulheres, num total de 1.626 mortes.

A Apatia De Um Povo É O Seguro De Vida De Quem Dele Se Aproveita

 Durante os últimos 20 anos, os portugueses habituaram-se a viver com pouco crescimento económico e pouco rendimento (tivemos um crescimento médio de 1% ao ano, descontado o efeito da inflação) e temos ficado cada vez mais na cauda da Europa. Tudo isto se tem passado perante um povo que impávido e sereno, vai aguentando um, outro e outro anúncio, geralmente um pequeno aumento dado como se de uma migalha se tratasse e geralmente em cima das eleições.

Segundo um estudo da OCDE de 2018 [1], estima-se que em Portugal sejam necessárias cinco gerações para que alguém nascido numa família de rendimento baixo ascenda a um rendimento médio. Cinco! 

A apatia de um povo é o seguro de vida de quem dele se aproveita, de quem vive de uma democracia frágil e de um país sem mecanismos de controlo e sem uma sociedade civil ativa e exigente. O estado letárgico em que vivemos cauciona os conflitos de interesse, a raiva desorientada e descarregada nas caixas de comentários apenas fortalece o atual estado de coisas. Uma imprensa sedada e sem independência política ou partidária é ela própria uma ameaça à democracia.

Se há uns anos ficou célebre a ideia de vivermos em claustrofobia democrática, hoje vivemos numa democracia sedada e asfixiada, incapaz de se libertar e com uma imprensa apática e acrítica.

A política devia ser sinónimo de esperança, de mudança positiva e fundamentalmente devia servir para garantir que os cidadãos podem, pela sua dedicação e trabalho, serem capazes de progredir e construir a vida que ambicionam. Precisamos de ser, coletivamente, mais exigentes com quem decide o nosso futuro coletivo.

(Excertos do texto de Lídia Pereira, hoje no ECO)

Em Todos Os Jardins


Em todos os jardins hei de florir
Em todos beberei a lua cheia
Quando no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.
Um dia serei eu o mar e a areia,
a tudo quanto existe hei-me de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há de abrir.
Então receberei no meu desejo
Todo fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como um beijo.
Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.

Sophia de Mello Breyner Andresen 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde

Covid-19: Situação Em Portugal Novo Recorde

  • 128.392 casos confirmados (+3.960 face ao dia anterior
  • 2.39 vítimas mortais (+ 24 vítimas mortais nas últimas 24 horas)
  • 1.794 internados (+ 47que ontem)
  • 262 estão em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI)
  • 74.001 casos recuperados em Portugal (+ 1.657 do que os registados ontem)
  • 62.457 pessoas encontram-se em vigilância (+2.394 do que no dia de ontem
  • 51.996 casos ativos (+2.279 do que o verificado ontem)

Atualmente existem: 

  • 56.122 casos registados no Norte (mais 2.114)
  • 10.877 no Centro (mais 558)
  • 55.478 em Lisboa e Vale do Tejo (mais 1.105)
  • 2.579 no Algarve (mais 53)
  • 353 casos na Região Autónoma dos Açores (mais cinco)
  • 425 na Região Autónoma da Madeira (mais 15) 
  • 2.558 casos no Alentejo (mais 110).

Quanto aos óbitos do total das 2.395 mortes:

  • 1.053 registam-se no Norte (mais 11)
  • 304 no Centro (mais quatro)
  • 955 em Lisboa e Vale do Tejo (mais oito)
  • 25 no Algarve
  • 15 nos Açores
  • 43 no Alentejo (mais um)
  • Não se regista nenhuma morte por Covid-19 na Madeira.

Atualmente existem: 58.374 homens e 70.018 mulheres infetados pelo novo coronavírus. Em termos de óbitos contam-se 1.224 homens e 1.171 mulheres. 

O grupo etário com o maior número de casos verifica-se entre os 20 e 29 anos, com 10.351 homens e 11.373 mulheres, num total de 21.724 casos. O maior número de óbitos regista-se acima dos 80 anos, com 717 homens e 888 mulheres, num total de 1.605 mortes

A Panaceia Socialista Para Todas As Crises

 Esta panaceia socialista para todas as crises, a joia da coroa do investimento, volta como habitualmente no segundo mandato de um Governo PS. A sua história é já antiga, começa em 1999, mas ainda hoje o projeto mantém-se quase inalterado, como se o Mundo tivesse ficado parado naquele "apeadeiro". 

Guterres lançou-o mas o país entrou no "pântano" e o "comboio atascou". Sócrates recuperou-o mas com a bancarrota acabou o dinheiro para "o bilhete". António Costa e Pedro Nuno Santos vão agora buscá-lo ao arquivo e já todos tememos o que aí vem. 

O TGV é quase uma ave de mau agoiro dos governos PS e pior, do país. Arranca sempre antes do país "descarrilar".

Miguel Pinto Luz, JN

A Esperança


A esperança, enganadora como é, 
serve contudo para nos levar ao fim da vida 
pelos caminhos mais agradáveis. 

(François Rochefoucaul)