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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde






Covid-19: Situação Em Portugal Hoje Sexta-feira

  • 166,900 o número total de diagnósticos positivos (+5,550)
  • 2,792 número de mortes,(+ 52 óbitos: 25 no Norte, 8 no Centro, 13 em Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e seis no Alentejo)
  • 93,754 pessoas livres de Covid-19 (+ 2,301 casos recuperados)
  • 70,354 casos ativos,(+ 3,197 comparativamente a este sábado) 
  • 79,689 pessoas continuam em vigilância (+ 12,247 comparativamente a ontem).
  • 340 o número total de pessoas em UCI (+20 pessoas)
  •  2,425 doentes em internamentos (+ 23 doentes)

A região de Norte regista hoje o maior número de casos confirmados: 

  • regiãõ Norte: mais 3,006 novas infeções (um total de 78,461)
  •  região de Lisboa e Vale do Tejo que contabilizou mais 1,495 casos confirmados (65,869).
  • A região do Centro soma mais 676 novos casos (15,045)
  • enquanto que o Alentejo regista mais 194 (3,312) 
  • Algarve mais 156 (3,285).

Quanto aos óbitos, do total das 2,792 mortes: 

  • 1,248 registam-se no Norte
  • 349 no Centro
  • 1,090em Lisboa e Vale do Tejo 
  • 60 no Alentejo
  • 29 no Algarve
  • 15 nos Açores
  • uma na Madeira.

Atualmente existem: 75.665 homens e 91.235 mulheres infetados pelo novo coronavírus. Em termos de óbitos, a DGS conta 1,432 homens e 1,360 mulheres.

NotaMarta Temido preocupada com atrasos na realização de inquéritos epidemiológicos

Há Várias Pessoas Que Ainda Não Perceberam A Natureza Da Besta

 Há várias pessoas que ainda não perceberam a naturez
a da besta. É um vírus bastante intolerante com qualquer hesitação na sua abordagem e que ‘come’ o sistema de saúde. O problema da Covid-19 é que é absurdamente exigente em termos de recursos. Deixa de haver capacidade de termos tantos cuidados intensivos para a atividade programada”, apontou, lembrando que não se trata de uma gripe.

Bernardo Mateiro Gomes, OBSR

O médico frisou ainda que, em relação ao aumento do número de camas em cuidados intensivos anunciado pelo ministério da Saúde serão necessários também profissionais. “Não bastam camas, é preciso profissionais e não se treinam intensivistas, seja ele médico ou enfermeiro, de um dia para o outro. É preciso tempo, são meses de treino para que as pessoas possam estar ao nível para terem um máximo de resposta”, frisou.

Médico especialista em Saúde Pública, Bernardo Mateiro Gomes, reconheceu um “grau de exaustão claro no terreno” e em situações como aquela que se viveu em Paços de Ferreira — com o número de doentes infetados a escalar rapidamente — e a impossibilidade de as equipas de Saúde Pública ou médicos de Medicina Geral e Familiar fazerem o acompanhamento de todos os infetados ou contactos de maior risco. Além das camas de cuidados intensivos, destaca a necessidade de formar recursos intensivistas, formação essa que “demora meses”.

Saio Do Sonho, Da Noite, Do Absurdo


Saio do sonho, da noite, do absurdo:
sou navegante que aborda o limite humano,
espuma breve.
Meus vestidos são de uma tristeza total:
da frágil superfície ao denso forro,
profundo mar.
Pergunto-me por que venho
e por que venho assim vestida:
- é dos lugares do sonho, da noite, do absurdo?
- é do limite humano a que abordo,
séria e inerme?
Entre os dias humanos
e a noite ex-humana
que mensageiro acaso somos?
A que destinatários?
em que linguagem?
que mensagem?
Ó noite, ó sonhos,ó absurdo
onde, no entanto, fluíamos, claríssimos!

(Cecília Meireles)

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde


A Frase

« Estamos todos cansados do espetáculo eleitoral nos EUA. O suspense transformou-se em suspiros de enfado. Mas este é um espetáculo que realmente conta e pode não ter um final feliz ganhe, quem ganhar.»

Bruno Cardoso Reis, OBSR

Vento

                   
                        Que todos os teus medos e inseguranças sejam levados pelo vento da mudança.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Notícias Ao Fim Da Tarde

Covid-19: Situação Em Portugal Hoje Quarta-feira

  • 156.940 casos confirmados (+ 7.497 face ao dia anterior)
  • 2.694 vítimas mortais (+ 59 vítimas mortais nas últimas 24 horas)
  • 65.300 casos ativos (+ mais 5.081) 
  • 2.337  internamentos (- 12 do que ontem)
  • 325 em  (UCI) ( + 5 internamentos)
  • 88.946 casos recuperados (+2.357 do que na terça-feira).
  • 65.566 pessoas encontram-se em vigilância (- 81 do que ontem)

Existem hoje:

  • 72.875 casos registados na região Norte
  • 13.860 no Centro
  • 63.250 em Lisboa e Vale do Tejo
  • 3.031 casos no Alentejo
  • 3.032 no Algarve
  • 388 casos na Região Autónoma dos Açores
  • 504 na Região Autónoma da Madeira.

Dos 2.694 óbitos, registam-se:

  • 1.206 no Norte
  • 333 no Centro
  • 1.057 em Lisboa e Vale do Tejo
  • 53 no Alentejo
  • 29 no Algarve
  • 15 nos Açores
  • 1 óbito na Madeira.

Atualmente, existem: 71.233 homens e 85.707 mulheres infetados pelo novo coronavírus. 

Quanto aos óbitos, contabilizam-se: 1.376 homens e 1.318 mulheres doentes com Covid-19.

Nota: “os dados apresentados no relatório de hoje incluem o somatório de 3.570 casos, decorrentes do atraso no reporte laboratorial, principalmente de um laboratório na região Norte, desde o dia 30 de outubro”.

Andamos Sempre A Correr Atrás Do Prejuízo

 A entrevista do Presidente Marcelo e a longa e monótona comunicação de António Costa ao país, no sábado, não foram propriamente contributos para esclarecer as coisas e dar ânimo e confiança, mostrando segurança no leme. 

Falaram muito, mas fizeram pouco e sobretudo traduzem um sentimento de impotência face àquilo que está para vir e que se sabe que é pior do que temos hoje. Tanto Marcelo como Costa estiveram mal. Mais vale recorrer aos discursos claros com meia dúzia de folhas A4 para falar ao país do que aparecerem em comunicações e entrevistas desgarradas que mais parecem o confessionário de certos TV shows. 

Num país onde se copia tanta coisa bastava ver como procederam recentemente Boris Johnson, Macron e os dirigentes belgas para ter uma ideia do que é comunicar em situações de crise. Para alguma coisa existem as comunicações formais ao país. Na política temos sempre muita parra e pouca uva. 

No caso de Costa, o paradigma da desorientação foi o anúncio e o recuo na proibição de feiras. De duas, uma: ou era mesmo por causa da saúde pública e uma necessidade objetiva ou então houve um recuo político. Se foi um erro, tem de se perguntar se os ministros que estiveram a estudar medidas um dia inteiro estão minimamente à altura das suas responsabilidades. No caso de Marcelo, afinal, quais foram em concreto os erros de que se penitencia? Talvez não ter posto cá fora um caderno claro de exigências ao Governo que fosse para cumprir mesmo. Isso sim, fez falta.

(Excertos do texto de Eduardo Oliveira e Silva, Ji)