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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Notícias Ao Fim Da Tarde

Há Qualquer Coisa Que Está A Correr Muito Mal À Esquerda E Que Está A Correr Estranhamente Bem À Direita.

Agora o País move-se, observa o circo paroquial, avalia a certidão de sanidade mental dos candidatos e exerce uma intenção de voto. E afinal o Governo provoca a dissolução da Assembleia num gesto de soberba e calculismo político que até agora se tem revelado como uma
humilhação para o PS.

E afinal a Esquerda submissa quer recuperar a insubmissão e já não sabe o que é ser revolucionário, rebelde, radical e acaba a debitar banalidades estafadas para consumo dos convertidos. O que é absolutamente fantástico é que o PS com o sonho da maioria absoluta acaba por escancarar as portas a um fenómeno eleitoral que não percebe, que não controla, mas que parece querer rebentar com estrondo nos resultados políticos do partido.

Os outros partidos à Esquerda estão em contenção de danos, os danos que os próprios criaram e criaram a Portugal. O fantasma volta sempre para ensombrar os aprendizes de feiticeiros que se julgam mestres dos mais escuros jogos políticos.        (Carlos Marques de Almeida, ECO)

É Reduzido O Número Daqueles Que Vêem Com Os Seus Próprios Olhos E Sentem Com O Próprio Coração.

É reduzido o número daqueles que vêem com os seus próprios olhos e sentem com o próprio coração. Mas da sua força dependerá que os homens tendam ou não a cair no estado amorfo para onde parece caminhar hoje uma multidão cega.       

(Einstein, Albert)

domingo, 23 de janeiro de 2022

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (17)

Ao ter como plano A a maioria absoluta (trazendo inevitavelmente à memória José Sócrates e também Cavaco Silva) e plano B com governar à Guterres (o “pântano”), António Costa, do alto da sua “egotrip”, parece que está a fazer tudo para que Rui Rio acabe em primeiro-ministro e ele, Costa, vá sossegadinho para casa à espera de um cargo europeu.         (Ana Sá Lopes, Público) 

Porque Sonho Não Morre ...



O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre.

(Adélia Prado)

sábado, 22 de janeiro de 2022

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Regionalização É Em Portugal O Maior Embuste Político Que Se Possa Imaginar

 A Regionalização é um biombo que esconde alguma coisa. É um disfarce que mascara. É um pretexto para adiamento. É uma desculpa para a incapacidade dos partidos. É um engodo para aliciar incautos. É uma falsa descentralização. É uma democracia ilusória. É uma tentativa deliberada de diminuir as actuais instituições, o poder local e a identidade nacional, a favor de duas novas entidades, a região administrativa e a federação europeia. A União Europeia procura ultrapassar os Estados nacionais, assim como os poderes locais, em favor dos poderes regionais, com menos força política.

Com as possíveis excepções dos Açores e da Madeira, não há verdadeira identidade em região alguma do país. Não há pressão social a reclamar. Não há reivindicação popular promovendo esta reforma do Estado. Não há instituições regionais sólidas que dêem força à regionalização. Não há tradição histórica regional. (...)

Com eventual excepção das regiões metropolitanas de Lisboa e do Porto, que para nada necessitam de Regionalização, as regiões do interior e do resto do país não têm força própria nem recursos para assumir um papel relevante de desenvolvimento.

A Regionalização é, em Portugal, nos tempos actuais, o maior embuste político que se possa imaginar. (ler aqui o texto completo)

(António Barreto, Público)

A Frase (16)

Mais PS? Era o que faltava! - O que começou em 2015, sob o dr. Costa e os leninistas, foi a aceleração vertiginosa do “projecto” socialista: preencher o resto da sociedade com o Estado, ocupar o resto do Estado com o PS.              (Alberto Gonçalves, OBSR)

“Era o que faltava!”, respondeu o dr. Costa. Isto quando lhe perguntaram se pediria desculpa ao empresário David Neeleman. Isto porque o sr. Neeleman exigira publicamente essas desculpas. Isto depois de o dr. Costa ter dito que o sr. Neeleman não passava de um falido, indigno de confiança. Isto para justificar a aquisição, pelo Estado, de mais um pedaço da TAP.  

De Novo Me Invade. Quem? - A Eternidade


De novo me invade.
Quem? - A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.

Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.

Das lides humanas,
Das palmas e vaias,
Já te desenganas
E no ar te espraias.

De outra nenhuma,
Brasas de cetim,
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim.

Lá não há esperança
E não há futuro.
Ciência e paciência,
Suplício seguro.

De novo me invade.
Quem? - A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.

(Jean-Nicolas Arthur Rimbaud)