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sábado, 22 de março de 2025

Saiba Como Vai Este Pais

Não parece haver, hoje, em Portugal, crise suficiente para gritar “Aqui d’El Rei”! Nem “Ó da Guarda”! Mas o mundo está perigoso, a Europa em crise e a democracia em recuo. Os efeitos desta situação internacional far-se-ão sentir com tanta mais força quanto menos um país pequeno e pobre como Portugal esteja preparado. 

Vivemos actualmente um momento, não propriamente raro ou inédito, mas pouco frequente, que se caracteriza pelo facto de serem as crises políticas a desenvolver as crises sociais e económicas, não o contrário. 

Dia após dia, as falhas de Justiça e Segurança são ressentidas pela população. A instabilidade política e partidária destrói o interesse dos cidadãos pela política. A fragilidade das instituições e das empresas agrava as crises políticas. São estas, hoje, as grandes ameaças contra a paz social e o bem-estar colectivo. Não é absolutamente certo, mas a estabilidade política e governamental criada por uma coligação e um governo de centro é o grande trunfo pelas liberdades e pelo progresso.   (António Barreto, Público)

A Frase (75)

Não podemos exigir lideranças fortes e, ao mesmo tempo, enfraquecê-las com uma maneira de fazer política baseada na calúnia, no boato e no "ouvi dizer". Diz-se que "à mulher de César não basta ser séria, é preciso também parecer", mas nos dias de hoje isso também não basta. É preciso provar.   (Nuno Piteira Lopes, J Negócios)

Bom Senso ! ...


Tente colocar bom senso na cabeça de um tolo e ele dirá que é tolice.

(Eurípedes)

sexta-feira, 21 de março de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Nova Forma De Vida

A descoberta dos obeliscos levanta questões fundamentais sobre a origem e a evolução dos vírus e da diversidade microbiológica. Segundo De la Peña, "esta descoberta mostra que o mundo microbiano é muito mais complexo do que imaginávamos. Abrimos a porta para um campo de exploração totalmente novo que pode revolucionar nossa compreensão da virologia, biologia e até mesmo da própria origem da vida na Terra".

Nova forma de vida

A ciência sabe há muito tempo que o corpo humano é muito melhor descrito como um "condomínio", uma entidade onde múltiplos organismos convivem e se interrelacionam, do que como um ser único e individual.

E parece que temos um novo morador dentro de nós mesmos - mais especificamente, dentro do nosso sistema digestivo.

Pesquisadores da Universidade de Valência (Espanha) acabam de descobrir uma classe inteiramente nova de vida dentro do corpo humano, que eles batizaram de "obeliscos", devido ao seu formato.

O microbioma é um ecossistema microbiológico complexo que reside em todo o nosso corpo. Ele engloba uma diversidade surpreendente de microrganismos, que vão de vírus e bactérias a fungos e protozoários.

A descoberta representa uma camada adicional de complexidade desse nosso mundo microscópico interior. Na verdade, os obeliscos, pequenas entidades biológicas nunca vistas antes, desafiam nossa compreensão dos limites da vida - até hoje há controvérsia se mesmo os vírus poderiam ser classificados como seres vivos.

Os obeliscos são um novo agente infeccioso cujo genoma é mais simples que o dos vírus e cuja função e efeitos sobre a nossa saúde agora precisarão ser pesquisados. Eles foram identificados através de estudos de bioinformática de sequências genéticas obtidas de fezes humanas.

(É uma nova forma de vida, mais complexa do que os viroides das plantas e mais simples do que os vírus.
[Imagem: Ivan N. Zheludev et al. - 10.1016/j.cell.2024.09.033])

O que são obeliscos

Os obeliscos têm um pequeno genoma circular de RNA, com apenas 1.000 nucleotídeos, muito menos do que os genomas de RNA que alguns vírus usam para se reproduzir.

"Esses círculos de RNA são altamente autocomplementares, permitindo que adotem uma estrutura estável em forma de haste que lembra os monumentos egípcios que lhes dão o nome. Eles não têm a capa proteica que caracteriza os vírus, mas, como os vírus, podem codificar proteínas," explicou o professor Marcos de la Peña.

Os obeliscos lembram viroides, uma família de subvírus que infectam plantas, com os quais compartilham um genoma de RNA circular e a presença usual de ribozimas autocortantes. "No entanto, os viroides vegetais são ainda menores, com 300-400 nucleotídeos, e não codificam proteínas. Os obeliscos, portanto, ficam em algum lugar entre vírus e viroides, o que representa um desafio para sua origem e classificação," disse o pesquisador.

A função e os efeitos dos obeliscos e das proteínas que eles codificam ainda são um mistério. O elevado acúmulo de genomas de RNA no interior bacteriano poderia indicar, opinam os cientistas, um possível papel na regulação da atividade celular, o que teria implicações significativas para a saúde, uma vez que os microbiomas habitados por essas bactérias influenciam inúmeros aspectos fisiológicos, da digestão ao sistema imunológico.

Além disso, a descoberta dos obeliscos levanta questões fundamentais sobre a origem e a evolução dos vírus e da diversidade microbiológica. Segundo De la Peña, "esta descoberta mostra que o mundo microbiano é muito mais complexo do que imaginávamos. Abrimos a porta para um campo de exploração totalmente novo que pode revolucionar nossa compreensão da virologia, biologia e até mesmo da própria origem da vida na Terra".
Checagem com artigo científico:


Artigo: Viroid-like colonists of human microbiomes (DS)

A Linguagem


 Para entendermos a linguagem dos inspirados, seria necessário sermos nós mesmos inspirados. 
Não sendo assim, tudo o que nos dizem de obscuro e inconcebível não passa para nós de palavras sem ideias. É como se nada nos dissessem.    (Rousseau Jacgues)

quinta-feira, 20 de março de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Saiba Como Vai Este País

 Investigação. O que mostram os documentos nunca revelados da Spinumviva - Pareceres e emails internos da empresa da família de Montenegro permitem reconstituir a sua atividade. Juristas dizem ao Observador que provam prestação de serviços — e não estranham valor das avenças.  (Luís Rosa, João Paulo Godinho, Rodrigo Mendes , OBSR)

Jornalistas e comentadores transformaram-se nos grandes defensores da derrota de um dos candidatos às eleições. Nunca, como hoje, assisti a uma tal unanimidade da comunicação social tão profundamente motivada em garantir uma derrota de uma facção política no nosso país.E começo por assegurar que não é seguramente a qualidade e a confiança, ou falta delas, para a liderança do governo de Portugal.

Veremos o que se passará em Portugal, na terra em que todos dizem que o povo é sábio e decide sempre melhor.  (Bruno Bobone,OBSR)

Uma das razões para termos chegado aqui é a opção do Presidente da República de ter alterado a natureza da eleição parlamentar, defendendo que se trata da eleição do primeiro-ministro.
O ano de 2025 está a dar-nos provas de que tanto na política nacional como internacional não é preciso muito tempo para que o que aparenta ser seguro se altere radicalmente.

Ninguém nega já que estamos a viver um período de alteração da ordem política mundial, em que o centro de gravidade geopolítico e económico se desloca do Atlântico para o Pacífico.   (Rui Mayer, J Económico)

Temos o populismo do Chega. E temos o populismo do PS

Temos o populismo do Chega. E temos o populismo do PS. Que Pedro Nuno Santos lance acusações graves não fundamentadas para cima de Montenegro é um populismo nauseabundo que o PS devia repudiar ao invés de praticar.     (Maria João Marques, Público)

A Frase (74)

Terça-feira Trump falou hora e meia com Putin para discutirem um cessar fogo. Mal acabou o telefonema, Putin ordenou ataques aéreos a Kiev e outras cidades ucranianas. Isto tem uma palavra: humilhação      (João Marques de Almeida, ECO)

"Abre-te, Primavera !"


Tenho um poema à espera
Do teu sorriso.
Um poema indeciso
Entre a coragem e a covardia.
Um poema de lírica alegria
Refreada,
A temer ser tardia
E ser antecipada.
Dantes, nascias
Quando eu te anunciava.
Cantava,
E no meu canto acontecias
Como o tempo depois te confirmava.
Cada verso era a flor que prometias
No futuro sonhado…
Agora, a lei é outra: principias,
E só então eu canto confiado."

(Miguel Torga)