
“Miséria e injustiça acabarão por desaparecer se for permitido à pura luz da razão
penetrar nas cavernas escuras da ignorância, da superstição e do ódio.”
(Desiderius Erasmus)

A violência entrou no espaço público como se fosse linguagem natural. É como se tivéssemos esquecido que a vida democrática se constrói pela palavra argumentada, pelo debate, pela procura de consensos possíveis. Em vez disso, normalizou-se a crispação, radicalizou-se o discurso, transformou-se a agressividade em sinal de força. A violência tornou-se hábito — e, como todo o hábito, tende a consolidar-se.