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terça-feira, 28 de outubro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Orçamento Do Estado

O OE2026 não é revolucionário, mas é um sinal de maturidade económica: Portugal começa a perceber que o crescimento não se decreta — constrói-se com liberdade, responsabilidade e eficiência.

O OE para 2026, apresentado pelo Governo da Aliança Democrática (AD), liderado por Luís Montenegro, representa a consolidação de uma nova filosofia económica, assente em responsabilidade, eficiência e liberdade. Depois de quase uma década de políticas socialistas marcadas por expansão da despesa, rigidez estrutural e fiscalidade crescente, o país inicia agora um ciclo de maior disciplina orçamental e confiança no setor privado como motor do crescimento.

O quadro macroeconómico apresentado é estável e credível.  (João Tovar Jalles, ECO

A Frase (236)

Destruir é fácil. Reconstruir é mais difícil e leva mais tempo”, advertiu(MFL). As estatísticas mais recentes confirmam o alcance destas palavras. Em ambos os setores, Educação e Saúde, a consolidação orçamental dos últimos anos deixou marcas visíveis. Portugal conseguiu equilibrar as contas, mas com um preço elevado para a capacidade de resposta e qualidade dos serviços.  (Valentina Marcelino, DN)

O desinvestimento prolongado em educação não se reflete apenas nas escolas ou nos salários. Manifesta-se nas competências da população, na sua capacidade de inovação, na produtividade e até na coesão social. Uma sociedade com baixos níveis de literacia é mais vulnerável à desinformação, tem mais dificuldade em aceder a oportunidades e progride mais devagar. (...)

São dados objetivos que ilustram o impacto de uma política prolongada de contenção no investimento público e ajudam a enquadrar as palavras da antiga ministra.(...)

Um país que não investe nos seus professores, nos seus alunos e nas suas escolas está, na prática, a desistir de crescer. Somos um país que lê menos, entende menos e, por isso, participa menos. E é isso que deve preocupar-nos mais.

No caso da saúde, estamos a falar de vidas. O SNS é um pilar fundamental para a coesão social. Não investir nos profissionais de saúde, nas infraestruturas e na capacidade de resposta é, na prática, desistir de proteger quem mais precisa e aceitar que a desigualdade se torne parte do sistema. É esquecer que um país vale tanto mais quanto mais cuidar dos seus.

Seu Destino ...


“Vigie seus pensamentos; eles se tornam palavras.
Vigie suas palavras; elas se tornam ações.
Vigie suas ações; elas se tornam hábitos.
Vigie seus hábitos; eles formam seu caráter.
Vigie seu caráter; ele se torna seu destino.”

(Frank Outlaw)

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (235)

O discurso político, especialmente o da esquerda, mantém-se preso a categorias ultrapassadas, centradas na oposição capital-trabalho e à ideia de um Estado central redistributivo. Mas a classe trabalhadora é hoje urbana, digital e autónoma. A esquerda perdeu influência não apenas pela governação, mas por não conseguir atualizar a sua leitura do país nem responder de forma estruturada a temas críticos como a habitação, o rendimento, a qualidade de vida e a transição tecnológica. A direita, por seu lado, insiste em fórmulas liberais genéricas, sem uma estratégia consistente de reforma nem de valorização do conhecimento e da inovação.   (Adalberto Campos Fernandes, SOL)

Dança Lenta


Não somos nem bons nem maus:
somos tristes. Plantados entre chão
e estrelas, lutamos com sangue,
pedras e paus, sonho
e arte.

Nem vida nem morte:
somos lúcida vertigem,
glória e danação. Somos gente:
dura tarefa.
Com sorte, aqui e ali a ternura
faz parte.

(Lya Luft)

domingo, 26 de outubro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (234)

 Pela primeira vez, os governos do mundo inteiro reconheceram que a desigualdade, o colapso climático e a perda de biodiversidade não são problemas separados — são sintomas do mesmo sistema desequilibrado.

(Mafalda Sarmento. J Negócios) 

2030 não é o fim: é o ponto de viragem para o futuro que ainda queremos - A presidente Ursula von der Leyen defende que o futuro da Europa dependerá da sua capacidade de unir ambição climática, justiça social e autonomia estratégica.  

Mas, segundo o Sustainable Development Report 2025, a cinco anos do prazo final, o balanço é amargo. Apenas 17% das metas estão no bom caminho, quase metade avança lentamente e uma em cada cinco regrediu. O progresso é desigual, as crises multiplicam-se e a confiança na cooperação internacional enfraquece. Ainda assim, nunca a ideia de uma agenda comum para o planeta foi tão necessária.

O que está em causa não é apenas cumprir objetivos. É reaprender a cooperar num mundo cansado de desilusões, reatar a confiança entre ciência, política e cidadãos, e transformar o cansaço em visão.

Talvez, como escreveu a Nature Sustainability, “não consigamos fazer em cinco anos o que não fizemos em dez”, mas ainda podemos — como lembrou María Cortés Puch — “usar o melhor mapa que já tivemos para reencontrar o caminho.”

Metade ...


E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra…
também.

(Ferreira Gullar)