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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Sua Alma Dirá ...

A vida não é fácil mesmo, não mentirei. Mas devemos seguir forte, viver cada fase ciente 
e consciente de tudo que nos cerca. Devemos compreender as dificuldades e entender 
o que podemos tirar de bom de cada situação. Tudo leva a aprendizado. 
Mas a principal reflexão à qual a vida nos leva é a de que, no final, ao olhar para trás, 
o importante é que não tenhamos sequer um arrependimento. Por isso, faça o que sentir, 
de corpo e alma, que é a escolha certa.

domingo, 9 de novembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (251)

A esperança contra o medo - Zohran Mamdani soube fazer uma campanha em nome da esperança, contra o pessimismo e contra o ódio.     (Teresa de Sousa, Público)

Zohran Mamdani, que se anunciou como o primeiro imigrante muçulmano a vencer as eleições para mayor de Nova Iorque, concentrou todas as atenções, não apenas na América, mas talvez mais ainda na Europa. Como escreve o Guardian britânico, “os estrategos dos partidos de toda a Europa atravessam o Atlântico para aprender como o jovem da geração X emergiu do anonimato para atingir o cume da mais importante cidade dos EUA (e do mundo, se se perguntar a um nova-iorquino).

Digo-vos: Praticai O Bem. Porquê?

 
Digo-vos: praticai o bem. Porquê? O que ganhais com isso? Nada, não ganhais nada. Nem dinheiro, nem amor, nem respeito, nem talvez paz de espírito. Talvez não ganheis nada disso. Então por que vos digo: Praticai o bem? Porque não ganhais nada com isso. Vale a pena praticá-lo por isto mesmo.”

(Fernando Pessoa)

sábado, 8 de novembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (250)

 Os programas políticos dos candidatos à Presidência da República ainda não são conhecidos. Isto é, não foram anunciados e publicados os programas formais de candidatura. Nenhum candidato se comprometeu ainda com linhas programáticas claras. O tom geral, o clima e a música são já detectáveis, não os compromissos reais nem as intenções. (...)

Mas o desenho exacto das funções presidenciais desejadas e prometidas está fora de campo de visão e de compromisso. Todos querem fazer bem ao país, mas ninguém diz como quer tratar o governo, o parlamento e as instituições. Ora, os grandes problemas, a exigir compromissos, são os da natureza das funções presidenciais. Como se sabe, a Constituição é essencial, mas não chega. O estilo próprio é indispensável para clarificar. A relação com o governo e o parlamento é a pedra de toque. A natureza da função presidenciais depende muito de várias condicionantes. Como a personalidade e o carácter do próprio e do chefe do governo. Ou a força da maioria parlamentar. Ou ainda a noção dos dispositivos constitucionais. A Constituição é importante, mas a interpretação que dela se faz é decisiva.   (...)

(António Barreto, Público, via Jacarandá)

Nenhum Homem É Uma Ilha Isolada

Ninguém basta-se a si mesmo.

(...)Em cada povo há um conceito de iluminação. Alguns compreendem que o homem não é e não deve ser uma ilha, que precisa de se unir ao continente; outros crêem que sim, que é necessário que se isole, que proceda assim para se compreender melhor.

Em verdade, não será o homem uma ilha? Todos homens, ilhas esparsas no oceano? Algumas, estreitas; outras, muito largas, tão vastas que podemos chamar de continentes? Mas não importa o tamanho das ilhas. O importante é que todas ilhas possuam pontes, que se comuniquem entre si, que se permitam a permuta de riquezas e o aprendizado mútuo.

Concluo que nenhum de nós possui visão de águia. Cada um pensa e vê uma parte do mundo. Somando nossos olhos é possível enxergar um imenso panorama. A amizade, a solidariedade e o altruísmo são pontes que nos aproximam. Mas é necessário que a individualidade seja reverenciada, que o ensimesmamento seja livre, que seja respeitada a vontade de ir, de vir, de se retirar no momento desejado. Só assim, creio eu, cada homem em sua ilha interior será uno e ao mesmo tempo universal.

(John Donne)

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde


Frase (245)

Não há como fugir à evidência. Urge bom senso e responsabilidade política para um pacto de regime para a saúde. Chegou a hora de menos ‘partidarite’.   (Lígia Simões, JEconómico)

Montenegro alerta que os privados estão “bloqueados” como o SNS. E realça, uma vez mais, a necessidade de “otimizar recursos” para “melhorar o resultado financeiro” de um sistema de saúde cuja despesa passou, numa década, de oito mil milhões para 18 mil milhões de euros, sem ter havido uma correlação entre esta evolução e os serviços prestados e percecionados pelas pessoas.

Por outras palavras, assiste-se a uma degradação em plano inclinado do desempenho da variável mais importante: o acesso. Sinal de que o SNS começa a ficar ligado às máquinas. Reanimá-lo é urgente e exige um compromisso coletivo cimentado entre decisores políticos, sociedade civil e comunidade médica. Uma reforma eficaz do SNS tem de passar pela valorização e reforço dos recursos humanos, a par da modernização administrativa e gestão eficiente, e complementaridade entre os diversos setores.

Não há como fugir à evidência. Urge bom senso e responsabilidade política para um pacto de regime para a saúde. Chegou a hora de menos ‘partidarite’. Não é prudente acenar com soluções fáceis e respostas para amanhã quando os problemas são complexos. Fazê-lo é politicamente estúpido e condena o SNS a uma lenta agonia. 

Tomara Que A Gente Não Desista De Ser Quem É ...

 
“Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que reconheçamos o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades. Que friagem nenhuma seja capaz de perturbar o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos magoados, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.”       (AJ)