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sábado, 21 de fevereiro de 2026

A Conservação Da Energia Mental ...


 No universo nenhum pensamento, ação ou energia se perdem. Oportunamente, de alguma maneira imprevisível, darão os seus frutos aqui ou mais adiante, na forma de felicidade ou infelicidade, de acordo com a natureza boa ou má do impulso. Assim, se tem intenções nobres, se deseja o mais elevado bem, siga o caminho da retidão e evite o caminho do mal.   (Swami Virajananda)

A Conservação da Energia Mental - Assim como a primeira lei da termodinâmica diz que a energia não pode ser criada nem destruída, apenas transformada, Virajananda sugere que o pensamento é uma forma de energia real. Nada do que emitimos "desaparece" no vácuo; tudo fica registrado na teia da existência

O Fator da Imprevisibilidade - "de alguma maneira imprevisível"
Este é o ponto onde muitos de nós perdemos a paciência. Queremos que a "justiça" seja imediata (o chamado "karma instantâneo"). No entanto, o texto alerta que o fruto amadurece no seu próprio tempo, muitas vezes através de caminhos que a nossa mente lógica não consegue rastrear.

Ética como Autopreservação - A recomendação final não é baseada em medo punitivo, mas em inteligência prática: Se quer colher doçura, plante sementes doces.
Seguir a "retidão" não é apenas um dever moral, é a melhor estratégia para quem busca a felicidade a longo prazo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Estas São As Frases

Dos drones portugueses que voam alto em cenários de guerra aos estilhaços de Epstein que atingiram a família real britânica. E as tempestades, e os seus efeitos, que passaram a ser o grande teste à governação de Montenegro. Conheça o rating desta semana.          (Ricardo Gomes Ferreira, J Económico)

O discurso europeu da “autonomia estratégica” tornou-se uma curiosa ginástica sem músculo. Falamos de independência energética, mas dependemos de gás caro; falamos de liderança tecnológica, mas continuamos a importar chips asiáticos; falamos de defesa, mas hesitamos em gastar o que prometemos. (Luís Miguel Henriques, J Negócios)

No passado sábado, em Munique, Mark Rubio lançou aos europeus uma provocação com sotaque de urgência: “O século XXI será decidido por quem tiver coragem para simplificar.”

Se neste momento podemos encarar com tranquilidade orçamental uma situação anormal de emergência é porque, nos últimos anos, construímos uma reputação nos mercados.       (Paulo Ferreira, OBSR)

A discussão sobre a forma como se pode acomodar este impacto parece um pouco esotérica num país que durante décadas fez alegremente défices orçamentais nas fases mais regulares do ciclo económico, tendo chegado a uma quase bancarrota há 15 anos.  (...)

É evidente que o objectivo de equilíbrio orçamental deve ser abandonado temporariamente, apenas na medida do impacto orçamental deste choque económico e sem entrar em facilitismos que vão para além disso. (...)

E se neste momento podemos encarar com normalidade e tranquilidade orçamental uma situação anormal de emergência é porque, ao longo dos últimos anos, o país soube construir nos mercados uma reputação que nunca teve: que entende que as contas públicas devem ser equilibradas e a dívida do Estado deve ser mantida em níveis confortáveis. (...)

E devemos, sem dramas, assumir que virá aí um orçamento retificativo para este ano porque o tecto da despesa (e, eventualmente, da dívida) que está autorizado pelo Parlamento deverá ser ultrapassado.

Eis como pode haver vida para além do orçamento. Quando se parte de uma situação de equilíbrio é tudo mais fácil e dentro da normalidade.

desconfio. Al Berto


Todo o santo dia bateram à porta. não abri, não me apetece ver pessoas, ninguém.

escrevi muito, de tarde e pela noite dentro.

curiosamente, hoje, ouve-se o mar como se estivesse dentro de casa. o vento deve estar de feição. a ressonância das vagas contra os rochedos sobressalta-me.

desconfio que se disser mar em voz alta, o mar entra pela janela.

sou um homem privilegiado, ouço o mar ao entardecer. que mais posso desejar?

e no entanto, não estou alegre nem apaixonado. nem me parece que esteja feliz.

escrevo com um único fim: salvar o dia.

(Al Berto)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (33)

Quando as redes de comunicação colapsam, colapsa também a “aldeia global” e revelam-se os limites de um modelo que delega no espaço digital a responsabilidade máxima pelo bem comum.    (Celsa Padamo, OBSR)

E todos os debates, reportagens, entrevistas e comentários convergem num ponto central: a comunicação, ou a falta dela, surge como a principal falha apontada ao Estado. As críticas repetem-se e ecoam argumentos já apresentados recentemente, aquando da crise provocada pela COVID-19. Contudo, ao recuarmos no tempo, encontramos as mesmas lacunas em episódios como os incêndios florestais, a crise do SNS ou o caso de Tancos, entre outros. Existe, de facto, um padrão: sempre que surge uma situação de crise, surge uma falha de comunicação pública, lado a lado.(...)

É preciso olhar com atenção e sentido crítico para as estruturas de comunicação que dão assessoria aos interlocutores institucionais do Estado nos momentos de crise e que são a ponte absolutamente fundamental com a população. São estas estruturas que gerem a preparação, autonomia e capacidade real para informar com clareza, coerência e responsabilidade quando a confiança pública está em jogo. (...)

Enquanto esta profissionalização não se consolidar, a comunicação pública continuará, para o bem e para o mal, excessivamente dependente das redes sociais. 

Quando as redes de comunicação colapsam, colapsa também a “aldeia global” – o momento em que se revelam os limites de um modelo que delega no espaço digital a responsabilidade máxima pelo bem comum, responsabilidade esta que dificilmente lhe pode ser imputada.

O Que Pode Fazer Para Mudar O Mundo?

 
Comece mudando a si mesmo: ninguém muda o mundo se não consegue mudar a si mesmo.

Cuide da saúde do planeta: não desperdice água, não jogue lixo no lugar errado, não maltrate os animais ou desmate as árvores. Por mais que você não queira, se nascemos no mesmo planeta, compartilhamos com ele os mesmos efeitos e consequências de sua exploração.

Seja responsável: não culpe os outros pelos seus problemas, não seja oportunista, não seja vingativo. Quem tem um pouquinho de bom senso percebe que podemos viver em harmonia, respeitando direitos e deveres.

Acredite em um mundo melhor: coragem, honestidade, sinceridade, fé, esperança são virtudes gratuitas que dependem de seu esforço e comprometimento com sua honra e caráter. Não espere recompensas por estas virtudes, tenha-as por consciência de seu papel neste processo.

Tenha humildade, faça o bem. Trabalhe: não tenha medo de errar, com humildade se aprende, fazer o bem atrairá o bem para você mesmo e trabalhando valorizarás o suor de teu esforço para alcançar seus objetivos.

Busque a verdade, a perfeição: uma posição realista frente aos obstáculos, uma atitude positiva diante da vida.

Defenda, participe, integre-se à luta pacífica pela justiça, paz e amor: um mundo justo é pacífico, e onde há paz pode-se estar preparado para viver um grande amor.

(Rodrigo Bentes Diniz)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (32)

Thatcher sabia que a liberdade é confusa, barulhenta e muitas vezes perigosa. Mas sabia também que a alternativa – uma ordem tecnocrática limpa, silenciosa e controlada – é a morte da alma de uma nação. O monstro europeu está a cumprir a profecia: em nome da democracia, está a erguer um sistema que se arrisca a ser do mais antidemocrático que o Ocidente já viu.       (Ricardo Simões Ferreira, DN)

A recém-aprovada lei de controlo de acesso às redes sociais por menores, com o que isso implica de intrusão na privacidade de todos os cidadãos – que serão obrigados a utilizar a chave-móvel digital do Governo antes de entrarem no seu Instagram –, é também mais uma peça de um enorme puzzle de retirada da autonomia da família na educação dos seus filhos (num processo de infantilização do indivíduo sintomático de sociedades coletivistas

Os partidos do centro-esquerda portugueses – onde o atual PSD assumidamente se enquadra – embarcam, desta forma, numa tendência europeia que será a derrota final (em muito pouco tempo) do próprio projeto livre europeu. E, consequentemente, da Europa a qual milhares de homens livres morreram a defender nas praias da Normandia.

Quando a "proteção da democracia" se torna uma tarefa administrativa gerida por burocratas, o povo deixa de ser o soberano para passar a ser o objeto de gestão.

Com a introdução planeada do Euro Digital e da Identidade Digital Europeia, ou a proibição das redes sociais a menores (aqui, localmente, mas para gáudio da maioria dos eurocratas) a UE prepara-se para fechar o cerco. Tal como no sistema de Crédito Social chinês, a capacidade de participar na sociedade e na economia ficará dependente de uma infraestrutura gerida por tecnocratas que ninguém elegeu e que ninguém pode demitir. E de pensarmos todos da mesma forma.

Nas Praças

 Nas praças vindouras — talvez as mesmas que as nossas -
Que elixires serão apregoados?
Com rótulos diferentes, os mesmos do Egito dos Faraós;
Com outros processos de os fazer comprar, os que já são nossos.

E as metafísicas perdidas nos cantos dos cafés de toda a parte,
As filosofias solitárias de tanta trapeira de falhado,
As idéias casuais de tanto casual, as intuições de tanto ninguém —
Um dia talvez, em fluido abstrato, e substância implausível,
Formem um Deus, e ocupem o mundo.
Mas a mim, hoje, a mim
Não há sossego de pensar nas propriedades das coisas,
Nos destinos que não desvendo,
Na minha própria metafisica, que tenho porque penso e sinto.

Não há sossego. (...)
O tédio que chega a constituir nossos ossos encharcou-me o ser,
E a memória de qualquer coisa de que me não lembro esfria-me a alma.
Sem dúvida que as ilhas dos mares do sul têm possibilidades para o sonho,
E que os areais dos desertos todos compensam um pouco a imaginação;
Mas no meu coração sem mares nem desertos nem ilhas sinto eu,
Na minha alma vazia estou,
E narro-me prolixamente sem sentido, como se um parvo estivesse com febre.
Fúria fria do destino,
Interseção de tudo,
Confusão das coisas com as suas causas e os seus efeitos,
Conseqüência de ter corpo e alma,
E o som da chuva chega até eu ser, e é escuro.

(Álvaro de Campos)