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domingo, 3 de janeiro de 2010

Afinal em Que Planeta Vivemos?!


Não vale a pena iludir: Sócrates e Cavaco não vivem no mesmo planeta.

O primeiro, em prédica natalícia, confessou já ver 'sinais de retoma' para o país, provavelmente inscritos nas estrelas. É o planeta da fantasia.

O segundo, em mensagem demolidora, remeteu as visões místicas do primeiro-ministro para o caixote: a situação é péssima, pode piorar e o governo persiste no adiamento, na propaganda e na lamuria. É o planeta da realidade.

Diz João Pereira Coutinho, no CM.

Pois, entretanto aqui estamos nós sentados sem saber bem em que planeta vivemos ?!
Certeza - mais tarde ou mais cedo apresentam-nos a conta. E ... nós pagamos!

Até ao dia em que diremos - Não pagamos! Não pagamos! Não pagamos! Depois... admirem-se!

Valha-nos a Investigação Científica !


É na Medicina que o seu projecto, premiado pela Fundação Gulbenkian, pode vir a ter aplicação efectiva.

O programa de computador que está a ser desenvolvido por Gonçalo Pena pode vir a ser uma Importante Ferramenta De Apoio Ao Diagnóstico De Doenças Cardiovasculares.

GP é doutorado em Matemática pela Escola Politécnica Federal de Lausane.

Trata-se de um programa que simula o fluxo sanguíneo em artérias.
Para que serve? " O objectivo é observar como flui o sangue antes de uma operação a uma artéria obstruída, por exemplo", explica o investigador do Departamento da UC.
Deste modo, "podem ser evitadas algumas complicações pós-operatório, como problemas com o refluxo do sangue". Este programa pode vir a ser muito importante no apoio ao diagnóstico de doenças cardiovasculares.
O prémio vai permitir a concretização da ideia .

Fonte: CM

Ideias não faltam aos portugueses, e, é exactamente no campo da Ciência que muitos se têm distinguido, pena que por vezes a única saída para a concretização dos seus projectos seja no exterior. Gonçalo Pena assegura que pelo menos para já não está nos seus planos sair do país.

"Na Casa dos Sonhos"


(...) é na casa dos sonhos que perdemos por tempo indeterminado a
racionalidade. despidos de todos os pecados que nos tormentam a mente
diluímos as emoções e agressões dos dias. aberta a porta ao sono:
divagamos! vimos rostos que não conhecemos lugares desconhecidos.
na casa dos sentidos ... degrau a degrau, subimos a escadaria do sono.
vagueamos nas ruas dos sonhos e sobrevoamos memórias exaustos de
tanto pensar. saídos de nós: o milagre de sonhar! sobrevoando
o tecto do pensamento ... despimos imagens e memórias! ... de lado fica a
ira e a zangaria humana, que nos mata e transforma a vida ... num repentino
vazio. na casa dos sonhos não há ira que perdure. nesse mágico instante,
somos crepúsculo e cores musicadas na solidão da noite.(...)


Maria Sobral Mendonça,texto/pintura

sábado, 2 de janeiro de 2010

200 dos Últimos 720 Gorilas de Montanha em Perigo



Um vulcão entrou em erupção no Parque Natural de Virunga, no Congo, local onde se refugiam cerca de 200 dos últimos 720 gorilas de montanha do mundo.

Segundo Feller Lutahichirwa, director do parque citado pela Associated Press, o vulcão Nyamulagira terá começado a expelir lava durante esta madrugada.

Fonte:Público


Paços do Concelho/ Câmara Municipal de Setúbal

No séc. XV o «Paço» que o conselho mandara fazer, para vereação e audiências, situava-se na Praça do Castelo da Ribeira e era propriedade da Ordem de Santiago .

Foi no reinado de D. João III e de sua iniciativa a construção do novo Paço.

De 1526 a 1533 decorreram as obras de construção dos Paços Municipais num terreiro a que
depois se chamou Largo da Praça do Sapal e que hoje conhecemos como Praça de Bocage.

Com o terramoto de 1755 ,Setúbal sofreu muitos estragos; muitas vidas se perderam, quer pela derrocada de muitos prédios, quer pelo maremoto que simultâneamente se deu.
No dia deste trágico cataclismo também o edifício dos Paços do Concelho ficou muito arruinado.

A 11 de Novembro de 1858 ( ano em que os setubalenses pedem ao rei que a sua
terra seja elevada a cidade) um violento sismo mais uma vez abalou Lisboa e arredores.
As águas do rio invadiram grande parte da vila; barcos foram arremessados para terra e muitos se afundaram.
No Bairro de Troino, que ficou quase totalmente destruído, morreram muitas pessoas.
Mais uma vez o Edifício dos Paços do Concelho sofreu muitos danos - em 1873 - fizeram-se algumas obras e restauros.

Novo fenómeno, este m 1876, começaram os temporais que fustigaram impiedosamente Setúbal por espaço de 4 dias.

Passados 37 anos, depois do último restauro, os Paços do Concelho viveram em ambiente tranquilo.

Porém, mais uma provação havia de atingir os Paços do Concelho.

Um incêndio devorador destruiu o edifício e com ele toda a documentação e obras de arte - tudo foi consumido pelas chamas na noite de 4 para 5 de Outubro de 1910.
À Praça de Bocage confluiu, nessa noite, uma enorme multidão que se manifestava alegre, dando vivas à República . O partido republicano desculpa-se com a agressividade da polícia, mas entretanto, o edifício estava destruído e todas as suas preciosidades.



Passaram 7 anos e os Paços do Concelho estavam ainda em ruínas ...

Passados 14 anos ...

O Setubalense em 15 de Outubro de 1924 opinava sobre a reconstrução do edifício, referindo que era um vergonhoso estendal de ruínas e mostrava a demissão dos políticos que dirigiam o município.

O Setubalense, de 21 de abril de 1933, comentava o começo das obras mas não areditando lá muito ... o cepticismo instalara-se.

Finalmente!
No final do ano de 1938 as obras de reconstrução chegaram ao
seu termo.
Na calçada em frente podiam-se ler as frases:


- Muito Notável Vila Aos 16 de Setembro De 1525
- Cidade Aos 19 De Agosto De 1860
- Capital De Distrito Aos 22 De Dezembro De 1926

Fonte:Monografia S. Sebastião


Esta é a Frase

" Há juízes com uma vida desgraçada, com quatro e cinco mil processos. Chegou a haver casos com 27 mil processos, no Tribunal de Pequena Instância Cível Liquidatária de Lisboa"

Noronha de Nascimento


Preocupação e Aborrecimento


Há muitos factores na mente do ser humano que a tornam neurótica e a debilitam. Dois deles, muito enraizados, são a preocupação inútil e o aborrecimento desnecessário, porque pode ser-se muito eficiente e firme sem aborrecimento nem preocupações. É preciso trocar a preocupação pela ocupação diligente eficaz, e o aborrecimento pelo contentamento e pela serenidade. O aborrecimento é uma forma de aversão e, por vezes, conduz à má-criação, à malevolência e à violência.

RC





sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O Exemplo vem de Cima - Diz o PR


Na mensagem de Ano Novo, Cavaco Silva traça um cenário negro da situação económica do país.

A dívida do Estado tem aumentado.

O futuro pode ser hipotecado.

Podemos caminhar para uma situação explosiva.

Portugal continua a se ultrapassado, em termos de níveis de desenvolvimento, ocupando agora a 19ª posição.

É tempo de nos concentrarmos no essencial.

Estamos numa encruzilhada.

Não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar.

O exemplo vem de cima.

Apelou ao entendimento entre Governo e oposição.

É preciso restaurar a confiança nas Instituições e na Justiça.

Não tenham medo portugueses.

No meio de tanta incerteza podem ter a certeza que o PR nunca se afastará dos seus compromissos.

A crise não é só conjuntural. É também de valores.

É preciso recuperar o valor da família.

Valorizar a ética republicana.

Deve ser restaurada a confiança nas Instituições e na Justiça.

O retrato está traçado. Difícil é a solução!



Este é o Retrato que Ele faz de Durão Barroso


Um converso. os conversos são sempre militantes. E ele desembaraça-se muito bem, já o vi em diversas circunstâncias na Europa, e ele tem a habilidade portuguesa da adaptação.
Domina bem duas ou três línguas. É inteligente. Nunca deixou que o poder lha saísse das mãos.

Eduardo Lourenço, Expresso

Assino por baixo





Preocupações Ambientais no Novo Ano


«Não temos uma terra para temer nem para desgastar, mas para conhecer e desenvolver, como verdadeiros cuidadores dela».

Resolver «a raiz da actual questão ecológica exige uma mudança igualmente radical dos desejos que estão por dentro dos consumos excessivos ou desorientados».

« A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira»

D. Manuel Clemente, Lusa/ Sol