Pesquisar neste blogue

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Governo De Prazo Marcado ...

Portugal precisa ou não de alargar o prazo para encerrar o programa de ajustamento? O Governo diz que está a ponderar o que fazer, depois dos chumbos orçamentais do Tribunal Constitucional. A Europa está aberta a isso mas quer uma resposta até à semana que vem.

Expresso 

terça-feira, 10 de junho de 2014

O Que O PS Ainda Não Compreendeu ...

O problema do PS não é António José Seguro. O problema do PS é outro, e podemos, para simplificar, dar-lhe um nome: José Sócrates. Basta reparar nisto: da apresentação do programa de António Costa, as primeiras páginas dos jornais só retiveram um pormenor: o elogio a Sócrates. Isso quer dizer alguma coisa.

A liderança socialista não pode continuar a fingir que o país estava radioso em 2011 e que todas as aflições nacionais derivam unicamente do neo-liberalismo deste governo ou do egoísmo alemão. O mundo mudou e o PS precisa de mudar para continuar a ser relevante.


Dir-me-ão: mas o socratismo tem assim tanta importância? Aparentemente, tem a importância suficiente para Seguro se ter “anulado” durante três anos e Costa estar a anular-se agora.

Rui Ramos, Observador

O Último Cheque Da Troika Poderá Não Vir ...

O governo português pondera abdicar do último cheque da Troika, cujo desembolso depende da apresentação de medidas alternativas às chumbadas recentemente pelo Tribunal Constitucional.

O programa de ajustamento termina no dia 30 de Junho. Por isso, ou responde ao Constitucional antes dessa data ou, para poder receber o dinheiro que falta depois de 30 Junho, Portugal terá que solicitar uma nova extensão técnica do programa. Mas Maria Luís Albuquerque não abre o jogo: "ainda não há decisões sobre essa matéria", repetiu quando questionada sobre as intenções do governo.
Certo é que Portugal terá que clarificar rapidamente as suas intenções, o mais tardar até à próxima reunião do Eurogrupo, agendada para o dia 19 de Junho. (Expresso)

A ministra sublinhou que, independentemente do programa de assistência financeira, há outros compromissos que o país deve respeitar, pelo que terá sempre de encontrar medidas compensatórias.

Adivinha-se um Verão quente. 

As Aparências ...

"O mundo recompensa com mais frequência as aparências do mérito do que o próprio mérito."

La Rochefoucauld     


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Porquê Só Agora, Sr. ACosta?

 Será que só em 25 de Maio é que Costa percebeu que Seguro não tinha carisma e capacidade para garantir uma vitória eleitoral esmagadora ao PS nas legislativas?

E será que ao acusar agora Seguro de estar a atrasar o enfrentamento entre ambos, Costa acreditaria que este iria aceitar ser o mero carregador de pianos do PS durante três anos, nos quais, por duas vezes (em 2011 e 2013), Costa recusou travar o combate que agora exige com celeridade?

Será que acreditou que Seguro aceitaria ficar na história como uma espécie de alcatifa macia para ser pisada triunfalmente pelo Presidente da Câmara de Lisboa, depois de o actual líder do PS ter arcado com o fardo da travessia do deserto?

As guerras civis são as mais sangrentas, e ao declarar agora as hostilidades contra Seguro, Costa transformou Passos, Portas e Cavaco (em conjunto, e cada um por si) nos donos absolutos do tempo político do país, incluindo o tempo da sua ânsia por grandeza pessoal. Quem se sente chamado pelo destino não deve chegar atrasado à chamada.

Viriato Soromenho Marques, DN 

domingo, 8 de junho de 2014

O Que Vejo A Cada Momento ...

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem... 


Alberto Caeiro 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Estão Bem Uns Para Os Outros ...

Na verdade, não é só o acórdão do TC que tem de ser aclarado. É este regime de infinitas tretas em que demasiada gente – ministros, juízes, secretários-gerais – não têm coragem de fazer aquilo que se impõe.

Uns agarram-se a princípios abstractos de igualdade, proporcionalidade, protecção de confiança ou razoabilidade, ignorando olimpicamente o estado do país. Outros só fazem orçamentos de desenrasca, sem um vislumbre de reformas sistemáticas ou de medidas estruturais.

Seria caso para dizer “estão bem uns para os outros”, não fosse no meio de uns e de outros estarmos nós.

João Miguel Tavares, Aclare-se o Regime, Público 

E cá andamos nós de cabeça roda sem sabermos como será o dia de amanhã. Única certeza - será sempre pior que o dia de hoje.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Temperatura Continua A Subir ...

"O primeiro-ministro decidiu, tendo em conta o novo quadro aberto pelo acórdão proferido pelo Tribunal Constitucional e a necessidade de responder às exigências complexas de superação da situação, cancelar a sua programada visita ao Brasil, que decorreria de 12 a 16 de Junho", refere uma nota enviada à Lusa pelo gabinete do chefe do Governo. Também Portas cancelou uma reunião.

Passos congela Plano B

Adiada reunião sobre RE

E, haverá um segundo round com TC

E a Temperatura continua a subir - precavenha-se para não apanhar um grandessíssimo susto.

A Pergunta Pertinente Do Bastonário Dos Oficiais De Contas ...

Mas então porquê Continuar A Pedir Mais Esforços às Pessoas ?

O bastonário dos Técnicos Oficiais de Contas defendeu hoje não ser preciso aumentar impostos devido ao ‘chumbo’ de três normas do Orçamento de Estado, já que o Estado vai obter mais receita e conta com uma folga financeira.
Com o ‘chumbo’ de normas que implicam a reposição dos salários que os trabalhadores da função pública tinham em 2010, “as pessoas vão receber mais e, portanto, descontar mais [para o] IRS e mais para a Segurança Social”, explicou Domingues Azevedo em entrevista à agência Lusa.

Por outro lado, adiantou o bastonário da OTOC, o Governo diz que tem uma folga financeira de quase 13 mil milhões de euros.

“Se assim é, é positivo. Mas então porquê continuar a pedir mais esforço às pessoas?”, questionou, referindo que “há, no Orçamento de Estado [para 2014], dotações provisionais que ninguém sabe para que são, que ninguém sabe como vão ser utilizadas e há despesas que não estão devidamente documentadas"

Fonte: Ji 

Claro que gostaríamos que O PM que costuma gostar tanto de explicaçõeszinhas, nos elucidasse sobre a questão acima proposta.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Esta É A Frase ...

«O País está bloqueado, e tem de haver uma solução política, eventualmente a partir de Belém, e de Cavaco Silva. O Financial Times antecipou, na edição de ontem, a possibilidade de um segundo resgate a Portugal. O País teve uma saída limpa, mas frágil, os riscos nunca desapareceram, mas ninguém esperaria que se revelassem tão cedo.»

António Costa, Económico

Nota: Governo pediu 'clarificação técnica' de algumas pontos do acórdão ao TC.

Numa carta enviada pelo primeiro-ministro à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, a que a Lusa teve acesso, Pedro Passos Coelho sublinha que "na análise do acórdão e dos seus fundamentos foi detectado um conjunto de questões de ambiguidade ou obscuridade (como por exemplo os efeitos do seu acórdão no pagamento dos subsídios aos funcionários públicos e se a decisão dos juízes se aplica a partir de 30 ou 31 de Maio).  para cujo esclarecimento é ainda e também competente o Tribunal Constitucional (TC)". ( J i )

Pois, pensando bem há outra saída - a própria.