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domingo, 10 de janeiro de 2016

Esta É A Frase ...

«Há um gesto reflexo que partilhamos com toda a espécie animal, ainda que, por educação, o disfarcemos na idade adulta, colocando a mão diante da boca. É o bocejo. Os cientistas dividem-se quanto à explicação do fenómeno, que aliás se prova ser contagioso entre pessoas e animais que nos estão mais próximos. E bocejo é o que me ocorre, no dia em que começa oficialmente a campanha eleitoral para a Presidência da República.»

Afonso Camões, Jornal de Notícias 

Quanto Sinto, Penso

Severo narro. Quanto sinto, penso.
Palavras são idéias.
Múrmuro, o rio passa, e o que não passa,
Que é nosso, não do rio.
Assim quisesse o verso: meu e alheio
E por mim mesmo lido.

Ricardo Reis 

sábado, 9 de janeiro de 2016

A Caminho De Uma Sociedade Que Não Escolhemos.

Com uma única certeza - sentimo-nos enganados.

- Não tivemos  liberdade de escolha.

A pouco e pouco, quase sem darmos por isso vamos caminhando para uma sociedade cada vez mais controladora e inibidora da liberdade de pensamento próprio que de algum modo se diferencie do mais sonante praticado em cada momento. Cada vez mais a nossa vida é conferida e esmiuçada por um estado colectivista e igualitário, sem ter em conta o que os cidadãos realmente pretendem para o seu país. Quando damos por isso já decidiram tudo nas nossas costas, muitas vezes contra o que a maioria pensa e ao invés do publicitado - e assim se consegue o lugar pretendido - governar. Vivemos uma época de fingimento e descrédito, muitos de nós estamos parados a meio de um caminho com setas à nossa frente apontando em várias direcções mas só uma tem sinal verde, sinal que pode mudar rapidamente sem dar tempo a que possamos colocar a nossa vida em marcha. Ninguém hoje pode tentar objectivar o que quer que seja para o futuro, enquanto cada vez mais nos vamos sentido asfixiados e a viver uma liberdade ficcionada   - Esta é a verdade!

Esta É A Frase ...

De: Octávio Ribeiro
«Seria dramático o lugar de Presidente ser decidido entre um génio bipolar e um utópico extremista.»

Octávio Ribeiro, CM  

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

E Esta Hein ?

A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, fez esta semana uma promessa estranha: se for eleita presidente dos Estados Unidos, Clinton prometeu investigar se o fenómeno dos extraterrestres é realmente verdadeiro, uma vez que a democrata acredita que o planeta terra já foi visitado por alliens. “Eu vou chegar ao fundo da questão”, prometeu Clinton.

Não é a primeira vez que Clinton fala sobre extraterrestres. Numa entrevista em 2014, a candidata tinha afirmado que “se fossemos os únicos neste universo, seria um grande desperdício de espaço”.
Área 51. Entre outras promessas, a candidata democrata comprometeu-se a estabelecer uma equipa especial para investigar o caso da base militar Área 51, onde alegadamente terão sido encontrados restos de um disco voador, que terá caído em Roswell, no México, em 1947.
Califórnia. O caso dos extraterrestres não é novidade nos Estados Unidos. Em 2007, foram instaladas 42 antenas na Califórnia para tentar encontrar os chamados “seres do outro mundo”.

Fonte: Ji

A Minha Memória Não É Minha ...

O tempo faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio.

José Luís Peixoto

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Uma Coisa É O Brilhantismo De Marcelo Professor Outra Coisa É O Seu Percurso Enquanto Líder Político

De: João Diogo Stoffel
O brilhantismo do Professor Marcelo era tema recorrente de conversa na Faculdade Direito da Universidade de Lisboa.
O Professor escrevia na ardósia com as duas mãos em simultâneo; corrigia 400 testes numa noite; conhecia todos os alunos pelo nome; dormia menos de quatro horas por dia; falava com autoridade sobre os assuntos mais variados todos os domingos na televisão; e lia vários livros por semana. Sempre olhei para o Professor com admiração, pelas suas capacidades de outro mundo.

Deixando agora o brilhantismo do Professor de parte por alguns segundos, importa reflectir sobre o seu perfil e sobre o seu percurso (errático) enquanto líder político, em particular sobre a sua candidatura à Câmara de Lisboa e passagem pela liderança do PSD. Será esta a pessoa correcta para o cargo de Presidente da República? Julgo que não.

Portugal precisa de um Presidente próximo, igual a nós, que ouça e compreenda as pessoas. Um Presidente que enfrente os problemas e que não os comente apenas. Um Presidente que lidere e mobilize o país para as grandes causas e garanta o equilíbrio das instituições. Portugal precisa de um Presidente com pés na terra.(a)

João Diogo Stoffel, Económico

(a) - Difícil encontrar nos actuais candidatos este perfil. - É aqui que está o busílis.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Dia De Reis

Vieram do Oriente para adorar ao Rei.

Os três Reis Magos ofereceram como presente ouro, incenso e mirra. Um chamava-se Gaspar, que significa "o que vai com amor"; o outro Belchior, que significa "o que vai suavemente"; e o terceiro chamava-se Baltazar, que significa "o que obedece à vontade de Deus, humildemente".

Melchior, rei da Pérsia; Gaspar, rei da Índia; e Baltazar, rei da Arábia. Em hebreu, esses nomes significavam “rei da luz” (melichior), “o branco” (gathaspa) e “senhor dos tesouros” (bithisarea).

Paz na Terra aos homens de boa fé! Que nesta data os corações sejam preenchidos com amor e esperança!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Cavaco Falhou Até Nas Duas Vezes Que Teve Razão

Cavaco Silva optou por ser consensual, esperançoso, banal e chato na sua última mensagem ao país. Não houve temas fracturantes nem cotoveladas, apenas manifestações de “profundo amor a Portugal”, a batida retórica da “identidade universalista” que “deu novos mundos ao mundo” (bocejo), o elogio chapa cinco aos “jovens cientistas”, e um louvor – esse, sim, mais original –, “aos portugueses que estão a fazer Portugal”, ao contrário dos portugueses que andaram a desfazer Portugal, entre os quais é difícil não incluir o próprio Cavaco. Aliás, a forma como no Ano Novo tentou incutir esperança à pátria com o entusiasmo de um cangalheiro é uma boa metáfora do seu legado.

Leia a opinião de João Miguel Tavares sobre  ' O homem que falhou demais'  no Público