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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Esta É A Frase ...

De: Renato Santos
O monstro continua vivo e de muito boa saúde. Que o diga Centeno que acaba de ser obrigado por Bruxelas a rever os seus cálculos do Orçamento para 2016.

Renato Santos, Económico


A Forma Justa

Pintura de Abreu Pessegueiro

Sei que seria possível construir o mundo justo 
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

Sophia de Mello Breyner Andresen 

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O Risco Sobre A Dívida Portuguesa Aumentou, Efectivamente, Em Janeiro

Apesar do Banco Central Europeu (BCE) andar no mercado a comprar dívida da zona euro, por cá os juros sobre as obrigações do Tesouro a 10 anos – a referência para o mercado – chegaram a ultrapassar os três por cento. Mesmo com a ajuda das compras de Mario Draghi! Mas mais importante é olharmos para a diferença entre aquilo que Portugal paga para emitir dívida a 10 anos e o que os seus parceiros têm de despender. 

E é aqui que se percebe o agravamento: o prémio de risco ou o ‘spread’ em relação à Alemanha passou para 2,5%, o valor mais alto desde o caso do “irrevogável”; em relação a Espanha passou de 0,74% para 1,35% e o mesmo aconteceu em relação a Itália. Neste mesmo período, os juros da dívida alemã tocaram mínimos de 2012 e os ‘spreads’ dos nossos vizinhos mantiveram-se estáveis. Percebeu?

Hugo Bragança Monteiro, Económico

Perceber, percebemos, até bem de mais! O que nos espera é uma incógnita, porque quem se pôs ao leme transformou as nossas vidas num jogo de xadrez, vamos ver como termina a 'habilidade'.

Aproveite Este Intervalo !



Aproveite este intervalo e...  sorria, bastante!


Porque assim é a vida: - Feita de instantes ...

domingo, 31 de janeiro de 2016

Praia Do Malhão 2016

Vila Nova de Milfontes


Opinião ...

De: Paulo Baldaia
Nos primeiros meses de vida de um novo governo, tanta gente finge não ver os disparates. É o estado de graça, em que o governo anterior ainda é culpado por tudo o que de mau nos acontece. Mas não é preciso ser antipatriota para criticar os malabarismos contabilísticos de Mário Centeno e António Costa. Nem ser de direita nem a favor das agências de rating ou do directório de Bruxelas. Basta ser pelo bem comum.

Negociar não é tentar convencer alguém a aceitar artificialidades, como se elas não tivessem peso na contabilidade final, como se um eventual erro do passado pudesse ser resolvido com outro no presente. Isto não é sério.

Excertos, 'Quem se lixa é sempre o mexilhão', Paulo Baldeia DN

Incerteza ...

Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.

Seneca 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Esta É A Frase ...

De: Helena Garrido
Tendo conquistado o poder com uma aliança inédita e sem ter ganho as eleições, Costa está a governar em modo de campanha eleitoral, preparado para ter eleições a qualquer momento. Mas a frente externa começa a arder. O primeiro teste está em andamento com a troika por cá.

Helena Garrido, Sábado  

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Se Você Não Se Atrasar Demais ..

Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.

Se você não se atrasar demais, posso te esperar por toda a minha vida.

Oscar Wilde

São Tecnicalidades Orçamentais Diz O Primeiro-ministro ...

De: Helena Garrido (CM)
... Sobre o conflito a que assistimos entre Lisboa e Bruxelas no Orçamento do Estado. Na sua perspectiva nada se passa ao nível político, embora reconhecendo que o entendimento político depende da aproximação técnica.

Ou a Zona Euro mudou muito nos últimos meses, sem termos dado conta, ou a abordagem de António Costa ameaça irritar ainda mais os credores. O que aconteceu com Paulo Portas no governo anterior é um exemplo. O ex-vice-primeiro-ministro tratou as negociações com os credores como se fossem "tecnicalidades" e acabou a disfarçar o seu recuo.

Concordemos ou não, a Zona Euro tem hoje uma forte componente técnica na sua governação. É uma escolha em si política, de governar com menos discricionariedade e mais regras. É nesse contexto que o Eurogrupo constitui o coração da gestão do euro. É do passado o tempo em que se governava a Europa pelo conselho dos Assuntos Gerais, com poucas regras e muita discricionariedade.

António Costa, como Portas, já começou a corrigir a declaração inicial que relegava para a irrelevância política a carta de dois comissários europeus. Carlos César corrigiu ainda mais a mão.