O Governo já não sabe onde ir buscar o dinheiro para pagar as dívidas que contraiu. É por isso que age como se tivesse mandato para ser Robin dos Bosques. No fim, todos perderão, «ricos» e «pobres»!Manuel Villaverde Cabral, OBSR

O ar do tempo já em nada se compara com as pequenas mentirinhas, as manhas, os volte face, as gafes a que estávamos habituados. A coisa virou: o relógio português andou décadas para trás e os leninistas voltaram a entrar aparatosamente em cena, legitimados pelo líder do partido socialista e chefe do governo. Uma estreia absoluta.
«Este PS é o mesmo que defende a economia de mercado, que diz querer criar condições para o crescimento, o investimento e o emprego? É o que faz juras à integração europeia? É o mesmo de José Sócrates, que promoveu a engorda de grupos privados em negócios com o Estado? É o mesmo de António Guterres, que abriu a economia, internacionalizando-a, e privatizou como nenhum outro bancos, a EDP ou a PT? É o mesmo de Mário Soares, que em 1974 e 75 lutou precisamente contra a instauração do regime económico inspirado no modelo soviético de que o Bloco e o PCP são os herdeiros políticos? É aquele que na primeira década de democracia lidou com as consequências das nacionalizações cegas feitas numa madrugada e da economia estatizada, as bolsas de fome e pobreza na Península de Setúbal, o trabalho infantil nas indústrias tradicionais, uma inflação de 30% que penalizava sobretudo os mais pobres e um país subdesenvolvido?»
A vida é uma busca - uma busca constante, uma busca desesperada, uma busca sem esperança, uma busca de algo que não se sabe o que é. Há um forte impulso para procurar, mas não se sabe o que se procura.