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sábado, 22 de julho de 2017

Por Que Se Entenda ...


Não, não vos disse ... A essência inatingível 

Da profusão das coisas, a substância, 
Furta-se até a si mesma.  Se entendesses 
Neste ou naquele modo o que vos disse, 
Não o entendesses, que lhe falta o modo 
Por que se entenda. 

Fernando Pessoa 

Notícias Soltas

*Sindicato dos Profissionais de Polícia contra modelo de policiamento dos jogos de futebol.

*O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou hoje que "o poder militar norte-americano é insuperável"

*John Heard, estrela de vários filmes das décadas de 80 e 90 do século passado, morreu este sábado aos 72 anos. O actor, conhecido por ter interpretado o papel de pai nos filmes Sozinho em Casa

*Lista Oficial dos mortos em Pedrogão Grande exclui vítimas indirectas.

*O antigo deputado e dirigente socialista Henrique Neto vai abandonar o Partido Socialista 

*O colapso do BES, é culpa do governador do Banco de Portugal e de Passos Coelho - afirmação de Ricardo Salgado 

*A Monocle elegeu o restaurante Bistro 100 Maneiras, do chefe Ljubomir Stanisic, em Lisboa, como o melhor numa lista de restaurantes de várias cidades.

*Empresa com seis dias ganhou concurso dos outdoors em Lisboa. Agora, é contestada

A Apóstola Dos Apóstolos: Maria Madalena

Com data de 3 de Junho de 2016, o Papa Francisco, através de um dos seus mais próximos e valiosos colaboradores, o Cardeal Robert Sarah, decretou que a celebração litúrgica de Santa Maria Madalena passasse a ser festa, a realizar todos os anos no dia 22 de Julho, que era já o da sua memória.

Esta promoção litúrgica da santa de Magdala ocorre por exigência de vários critérios pastorais que, no referido decreto, sumariamente se referem: “Na actualidade, quando a Igreja é chamada a reflectir mais profundamente sobre a dignidade da mulher, a nova evangelização e a grandeza do mistério da misericórdia divina, pareceu conveniente que o exemplo de Santa Maria Madalena fosse também proposto aos fiéis de uma forma mais adequada. Com efeito, esta mulher conhecida por ter amado Cristo e por ter sido muito amada por Cristo, chamada por São Gregório Magno ‘testemunha da divina misericórdia’ e por São Tomás de Aquino ‘a apóstola dos apóstolos’, pode ser hoje proposta aos fiéis como paradigma do serviço das mulheres na Igreja”.

A este propósito, o secretário da Congregação para o Culto Divino, arcebispo Arthur Roche, muito justamente recordou que “foi João Paulo II quem dedicou uma grande atenção, não só à importância das mulheres na missão do próprio Cristo e da Igreja, mas também, em particular, ao especial papel de Maria de Magdala, como sendo a primeira testemunha que viu o ressuscitado, e a primeira mensageira que anunciou a ressurreição do Senhor aos apóstolos (cfr. Mulieris dignitatem, n. 16)”.

Questão mais difícil é a de apurar quem foi, de facto, Maria Madalena. No passado, houve quem a identificasse com a pecadora que derramou o perfume em casa de Simão, o fariseu; mas a moderna exegese desmente essa identificação. Talvez essa confusão tenha originado a má fama que, desde então, persegue esta santa. Com efeito, a tradição popular imputa-lhe um passado luxurioso, que a Bíblia, contudo, não corrobora. (...)

Os santos não foram, ao contrário do que uma certa mentalidade puritana tende a crer, os que nunca pecaram, ou os que pecaram pouco, mas os que muito amaram, mesmo tendo pecado, alguns até muito. A santidade cristã não é a suprema sublimação do impoluto, mas a perfeição da caridade, sem a qual a fé, a pobreza, e mesmo a mais pura castidade nada valem (cfr. 1Cor 13, 1-3).

A elevação a festa da comemoração litúrgica de Maria Madalena expressa, em termos litúrgicos, o reconhecimento da sua qualidade de apóstola: “por isso – como disse o secretário da Congregação para o Culto Divino – é justo que a celebração litúrgica desta mulher adquira o mesmo grau de festa dado às celebrações dos apóstolos no Calendário Romano Geral e que se destaque a especial missão desta mulher, que é exemplo e modelo para todas as mulheres na Igreja”.

Os que pretendem a promoção das mulheres na Igreja por via da sua clericalização, talvez pensem que esta reforma litúrgica prenuncia a sua admissão ao sacerdócio ministerial, mas é mais lógico que queira dizer exactamente o contrário. Com efeito, se Maria Madalena, sem ter nunca recebido o diaconado, nem o presbiterado ou o episcopado, pôde ser e de facto foi apóstola. (ler artigo completo)

Fonte: P.Gonçalo Portocarrero de Almada

Boa Noite !

Que a sua noite seja 
tranquila e o seu sono 
seja suave, para que o 
seu dia seja abençoado. 
Boa noite!  

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Notícias Soltas

*Demitiu-se Sean Spicer, o porta-voz da Casa Branca

*Quatro ex-quadros da TAP em esquema de branqueamento de milhões de Angola

*DBRS: Melhorar rating da CGD? Só com lucros e sem malparado

`*Autoeuropa disponível para procurar uma solução para o conflito laboral

*Como Trump pode estar a fintar a investigação sobre as ligações à Rússia

*Bigode de Salvador Dalí continua intacto, 28 anos após a morte

Elegemos Representantes Cujos Primeiros Compromissos Não São Com Os Cidadãos Mas Com Os Caciques Dos Partidos ...

... Vista De Baixo, A Democracia Não É A Participação De Todos, Mas A Organização De Alguns.

Sim, sempre foi assim, e já todos sabíamos. Mas uma coisa é ter sido sempre assim, e todos sabermos, e outra coisa é sermos confrontados com as imagens, com os factos, como na reportagem do Observador sobre as eleições dos delegados da concelhia de Lisboa para a assembleia distrital do PSD. O trabalho de Vítor Matos, Pedro J. Castro e Miguel Pinheiro é, sem favor, um dos documentos mais elucidativos deste regime. Pela primeira vez, pudemos assistir à logística, às manobras, aos embarques e aos desembarques, que estão na raiz da vida política. Foi o PSD, como podia ter sido o PCP, o BE, o PS ou o CDS..

Para um historiador, tudo isto tem algo de arqueológico: tirando as carrinhas, era assim no século XIX. Ramalho Ortigão descreveu o sistema dos “influentes” e dos “caciques”, e José Malhoa pintou esse mundo em “A compra do voto” (1904). Na era do vídeo e do on-line, o velho “caciquismo” e o correlativo “voto de cabresto” estão vivos e recomendam-se: tal como há cem anos, uns quantos políticos profissionais, instalados em lugares públicos, usam o Estado para alargar clientelas, que depois mobilizam para votar.

Porque é assim? Há cem anos, até no Partido Social Democrata alemão, como demonstrou Robert Michels, vigorava a “lei de ferro da oligarquia” (em qualquer organização, por mais democrática, uma elite especializada acaba sempre por impor-se à maioria). O que é então característico do actual caso português? Talvez o papel do Estado na emergência e no funcionamento da oligarquia partidária. Os partidos agora existentes foram construídos de cima para baixo, sem excepção. (continuar a ler)

Nota: doa a quem doer, a reportagem do Observador baseia-se, não numa divagação qualquer, mas sim num jornalismo de  investigação bem fundamentado. Há vícios  nas sociedades que
se enrraizam e se propagam sem fim à vista. Lamentamos!

Esta É A Frase

A Protecção Civil e o governo não querem que os bombeiros falem com os jornalistas. Percebe-se. Os bombeiros estão metidos no inferno dos fogos – e eles sabem, juntamente com as populações, o que custa a incompetência do Estado. Calados e obedientes, cumpre-lhes comunicar para a sede; depois, a sede comunica aos jornalistas a informação ‘relevante’.

João Pereira Coutinho, CM   

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Procura ...

A vida é como o oceano, aonde navegamos sempre à procura dos mais belos mistérios que existe nas suas profundezas. Procurando sempre navegar superando suas marés difíceis mas desafiando ainda mais suas profundezas.

FE 

Notícias Soltas

*Portugal com a terceira maior dívida pública da UE, mais do dobro do limite 

*Diminuição de mortes por sida é uma boa notícia mas flagelo persiste

*Blackstone prepara venda de centros comerciais em Portugal     

*“A austeridade está a morrer” e é importante ressuscitá-la, defende Fitch

Um Primeiro Ministro Pouco Hábil, Com Decisões Directas E Indirectas Que Farão História

O ministro das Finanças Mário Centeno é aquele que pode dizer que tem umas merecidas férias, este ano. Começou muito mal, anunciando o fim da austeridade, aqui e em Bruxelas, e num inusitado ataque à CGD. Mas encerra o ano legislativo em grande, com o elogio do comissário francês Pierre Moscovici. Tirou Portugal do seu terceiro Procedimento por Défice Excessivo.

O que está por trás da grande vitória de Mário Centeno não se vê (ainda?) e pouco importa (por enquanto?) aos portugueses em geral e aos partidos que apoiam o Governo. A preocupação fica limitada ao universo dos que sabem que o Estado não passou a ter dinheiro de um dia para o outro e que, mais cedo ou mais tarde, este tipo de austeridade apresentará a sua factura. Resta-nos esperar que o custo não seja muito elevado, não seja feito de tragédias, que seja um caso em que “se arriscou e petiscou”.

O mês “horribilis” de Julho impediu até que se saboreasse devidamente as vitórias obtidas na economia e nas finanças. A horrível tragédia de Pedrogão Grande, a comédia dramática de Tancos, o preço do atrevimento do Galpgate e o mais recente caso da ausência de dois deputados do PS, que impediram a aprovação do relatório da primeira comissão parlamentar de inquérito à CGD, revelaram que os problemas de um Governo podem surgir de onde menos se espera.

Os mais graves, Pedrogão e Tancos, mostraram-nos ainda um primeiro-ministro menos hábil que o habitual, com decisões directas ou indirectas que farão história. Proibir bombeiros de falar aos jornalistas ou colocar as mais altas chefias das Forças Armadas a validarem uma nova história sobre o que se passou em Tancos é histórico, ainda que não seja uma História positiva.

Houve mais vida para além do défice e do crescimento da economia, para infelicidade do País.

Excertos do artigo de Helena Garrido, OBSR

Nota: Se fora outro o 1º ministro, outro e outros galos cantariam - e como cantariam!