Pesquisar neste blogue

sábado, 16 de setembro de 2017

Notícias Soltas





Esta É A Frase

(Depois de uma primeira reacção à notícia, que considerou “excelente”, de melhoria do rating,) Centeno lembra que:

«A dívida portuguesa ainda é a quarta maior do mundo. Temos de ter um enorme pragmatismo a lidar com as boas notícias.»

Nota:Valha-nos Santa Maria Madalena, (como diz Santana) por termos pelo menos um ministro que conserva ainda alguma prudência.

Nada Se Pode Comparar Contigo

Bocage - Autoria:Bartolozzi (1806) sobre desenho de Henrique José da Silva.

O ledo passarinho, que gorjeia
D'alma exprimindo a cândida ternura;
O rio transparente, que murmura,
E por entre pedrinhas serpenteia;

O Sol, que o céu diáfano passeia,
A Lua, que lhe deve a formosura,
O sorriso da Aurora, alegre e pura,
A rosa, que entre os Zéfiros ondeia;

A serena, amorosa Primavera,
O doce autor das glórias que consigo,
A Deusa das paixões e de Citera;

Quanto digo, meu bem, quanto não digo,
Tudo em tua presença degenera.
Nada se pode comparar contigo.


Bocage

(Setúbal, 15 de Setembro de 1765 – Lisboa, 21 de Dezembro de 1805)

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Notícias Soltas (act.)

*Pelo menos 23 mil funcionários sem avaliação vão ser penalizados nas progressões

*Batatas fritas com rótulo errado são risco para diabéticos 

Esta É A Frase

Arménio lança os foguetes e Jerónimo apanha as canas, entre uma generosa disponibilidade de ir para o Governo e uma absoluta indisponibilidade para a reedição da geringonça. E vão ser assim os próximos tempos – com picos na ameaça ao Orçamento – em que vale tudo para que o poder de influência na governação se mantenha no perímetro de acção dos comunistas. 

Raul Vaz, CM

Traduzir-se Uma Parte Na Outra Parte



Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?
Ferreira Gullar

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Notícias Soltas


*Governo a favor, bloquistas ‘desconfiados’: Ministro europeu (que ainda não existe) gera divisões




Rendas Controladas? Pois, A Utopia Colectivista E O Miserabilismo Andam De Mãos Dadas

Parece impossível, mas há quem considere (em pleno século XXI) que a imposição de rendas controladas é o caminho a seguir no mercado imobiliário. É, pelo menos, isso que se depreende da negociação que, ao que consta, vai decorrendo entre os parceiros governamentais relativamente a alterações fiscais ao próximo Orçamento do Estado (OE).

Na realidade, a melhor maneira de matar o mercado é precisamente através da imposição de um preço máximo inferior ao preço de mercado: no imediato mata-se a oferta existente a preços superiores ao máximo definido pelo legislador e a prazo mata-se também aquela que fica (pelo desinvestimento na manutenção dos bens que o controlo de preços progressivamente tende a produzir).

Depois de décadas de abandono e decadência imobiliária no centro das principais cidades portuguesas, e numa altura em que o imobiliário é uma das principais alavancas da nossa economia, é incompreensível que se dêem estes tiros nos pés. Para tiros nos pés, já bastam os atrasos nos vistos gold e afins.

 A defesa do mercado em nada inviabiliza a acção social do Estado, que pode na mesma promover políticas de inclusão social. Para tal, poderá contratar junto dos proprietários o arrendamento de imóveis para cidadãos elegíveis, ou ainda, poderá subsidiar o pagamento de rendas por parte dos mesmos. Na realidade, antes de pensar em controlar os preços de mercado, o Estado deveria primeiro repensar os seus próprios programas de inclusão social como o Porta 65.

A eterna ilusão de controlo, que nos é transmitida pelo socialismo, é utópica e enferma do principal vício de pensamento que assiste à ideologia: querer impor aos outros um modo de vida que frequentemente nem os próprios praticam. 

A utopia colectivista e o miserabilismo andam de mãos dadas. (pode ler aqui o artigo completo)