*Rissóis por fritar ou só arroz com feijão. Pais alertam para fraca qualidade das refeições escolares
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Esta É A Frase
Daqui a dias passam quatro meses sobre a horrível tragédia de Pedrógão Grande, um acontecimento que chocou o País e que deixará sequelas duradouras na comunidade nacional. O trabalho que o CM e a CMTV hoje apresentam prova que está tudo por fazer no que diz respeito à reparação, moral e material, devida às famílias das vítimas e a quem viveu e sofreu aquele inferno de perto. Agrava-se a indignidade de um Estado que tornou possível uma tragédia desta dimensão. E pelos vistos ninguém aprendeu, como provam as denúncias de que os meios de combate aos fogos foram reduzidos num mês como este que estamos a viver.Carlos Rodrigues, CM
Liderança
Não é tarefa fácil dirigir os homens; empurrá-los, pelo contrário, é muito simples.
Rabindranath Tagore
domingo, 8 de outubro de 2017
Em Portugal Relatórios Técnicos, Livros E Artigos Científicos Sobre Incêndios Florestais São Aparentemente "Queimados"
Em 1981 a FAO e o Banco Mundial de novo recomendavam a existência de um sistema profissional de prevenção e combate a fogos, aproveitando as competências técnicas que existiam acumuladas em mais de 100 anos de experiência.
Sem conhecimentos técnicos e apesar das melhores intenções, o sistema evoluiu numa perversa aliança entre municípios e bombeiros, tutelada e financiada pelo Estado, reforçando a cada ano o combate (meios materiais e pagamento de deslocações e de equipas de bombeiros voluntários), em detrimento da prevenção.
Com gestão ou sem gestão, com montado de sobro ou carvalhal, com eucalipto, pinho ou áreas protegidas, tudo arde, à medida que a proteção civil vai relegando para a 4.ª prioridade a defesa dos espaços florestais.
Como no filme de Truffaut (baseado no romance de RaComo y Bradbury), estamos alienados e ninguém se importa que o conhecimento impresso nos livros seja queimado a 451º Fahrenheit, a temperatura a que arde o papel? É esta a sociedade do conhecimento?
Esperemos que (...) haja lideranças que, partindo do conhecimento técnico e científico, saibam ler o tempo e os verdadeiros desafios do país e consigam superar as resistências e os interesses do curto prazo, que desde há décadas impedem a defesa das florestas e a salvaguarda das pessoas e lançam para uma inexorável degradação mais de 2/3 do nosso território. Esperemos que a discussão das grandes opções do Plano e do correspondente orçamento de Estado, dê já um sinal de mudança e compromisso com a transformação que urge iniciar.
(ler artigo completo)
Estatística E Política
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| De: António Barreto |
Apesar de grandes derrotas (Porto, Oeiras) e de vitórias medíocres (Lisboa), o PS foi o grande vencedor. António Costa não escondia a sua aflita alegria. Derrotar aliados é mais problemático do que vencer adversários.
Malgrado as poucas perdas (número de câmaras), o PSD ficou de rastos e pagou, com humilhação, quatro anos de troika e dois de miopia. Com serenidade, Passos Coelho não disfarçou a sua incompreensão.
Não obstante os miseráveis resultados locais e nacionais, o Bloco de Esquerda, um grande derrotado, apresentou-se como vencedor sorridente, recheado de superioridade e embrulhado em certezas.
Derrota pior, quase tão dolorosa quanto a do PSD, foi a do PCP. Perdeu alicerces, bastiões e fortalezas (Beja, Almada, Barreiro). Com inusitado nervosismo, Jerónimo de Sousa ameaçou os eleitores ("Hão-de arrepender-se!").
Vitória magra em números (votos e câmaras), mas grande em símbolo (Assunção Cristas em Lisboa) foi a do CDS, que tem agora de saber distinguir o fortuito do essencial.(continuar a ler)
sábado, 7 de outubro de 2017
Esta É A Frase
O desejo de viver num país emancipado do Estado-Papá é abundante e politicamente motivador, sobretudo para quem não vive de rendimentos públicos. Mas não é claro se este pensamento, que também é o meu, consegue ultrapassar as curtas margens de uma elite intelectual, urbana e burguesa, com muita força para mobilizar opiniões mas muito pouca força para mobilizar votos. A verdade é esta: falta testar o liberalismo em tempos de crescimento económico, e é perfeitamente possível que os cortes no intervencionismo estatal só sejam aceites pelos portugueses em casos de absoluta inevitabilidade – como aconteceu com a intervenção da troika –, não correspondendo a qualquer vontade estruturada de modificar o statu quo.João Miguel Tavares, Público
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