Pesquisar neste blogue
segunda-feira, 14 de maio de 2018
Afinal Os Neurónios Não Morrem Com A Idade
A teoria científica atualmente aceite estabelece que os adultos não desenvolvem novos neurónios.
É por isso que os cientistas dizem que a memória começa a falhar na velhice, porque nenhum novo neurónio nasceria no hipocampo, uma parte do cérebro responsável pela memória, emoção e cognição.
Contudo, a Dra Maura Boldrini, da Universidade de Colúmbia e do Instituto de Psiquiatria do Estado de Nova York (EUA) afirma que toda a pesquisa científica anterior, que embasava essas conclusões, "pode ser jogada pela janela!"
De fato, parece que o cérebro humano nunca pára de se renovar - homens e mulheres idosos saudáveis podem gerar tantas novas células cerebrais quanto as pessoas jovens.
Neurónios nascem na velhice
A equipe chegou a essa conclusão revolucionária depois de examinar os cérebros de 28 pessoas previamente saudáveis, entre 14 e 79 anos, que morreram subitamente por acidentes. O que se revelou é que pessoas com 79 anos tinham tantos novos neurónios se formando no hipocampo quanto aquelas que tinham 14 anos. Na verdade, alguns cérebros de pessoas mais velhas produziam mais células cerebrais novas do que os cérebros de algumas pessoas mais jovens.
Isso indica que os idosos permanecem mais cognitiva e emocionalmente saudáveis do que se acreditava - ou seja, as perdas cognitivas e de memória na velhice não devem ser consideradas "naturais", devendo haver mecanismos que as expliquem, sobretudo porque nem todos os idosos apresentam essas deficiências.
"Todos conhecemos pessoas que estão na casa dos 90 e poucos anos e estão afiadas," disse a Dra Boldrini. Até certo ponto, sua pesquisa discutindo as teorias aceitas até agora, de que os neurónios parariam de se desenvolver depois da adolescência, explica por que isso é possível.
Menos vasos sanguíneos
Essa mudança de paradigma na neurociência foi possível porque esta é a primeira pesquisa publicada na qual os neurónios recém-formados e o estado dos vasos sanguíneos dentro do hipocampo humano inteiro foram estudados logo após a morte em pessoas de diferentes idades gozando de plena saúde. A equipe se certificou de que as pessoas do estudo não eram cognitivamente deficientes e não sofriam de depressão ou tomavam antidepressivos, já que essas condições podem afetar a produção de novas células cerebrais.
Contudo, a análise também revelou que há menos vasos sanguíneos e menos conexões entre as células do cérebro das pessoas mais velhas - quanto mais idoso o indivíduo, menos novos vasos sanguíneos ele forma.
A equipe pretende agora comparar os cérebros perfeitamente saudáveis com os cérebros de doentes, em busca de explicações para doenças neurodegenerativas e novos tratamentos para condições psicológicas e neurológicas, como Alzheimer e Parkinson.
Fonte:DS
domingo, 13 de maio de 2018
Esta É A Frase Do Melodrama Em Quatro Actos
Assistimos a uma tentativa desesperada deste governo do PS de se distanciar do outro governo do PS, mesmo sabendo que muitas pessoas pertenceram aos dois. Talvez até por isso mesmo foram enormes os esforços. Primeiro, a hipocrisia da visita de solidariedade, a acompanhar o expediente da separação entre justiça e política. Depois, o silêncio culpado. A seguir, a indiferença. Finalmente, a lavagem de mãos, a terminar na indignação encenada. Um melodrama em quatro actos.António Barreto, DN
Nenhum Desejo Neste Domingo
"Nenhum desejo neste domingo
nenhum problema nesta vida
o mundo parou de repente
os homens ficaram calados
domingo sem fim nem começo.
A mão que escreve este poema
não sabe o que está escrevendo
mas é possível que se soubesse
nem ligasse."
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 12 de maio de 2018
Há A Hipótese, Meramente Académica, De Essa Gente Não Acreditar Em Nada, Excepto Na Disposição Do Eleitorado Acreditar Em Tudo
Essa gente é dada a coincidências e misticismos. Durante anos, as exactas personalidades que querem exilar o “eng.” Sócrates em Timbuktu ou na cadeia também afirmaram em uníssono a sua indignação pelo martírio do ex-governante. À época, leia-se até há duas semanas, o “eng.” Sócrates era o maior estadista português depois de Viriato, um portento cuja competência e cuja “dinâmica” (?) inspiravam o ódio de “neoliberais”, a luxúria da imprensa sem escrúpulos e a perseguição a cargo de magistrados com “agenda”. Cada sólido indício de que o nível de vida do homem fugia um bocadinho ao nível dos seus rendimentos merecia discursos épicos acerca do carácter sagrado do segredo de justiça. Os “empréstimos”, os apartamentos, os amigos, as escutas, as férias, os familiares, os contactos, os compadres, os tráficos, as mulheres, as contas, as roupas, os levantamentos, os motoristas e os carros não suscitavam qualquer suspeita, só a certeza da má-fé dos inimigos do “eng.” Sócrates.Há ainda a hipótese, meramente académica, de essa gente não acreditar em nada, excepto na disposição do eleitorado para acreditar em tudo – principalmente na inexistência de um sistema criminoso e profundamente corrupto que transcende o PS, embora prefira o PS no poder por facilidades logísticas e vocação. Ou que o linchamento brusco do “autor” de “A Tortura no Mundo” e de alguns dos respectivos ministros não é o típico sacrifício de uns comparsas a fim de salvar a quadrilha. Nas imortais palavras do dr. Marques Mendes, um símbolo justo dos bandos em questão, há o PS “mau” do “eng.” Sócrates, e o PS “bom” do dr. Costa. Ou de quem lá estiver no momento, a coordenar os arranjinhos e a “estabilidade”. Se o “eng.” Sócrates abrir a boca e perturbar ambos, prometo comprar-lhe a obra completa. Lê-la é outra história.
(excertos do artigo de Alberto Gonçalves, hoje no OBSR)
Querer ...
Cada um de nós é a linha que vai do que sente ao que faz e que passa pelo que pensa e diz... somos o que escolhermos sentir, pensar, dizer e fazer. Somos querer.
José Luís Nunes Martins
José Luís Nunes Martins
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Subscrever:
Mensagens (Atom)







