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sábado, 18 de agosto de 2018

Notícias Soltas

*"Aliança"é o novo partido de Santana Lopes




Esta É A Frase

Para o Bloco de Esquerda, que passa o tempo a sugerir proibições, tudo o que abomina é “fascista”: eu, você, dois terços do eleitorado, quatro quintos do Ocidente, nove décimos do mundo democrático...

Alberto Gonçalves, OBSR  

Sou Como Você Me Vê ...

Sou como você me vê…
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar…
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. 
Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração…
Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. 
Não sei amar pela metade. 
Não sei viver de mentira. 
Não sei voar de pés no chão. 
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre…

Clarice Lispector

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Notícias Soltas

*Falha no notário impede empresas de negociar em bolsa. Não há quem emita certificado obrigatório em Portugal

*Bloco quer penalizar empresas com maior desigualdade salarial  



Esta É A Frase

Marine Le Pen já não vem ao Web Summit, portanto, tudo está bem quando acaba bem, certo? Errado. Este é um daqueles episódios em que tudo está mal, desde logo o convite a um líder político nacionalista para uma cimeira da globalização, mas também o ‘desconvite’ por causa da pressão das redes sociais.

António Costa, ECO

Paddy Cosgrave, o fundador do Web Summit, decidiu convidar Le Pen para o evento deste ano. Porquê? Num longo texto nas redes sociais, afirmou: Porque vê uma Europa onde “políticos extremistas”, que a seu ver são “detestáveis”, estão a ser eleitos. “Há uma necessidade palpável de debate e discussão sobre este fenómeno, as suas causas e o papel que a tecnologia está a desempenhar”, considerou. “O Web Summit é um fórum para o debate e discussão de muitos pontos de vista, e não uma plataforma política para um só ponto de vista”, salientou, chegando a comparar o convite dirigido a Marine Le Pen com a vinda de sindicalistas a edições anteriores do Web Summit.
A comparação pode parecer excessiva, mas não é. O que distingue a agenda política de Le Pen com a dos comunistas, do Bloco de Esquerda e de outros movimentos de extrema-esquerda na Europa? Pouco ou nada, porque os extremos tocam-se. É evidente que o convite é completamente despropositado e simplesmente não deveria ter sido feito. Porque não estão em causa apenas diferenças de opiniões, mas a discussão com alguém que quer mesmo acabar com o espírito Web Summit na Europa e no mundo (leia-se o espírito de quem lá vai, porque dos organizadores, já se viu, a coisa é um pouco diferente…) (ler aqui artigo completo)

Sonho


Teria passado a vida 
atormentado e sozinho 
se os sonhos me não viessem 
mostrar qual é o caminho 

umas vezes são de noite 
outras em pleno de sol 
com relâmpagos saltados 
ou vagar de caracol 

quem os manda não sei eu 
se o nada que é tudo à vida 
ou se eu os finjo a mim mesmo 
para ser sem que decida. 

Agostinho da  Silva

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Notícias Soltas

*Festa do Pontal gera mal-estar no PSD






A Nossa Relação Com O Erro

Estamos permanentemente numa relação com o erro, para o desculpar, em vez de aprendermos com ele. E mesmo quando somos forçados a extrapolar qualquer coisinha de consequência, não hesitamos em prosseguir a deriva desculpabilizante em relação ao que corre mal. Quando um incêndio ganha a dimensão do incêndio de Monchique, não se conseguindo contê-lo no ataque inicial, não é aceitável que a análise dos responsáveis políticos possa ser que ao menos não houve mortes. Ao menos, as mortes dos incêndios de 2017 nunca deveriam ser termo de comparação para situações operacionais posteriores em que há coisas que não correram bem. Ou estamos conformados com, no quadro das operações realizadas, alguém ter mandado evacuar a população de Nave Redonda, no concelho de Odemira, quando se deveria ter evacuado a população de Nave, no concelho de Monchique. Quis a sorte ou o acaso que o nível de risco naquela localidade em Monchique não resultasse em danos pessoais.
É por isso que o erro não pode ser negligenciável nem perdoável, como se alguns pudessem ser agraciados com uma amnistia vitalícia ou um salvo conduto para poderem errar ad eternum.
É por isso que o erro não pode ter a geometria variável que faz com quem berrava com os governos no passado agora se conforme num ensurdecedor silêncio, porque são parte da solução de poder, e quem errava no passado agora seja pródigo em apontar o dedo, numa espiral em que já nem os dedos dos pés chegam para tanta falta de memória.
É por isso que, entre o erro como pecado, inculcado pela formação religiosa cristã, e o erro desculpabilizado pelo exercício dos poderes, pelo conformismo dos cidadãos e dos media e pelas geometrias variáveis, tem de ter um ponto de equilíbrio, colocando-o como parte do processo construtivo, não permita a sua reiterada reativação. Aconteceu, pronto!
Em Portugal, no erro pode haver recriminação moral-religiosa, verborreia mediática ou das redes sociais, até um “agarrem-me senão vou-me a eles”, mas são raros os casos em que os clamorosos falhanços implicam consequências.   (ler o artigo completo) António Galamba, Ji.