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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
O Estado Deve Ser Exigente Consigo Próprio Antes De As Impôr Aos Outros
«O que temos de forma crescente é um Estado implacável com os cidadãos e desleixado consigo próprio. Um Estado feroz a fazer cumprir, mas arrogante a colocar-se à margens das boas práticas. Um Estado com atitude canalha, que exige aos outros aquilo que não quer, não sabe ou não pode cumprir.»
Paulo Ferreira, ECO
Os exemplos vão abundando e são cada vez mais frequentes. Querem ver? - ora leiam aqui.
Vai Ser Assim Durante Muito Tempo
Vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso
(Mário Cesariny)
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso
(Mário Cesariny)
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Querem Aprovar Na Secretaria O Que o Povo Chumbou Em Referendo
«Em 2019, políticos e beneficiados do regime querem aprovar na secretaria o que o povo chumbou em referendo: a regionalização. Porquê? Porque não querem governar. Querem salvar a face e a sua vidinha.»Helena Matos, OBSR
Junte-se uma comissão de sábios, mais um estudo (encomendado como não pode deixar de ser ao professor Freitas do Amaral), adicione-se como pano de fundo vários líderes partidários a precisarem desesperadamente de uma fuga em frente que lhes permita aparecer diante do povo como portadores de algo de novo e temos o caldo de cultura mais que propício para o lançamento de um projecto que entretenha o povo, anime as televisões e lhes devolva protagonismo. Um desígnio, como soe dizer-se. O projecto-desígnio que aí vem para os salvar a todos chama-se regionalização.
Em 2019, os líderes partidários e os grandes beneficiados do regime querem aprovar na secretaria o que o povo chumbou em referendo em 1998: a regionalização. Porquê? E porquê agora? Porque não querem governar. Sabem que tal será cada vez mais difícil, para não dizer inviável, entre grevistas em auto-gestão, corporações em desatino e números que, mesmo devidamente torcidos, mostram um país cativo das cativações.(continuar a ler)
Políticas Contraditórias
Talvez inúteis, seguramente prejudiciais. A primeira: revitalizar o interior e fazer com que as pessoas “criem raízes” onde nasceram. A segunda: liquidar instituições e fechar serviços públicos.
São as duas políticas contraditórias. O que faz a mão direita, a esquerda não sabe! Por um lado, o Estado não cessa de inventar ajudas e apoios: impostos, taxas, favores, subsídios, investimentos, auto-estradas, subsídios à interioridade e à insularidade, apoio aos preços da energia, da água e dos telefones, é um nunca mais acabar de benesses.
Por outro lado, liquidam-se empregos, empresas, tribunais, serviços administrativos, serviços públicos, escolas, maternidades, freguesias, correios, agências bancárias, regimentos, esquadras de polícia e da guarda, serviços e guardas florestais, guarda-rios e serviços veterinários.
Os apoios e as ajudas são excelentes, mas pouco conseguem, como se tem visto. Até porque são contrariados pela destruição sistemática do tecido e da coesão institucional. É verdade que onde não há crianças não há escolas. Onde não há mães não há maternidades. Onde não há doentes não há hospital. Mas será mesmo assim? Não será mais verdade que, onde não há instituições, onde não há correios, onde não há empresas, onde não há serviços, onde não há escolas, não há pessoas?
Uma coisa é certa: não faz qualquer espécie de sentido os poderes públicos provocarem e depois subsidiarem a interioridade! E pior do que tudo é a concepção de que as instituições têm de ser rentáveis. Uma escola? Um correio? Um centro de saúde? Um lar de idosos? Deve ser isso a que chamam sustentabilidade.
(Excertos do artigo de António Barreto, hoje no Público , via Jacarandá)
Respeito ...
«Respeito foi inventado para cobrir o lugar vazio onde o amor deveria estar.»
Leon Tolstói
Viu?
É possível aliar modernidade ao ambiente natural! Basta querer mudar o mundo para melhor e ser criativo. Priorize a natureza e permita que ela roube a cena.
Leon Tolstói
Viu?
É possível aliar modernidade ao ambiente natural! Basta querer mudar o mundo para melhor e ser criativo. Priorize a natureza e permita que ela roube a cena.
O resultado é incrível, lindo e natural! Verdadeiros paraísos de paz e tranquilidade.
É hora de criar consciência e perceber que nós temos que nos adaptar à natureza, e não ela à nós.
Torne-se parte do todo e viva em harmonia. Integre-se!
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)
*Venezuelanos voltam a sair à rua e Portugal vai reconhecer Guaidó
*Enfermeiros já admitem levar greve até às eleições de outubro
*Há mais irregularidades nos bombeiros para além da alimentação
*Carros a gasóleo, poluentes e com mais de 15 anos. Este é o exemplo do Estado
*Guaidó defende “relação produtiva e de benefício mútuo” com China
*Oito propostas concorrem à construção e manutenção do futuro Hospital de Lisboa Oriental
Lisboa e Porto deixam cair benefícios fiscais ao turismo
A Propósito De Um Incidente E Depois De Uma Exibição De Virtudes Dos Políticos E Comentadores
A propósito de um incidente no bairro da Jamaica. Depois de uma repulsiva exibição de virtude dos políticos e dos comentadores, e de um insólito acto de striptease do primeiro-ministro, chegou-se à conclusão que a direita estava com a polícia e a esquerda com as vítimas.Parece que ninguém olhou bem para o vídeo. Perguntas: qual foi exactamente o pedido de socorro que a polícia recebeu? Por que razão decidiu mandar uma carrinha com meia dúzia de agentes para o bairro da Jamaica? Qual era a missão? A força era suficiente para a missão, caso ela existisse? Há ou não há procedimentos estabelecidos para situações como esta? Quem comandava no terreno, se é que havia um comando no terreno? Como se explica a desordem do grupo de intervenção que, a julgar pelo vídeo, andava disperso pelas ruas a bater em negros ou a correr atrás deles sem nenhum objectivo perceptível?
Bem sei o que a polícia responderia: não tem “meios”, nem “condições”. De facto o Estado paga mal, não investe em equipamento, nem toma a sério as carreiras da profissão. Este Governo manifestamente abandonou a PSP a favor de outras partes do funcionalismo que rendem mais votos. Em última análise, o que aconteceu foi isto: cinco ou seis polícias sem direcção e sem ordem, abandonados num meio hostil, reagiram com a brutalidade da indisciplina e do acaso.
Vasco Pulido Valente, Público
Os Nossos Erros ...
«A metade dos nossos erros na vida vem do facto de que sentimos quando devemos pensar e pensamos quando devíamos sentir.»
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