Nos tempos que correm a maior parte das pessoas morrem de uma espécie de bom senso servil e descobrem demasiado tarde que não existem mais do que irremediáveis erros.
Oscar Wilde
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domingo, 17 de fevereiro de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
*Pedro Marques, o homem que quer reforçar a esquerda na Europa
*“Para além da Rússia, agora temos os chineses e os americanos a tentar dividir a UE”
Este Fim De Semana Fizeram-se Os Jogos ...
A raposa, a tartaruga e a lebre.O PS aquece. O PSD pensa. O CDS atira. Este fim de semana fizeram-se os jogos
Os socialistas abriram este sábado a nova fase de uma campanha que começou com a aprovação do Orçamento. As Europeias são o aquecimento para as legislativas e António Costa começa a pôr no terreno a história que quer contar para conter as dificuldades do momento ao mesmo tempo que põe gelo nos pulsos dos parceiros. “Prometemos com conta, peso e medida”, disse o secretário-geral do PS perante o partido. É o mote para contrapor à contestação social e amainar reivindicações, mas também fala para esquerda e direita. É a moderação como trunfo. Este é o discurso. O resto é ação.
O primeiro-ministro é uma raposa. Com a remodelação, Costa - o hábil - mexe as peças do seu xadrez a preparar o novo ciclo suportado em algumas caras novas e num Governo que só precisará de ajustamentos na próxima legislatura (os ministros da Educação e Ensino Superior continuarão? Marta Temido manterá o lugar?) Os jovens ascendem a posições seniores fora da zona de conforto e Pedro Nuno Santos tem a sua prova de fogo num ministério com as Infraestruturas a cair aos bocados e sem o dinheiro dos fundos europeus que será autonomizado noutro ministério - para outro homem de confiança de Costa. O “pedronunismo” tem um ministério de desgaste. Não será fácil.
À direita, dois ritmos: uma lebre e uma tartaruga. O PSD vai devagarinho, cumprindo o calendário pré-estabelecido por Rui Rio, ao estilo de atleta fundista (só sprinta em caso de necessidade, como quando se viu apertado por Montenegro). Este sábado, a convenção do CEN em estilo de Estados Gerais, passou a ideia da política séria que o líder do PSD quer que seja a marca de água da sua diferença. Política sem politiquece, mas ainda com baixa intensidade, para Rio mostrar que não é como os outros, que procura o conteúdo, para contrastar com um PS em campanha eleitoral pura. O PSD há-de lá chegar. Mas uma convenção com painéis temáticos à porta fechada não dá um retrato de um partido aberto. Não fazemos ideia do que foi debatido em cada um dos 17 grupos temáticos, a não ser o que disseram depois oficiosamente alguns porta vozes. Na maior parte os casos, formularam ideias genéricas. Mas a iniciativa gera a expetativa de o PSD, daqui a uns meses ter um programa com bandeiras mobilizadoras.
O CDS é a lebre. Assunção Cristas tem pressa em aproveitar os espaços vazios que o PSD vai deixando. Se nem sempre a rapidez é a jogada avisada, no curto prazo rende. A moção de censura é um favor ao PS que serve para obrigar o PSD a posicionar-se. Cristas vai forçar Rio a contradizer-se seja qual for a sua opção: se votar a favor da moção de censura, o líder do PSD entra em contradição com a sua filosofia de não fazer oposição pela oposição em nome da tática e dos títulos de jornais; se votar contra, abre caminho a Cristas que vai assumir-se mais ainda como a única que se opõe verdadeiramente a Costa , encostando o PSD ao PS; caso se abstenha, dá a imagem de um líder fraco que não se quer comprometer nem melindrar o PS e continua a dar espaço ao CDS.
Rui Rio, porém, sem falar do assunto, voltou a mostrar este sábado qual é o seu guião: "A política só faz sentido se for para resolver os problemas das pessoas. Não tem qualquer utilidade quando é exercido em torno de guerras partidárias estéreis ou conduzida por temas virtuais, que podem alimentar notícias, mas que nada dizem ao cidadão". Se estas frases servem de argumento, em breve saberemos como vai posicionar-se o PSD.
Os jogos começaram. Daqui a uns meses veremos qual dos personagens desta fábula escolheu a melhor estratégia.
Vítor Matos, Expresso
Como É Por Dentro Outra Pessoa?
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
(Fernando Pessoa)
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
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*PSD. Redução do número de deputados em aberto
*Prisa tenta vender TVI à Cofina e Record TV
*Secretário de Estado da Saúde ameaça “privatizar” a ADSE
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*Óscares. Afinal, todas as categorias vão ter direito a transmissão televisiva
*Rio não diz como vota moção de censura para não “distrair”. “Isto não é nenhum comício”
Quer Saber Em Que Lugar Ficou A Sua Escola ( Ranking 2018)? Ora Leia.
Consulte aqui como se saem as escolas nos exames nacionais, como promovem o sucesso, a que contexto socioeconómico pertencem e quantos alunos chumbam.Início
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Como Fazemos os Rankings?
A Paz De Espírito Acontece ...
(via rietske)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Notícias Ao Fim da Tarde
*"Vou assinar a emergência nacional": Trump pode aceder a fundos, congelar contas
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*Expresso divulga a partir da meia-noite o ranking das escolas de 2018
*Universidade de Columbia. Manuel Pinho quis esconder patrocínio da EDP
*Corrupção. Governo acusado de censurar presença do Santos Pereira na apresentação de relatório da OCDE
Insegurança E Falta De Confiança
Por estes dias, o mais natural é o quase inevitável sentimento de insegurança e de falta de confiança ditado pelo caminho que leva a pátria nos mergulhar numa espécie de dúvida existencial. A dilacerante questão é: até que ponto vale a pena levar as coisas a sério, quando tudo se assemelha a uma farsa generalizada em que a classe política parece sobretudo interessada em não nos fazer o favor de se preocupar connosco? E: levá-la a sério não será uma maneira de lhe supor uma respeitabilidade e uma consequência que a gratificam muito para lá de qualquer merecimento real?
A contradição entre o discurso e a realidade tornou-se até a regra. O problema é que a contradição entre o discurso e os factos existe mesmo e vai minando tudo em que toca e poluindo de forma sistemática toda a conversa política. A pouco e pouco, os resultados vão-se vendo. E quando começam a furar a superfície do discurso já vêm com uma força praticamente imparável. Alguém duvida da catástrofe que se aproxima, por exemplo, do SNS?
É uma chatice, mas isto tem-se tornado uma especialidade do PS. Porque foi assim com Sócrates e está a ser assim com Costa. Dir-se-á que o caso de Sócrates foi excepcional, quanto mais não seja por causa da excepcionalidade do próprio Sócrates, e que Costa, comparado com ele, é um político “normal”.
Como muita gente não se cansa de repetir, a atmosfera de irrealidade afectou também a oposição. E também aqui o problema não é Rui Rio julgar-se mais de esquerda do que Passos Coelho. Se isso o consola, não vem por aí mal nenhum ao mundo. O problema, aquilo de onde vem mal ao mundo, é o PSD ter decidido fazer integralmente parte da farsa ambiente, sem explicitar um milímetro de recuo ou distância face a ela. Dito de outra maneira: decidiu banhar-se na mesma atmosfera de irrealidade, logo patente na aceitação da “normalidade” da situação que vivemos.
Numa situação como esta, a banal constatação do óbvio pertence quase à esfera do indizível. Acha-se estranho um governo seguir uma política de corte nas despesas (via “cativações”, por exemplo) com consequências claramente danosas para o funcionamento regular de várias instituições e, ao mesmo tempo, esse mesmo governo proclamar o “fim da austeridade”?
Seria de facto óptimo limitarmo-nos a rir da farsa grotesca que nos rodeia e na qual os nossos políticos se mexem como peixe na água. Desgraçadamente, é preciso andarmos com atenção. E de vez em quando convém tentar perceber como funciona a cabeça daquela gente. Nesses momentos, o medo tira-nos a vontade de rir.
(Excertos do artigo de hoje de Paulo Tunhas, OBSR)
Tempos De Mudança ...
Como é que está reagindo a estes tempos de mudanças? Percebeu a rapidez com que tudo está a mudar?Sabe dizer qual o motivo principal do ritmo de vida estar cada vez mais acelerado? Você deve ter os seus, certo? A verdade é que está a acontecer mesmo, e é uma revolução em tudo. Está ciente que é testemunha viva de todas essas transformações e mudanças?
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