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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Pedro Mexia vence Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da APE

>Festival da Máscara Ibérica em Lisboa apresenta 42 grupos com 700 participantes

>Governo aprova Margarida Corrêa de Aguiar e Caldeira Cabral no regulador dos seguros

>Estados Unidos testam mísseis no mesmo dia da Coreia do Norte 

O Velho Centro - Aquele Que Temos - É Um Deserto Ou Talvez Antes Um Pântano

Dizem que as eleições se vencem ao centro. Mentira. Em Portugal o centro é quase tudo e ao mesmo tempo é nada, e por isso é que o circo vale mais do que as convicções. Precisa-se muito de ar fresco.

O velho centro – aquele que temos – é um deserto. Ou talvez seja antes um pântano.

Com excepção do voto no PCP, os portugueses não são capazes de fazer grandes distinções ideológicas entre os maiores partidos, por mais estranho que isso possa parecer às elites. Há mesmo estudos que mostram que o eleitorado jovem, urbano e classe média do Bloco é mais “liberal” em alguns temas económicos do que o eleitorado mais rural e idoso do CDS.

Décadas a fio, o que se prometeu nas campanhas eleitorais foi “mais” qualquer coisa: mais estradas, mais hospitais, mais escolas, pensões mais altas, mais empregos, mais Estado Social, agora mais “contas certas”. Sempre houve muito pouca ideologia nestas promessas, sempre se jogou sobretudo com o carisma das lideranças – isto é, dos candidatos a primeiro-ministro – e sua credibilidade para cumprirem as promessas que estavam a fazer.

É assim pelo menos desde Cavaco Silva. E também desde as suas campanhas que um dos motes é o medo: se os outros ganharem, vai-se perder o que já se tem.

Portugal precisa de outro paradigma para poder voltar a sonhar. Para os portugueses voltarem a acreditar que vale mesmo a pena.

Quem pudesse romper dos nossos chochos debates politicos teria como desafio – e como oportunidade – criar um novo centro, radical e reformista. Necessariamente com outros protagonistas, capazes de abrir as janelas para deixar entrar ar fresco. Sem medo. E sem medo que lhes falassem de medo.

Se não for assim, se não sairmos da lógica circense de que os últimos dias foram expoente máximo, andaremos sempre a perseguir a nossa própria cauda, não em busca das melhores políticas, mas atrás dos melhores comediantes.

(Excertos do artigo de JMF, hoje no OBSR)

Pressentimentos ...

Confie nos seus pressentimentos. Eles normalmente são baseados em fatos arquivados abaixo do nível da consciência.
Dra. Joyce Brothers

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Motoristas. ANTRAM desmente sindicato e diz que a proposta salarial apresentada é de 700 euros

>Exames adiados por burocracia. IPO de Lisboa abre processo de averiguações

>Tribunal de Contas. Programa de apoio à imigração com falhas

>Recuperação integral do tempo de serviço custaria mais 398 milhões de euros líquidos, diz UTAO

Sobre A Indignação De Costa ...

O primeiro-ministro ficou indignado com este arranjinho entre PSD, CDS, PCP e Bloco e tem absoluta razão. Toda a gente sabe que Costa não tolera entendimentos oportunistas com parceiros inusitados.

Tiago Dores, OBSR

O primeiro-ministro ficou indignado com este arranjinho entre PSD, CDS, PCP e Bloco de Esquerda e tem absoluta razão. Toda a gente sabe que António Costa odeia coligações negativas. Odeia. Não é novidade nenhuma que o líder do PS é um indivíduo que não tolera entendimentos oportunistas com parceiros partidários inusitados tendo em vista o propósito único de alcançar objectivos políticos mesquinhos potencialmente comprometedores para o futuro do país. Eh pá, esse é o tipo de coisa que repugna António Costa. Tenham paciência, deixem o homem desabafar! (continuar a ler

Diz Toda A Verdade

Diz toda a Verdade mas di-la tendenciosamente-
O êxito está no Circuito 
É demasiado brilhante para o nosso enfermo Prazer 
A esplêndida surpresa da Verdade 

Como o Relâmpago se torna mais fácil para as Crianças 
Com uma amável explicação 
A Verdade deve ofuscar gradualmente 
Ou cada homem ficará cego - 

Emily Dickinson

terça-feira, 7 de maio de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

>Motoristas de Matérias perigosas: Portugal está mais preparado para uma nova greve na distribuição de combustíveis

Descoberta A Fonte De Sismos Violentos Ao Largo Da Costa Portuguesa

Uma anomalia na crosta terrestre, que vem de uma zona chamada Planície Abissal da Ferradura, situada a 250 quilómetros a sudoeste do cabo de São Vicente, poderá explicar origem dos sismos em Portugal.

A procura pela resolução do enigma da fonte do terramoto de 1755 levou um investigador português a confirmar uma anomalia na crosta terrestre ao largo da costa portuguesa que pode explicar por que ocorrem sismos violentos numa zona aparentemente calma.

João Duarte, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, disse à agência Lusa que, a confirmar-se, a descoberta muda a perceção sobre o risco sísmico ao largo da costa portuguesa, que vem de uma zona chamada Planície Abissal da Ferradura, situada a 250 quilómetros a sudoeste do cabo de São Vicente.


É o local de início de um processo de subducção, em que uma placa cai por baixo ou se descasca”, conhecida nas margens do Oceano Pacífico e em zonas de grande atividade sísmica, como o Japão, disse o investigador do Departamento de Geologia à agência Lusa.
A investigação, divulgada esta segunda-feira pela revista National Geographic e ainda por publicar como estudo num boletim científico, começou por querer “localizar a fonte do sismo de 1755, que sempre foi um enigma, porque há 250 anos não havia registos” 
O sismo de 1969 já foi registado por sismógrafos, ocorreu numa zona plana do fundo do mar, longe da falha tectónica, a zona instável onde se unem as placas rochosas da crosta terrestre, que fica no meio do Oceano Atlântico.
Com a investigadora Chiara Chiviero, também da Universidade de Lisboa, foram compilados todos os registos sismográficos para a zona da anomalia, incluindo dados recolhidos no fundo do oceano durante 11 meses em 2007, e com o investigador Nicolas Riehl, da Universidade de Mainz, na Alemanha, foi criado um modelo computorizado que confirma a hipótese de subducção. ( saiba mais aqui)

Percepção ...

"As coisas mais maravilhosas que podemos experimentar são as misteriosas. Elas são a origem de toda a verdadeira arte e ciência. Aquele para quem essa sensação é estranha, aquele que não mais consegue parar para admirar e extasiar-se em veneração, é como se estivesse morto: os seus olhos estão fechados."  

Albert Einstein