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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

>Costa exclui englobamento de rendimentos do OE para 2020

A Corrupção É A Principal Inimiga Do progresso Material Da Maioria Dos Portugueses

O PSD não é subalterno do PS, proclama Rui Rio e se calhar também os dois outros candidatos à liderança do PSD de que não me lembro o nome. Não sobressaiu até agora que tivessem alguma coisa de substantivo para apresentar. É ridículo e vergonhoso que o líder daquele que já foi um dos principais partidos e pilar constituinte da nossa democracia coloque a política na discussão de patentes hierárquicas interpartidos. (...)

Ainda não perceberam que a política se faz a partir da comunicação de uma única ideia, forte, concisa, englobante, emocional, repetida quantas vezes for necessária?
O que agora temos é uma arenga sem nexo, que nada diz sobre o dia a dia dos eleitores e sobre o futuro dos seus filhos, dita por cabeças falantes titubeantes, que ninguém entende, que ninguém quer ouvir. Sejamos claros e racionais: assim não vamos a lado nenhum.(...)
Hoje, tudo que os políticos disserem que não prometa e cumpra ação firme e sustentada contra a corrupção é pura mistificação. A corrupção é a principal inimiga do progresso material da maioria dos portugueses, do seu bem-estar, de melhores salários, de maior qualidade de vida.
Numa entrevista à rádio Observador, Santos Pereira propôs diversas soluções para resolver a ineficiência do sistema judicial, inspiradas em medidas que outros países têm aplicado com sucesso no combate à criminalidade económico-financeira (resumo de Luís Rosa):
  • Mecanismos de colaboração premiada e de proteção de testemunhas que permitam à investigação ter acesso a prova documental (e não apenas testemunhal) que comprovem a prática dos crimes;
  • Mecanismos legais que permitam separar os crimes económico-financeiros, como fraude fiscal e branqueamento, dos crimes de corrupção, para um julgamento mais rápido;
  • Limitação dos recursos e eliminação de expedientes dilatórios para aumentar celeridade do processo penal;
  • Execução da pena de prisão após decisão da segunda instância que encerra a matéria de facto;
  • Tribunal de competência especializada para julgar os casos mais complexos da criminalidade económico-financeira.
Está aqui um plano que o PSD – ou qualquer outro partido – poderia e deveria adotar e colocar em prática de imediato.(ler artigo completo)

Chuva Caindo No Chão

Um sorriso,
Uma inspiração,
Um gole de café,
Uma emoção.
Uma tarde,
Chuva caindo pelo chão,
Cheiro de saudade,
Um sorriso,
Uma inspiração.

(H.)

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde (act.)

>Deco: Bastam 117 votos no Parlamento para reduzir o IVA na fatura da luz e do gás
>Três homens foram libertados 36 anos depois de condenados por um crime que não cometeram
>Ministério Público pede 20 anos e 6 meses de prisão para Rosa Grilo e António Joaquim
>Homem morreu depois de lambidela de cão. Veterinário português diz que não há razão para alarme
>Preço da eletricidade em Portugal é o oitavo mais caro da UE. Melhorou dois lugares face a 2018
>Iniciativa Liberal, Livre e Chega precisaram de mais de 50 mil votos para eleger um deputado?
>Acionista da TAP David Neeleman quer vender a sua parte
>Joacine, Mamadou: quando o anti-racismo é racista
>Licenciados. Mulheres portuguesas ultrapassam meta da UE, homens ficam a meio caminho
>Oito escolas que estão a mudar o ensino em Portugal
>O aviso da Schroders: o Brexit e o novo domínio francês entre as "tribos" da UE
>Toshiba anuncia tecnologia que deteta cancros em duas horas a partir de uma gota de sangue

Há Que Olhar Com Olhos De Ver: Não Estamos Longe De Um Estado De Asfixia

Há que olhar, “com olhos de ver”, para o despovoamento e consequente colapso do modelo sócio-económico do minifúndio. Diante disto o Estado, e quem nele tem responsabilidades, revelou-se incapaz de mobilizar o país para uma causa mais que necessária: conjugar energias e saberes para revitalizar o interior. Em vez disso exigiu a limpeza de terrenos e legislou multas, transferindo o peso da questão para os proprietários, sem cuidar se isso é justo ou se os mesmos têm recursos (idade, dinheiro…) para o fazer! Assim se vai desencorajando a pequena e média iniciativa privada, acentuando a sangria demográfica, e em tantos lugares as Câmaras Municipais, escolas e repartições estatais são o empregador que resta…
No que diz respeito à ação social, vemos como os requisitos para as IPSS se vão tornando cada vez mais estritos, quase estrangulando a sua actividade. Inspeções sem cabeça e sem alma procuram retificar cada detalhe, sem se importar se é oportuno ou necessário. São regulamentos e mais regulamentos feitos por almas teóricas que nunca tiveram de pagar um ordenado a ninguém (e sempre tiveram o seu assegurado). Talvez pensem que a sustentabilidade de uma organização seja um mero detalhe “economicista”…O Estado – quem o representa – não parece estar muito interessado em que haja quem queira ajudar minorar as necessidades sociais. Despreza-se assim o talento, os recursos e o esforço de comunidades inteiras. Encaminhamo-nos para um tempo em que o Estado quer ser agente único da ação social?! Mas a solidariedade individual ou colectiva é uma expressão irrenunciável de humanidade e sinal da vitalidade de uma Sociedade!
No que diz respeito à educação, com grande dor assisti ao encerramento de Colégios Católicos com contrato de associação, que durante décadas prestaram um serviço público educativo de qualidade a populações periféricas. Serviço que até ficava mais barato ao Estado, pois este não tinha de se encarregar da manutenção dos edifícios. Um país onde se fecham escolas que funcionam bem é um país descentrado e desatento. Levantam-se assim questões de fundo: será que todo o serviço público deve ser estatal? O Estado olha para a Igreja Católica (ou para qualquer outra instituição) como um parceiro ou um competidor a “abater”? Levar-nos-ia também longe o tema das imposições ideológicas que começam a inundar programas escolares, forjando um “pensamento único” e uma nova “situação”, onde não faltam modernos e sofisticados mecanismos de censura.
Aos três domínios mencionados, podemos somar a percepção de mais alguns elementos perturbadores: a máquina fiscal minuciosamente inquisitorial e implacável no que toca a receber, mas lenta em honrar dívidas; a demissão do papel de árbitro eficaz em relação a instituições sem rosto que regem a nossa vida diária (dos bancos, às operadoras de telefone e net…), entidades que com esmero nos procuram “fidelizar”, mas só a muito custo ajudam a resolver os problemas que criam. Uma Sociedade “estatizada” é uma Sociedade pobre – e nem por isso amiga dos mais pobres – por abafar a atenção inteligente ao caso particular e a gratuidade que anima e motiva tanto pessoas como comunidades. Estas e outras tantas questões fazem-me suspeitar que não estejamos longe de um Estado de asfixia!                     
Fonte:P. Miguel Gonçalves Ferreira sj, OBSR

Da Delicadeza


Eu gosto de delicadeza.
Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia-a-dia 
e até no que não é dito com palavras, 
mas fica no ar ...


Manel Bandeira

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde



Mário Centeno É Hoje Um Ministro Isolado

Mário Centeno é hoje um ministro isolado, dentro do Governo e no PS, e sem proteção política do primeiro-ministro. Isolado e cercado. É este o contexto em que está a trabalhar na proposta de Orçamento do Estado para 2020, com pressões e influências de todos os lados. Os ministros das Finanças costumam dizer que o orçamento seguinte é o mais difícil de sempre. O de 2020, para Centeno, não será apenas o último, será mesmo o mais difícil, e não é por boas razões.

Mário Centeno é um ministro que tenta resistir ao Governo — à maioria dos ministros que o integram — e ao partido que suporta o Governo, o PS. Não é sempre assim? É, é esse o papel do ministro das Finanças, a conhecida ditadura das Finanças, mas agora há uma enorme diferença, é que Centeno não tem o apoio de António Costa. O primeiro-ministro suporta o ministro das Finanças, mas na prática já o descartou. O ministro das Finanças, esse, está em posição frágil, porque precisa do primeiro-ministro para ser governador do Banco de Portugal. É uma relação política totalmente desequilibrada, foi quase sempre assim, mesmo quando Centeno era o “Ronaldo das Finanças”. Como o outro Ronaldo, agora, Centeno já está muitas vezes no “banco”, sai a meio do jogo e às vezes nem chega a equipar-se.

A opção de Centeno e da equipa das Finanças não é neutra. Para o próprio, mas sobretudo para as contas do Estado e para aario  economia do país

António Costa, ECO (ler artigo completo)

Mar De Dentro

(...) Ali posso ficar mais tempo quieta, tentando compreender o que é um mar. Escutando, contemplando ou mergulhando nele, ou observando-o do alto dos morros quando se revolve e arfa, aprendendo que o mar não é apenas movimento e rumor. O mar, como tudo o mais - também as pessoas -, é o seu próprio escondido que à noite chega à superfície, procurando não se sabe o quê, talvez buscando apenas quem o escute e entenda.

Mar de dentro.
Lya Luft