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sábado, 20 de dezembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Economia Resiste E Prospera, Mas O Diabo É O Contexto

 O ano que está a acabar até correu razoavelmente a Portugal: a economia cresce, o emprego mantém-se robusto, as empresas incorporaram a necessidade existencial de exportar. Uma boa notícia, mas o contexto é o diabo.     (André Macedo, J Económico)

Num mundo fechado sobre si próprio, refém do superficial, a desglobalização veio para ficar e os mercados encolhem. No futuro, negociaremos com a China ou com os EUA? A inteligência artificial, que ameaça lançar o caos nas bolsas, contagiando a economia real, traz consigo outra ameaça estrutural. As profissões mais qualificadas estão em risco de vida. A classe média, fundada na confiança iluminista do conhecimento e do progresso, está na linha de fuzilamento. Milhares de empregos estão em risco de extinção ao virar da esquina. 

É o triunfo das massas virado do avesso: a utopia terminou em distopia, virou proletarização global sob os desmandos de um punhado de inimputáveis de riqueza cósmica. Tecno-feudalismo, chamou-lhe Varoufakis – quem melhor do que ele, comunista chique, para batizar este momento da história em que tudo parecer arder. Arderá?

A economia resiste e prospera, ajudada pelo PRR, é certo, mas de que os outros também beneficiam. Há mais negócio. As empresas estão mais competitivas. Temos quase pleno emprego, mas sem impacto inflacionista que releve. Um oásis.     (Ricardo Santos Ferreira, J Económico)

O mundo mantém-se incerto, volátil e arriscado, mas a economia resiste ao choque geopolítico. Anémica, na União Europeia, é certo, surpreendente nos Estados Unidos, que nunca mergulharam na recessão, mais pujante na Ásia, apesar da China.

Não tendo estes problemas, encontramos outros, porque quem devia não mediu o impacto social e nos serviços públicos da imigração súbita, porque continuamos sem fazer ideia de como devemos gerir os serviços de saúde ou as entradas no país, com muitos duelos de palavras e pouca ação concreta. Mesmo assim, um oásis. Um bom ponto de partida para o novo ano.

Benefícios De Estacionamento Para Carros Elétricos

O pré-anúncio “preparativo” da iminente revisão dos benefícios de estacionamento para carros elétricos em Lisboa, ilustram um padrão que penaliza cidadãos, as suas famílias e distorce as expetativas públicas, na busca desesperante de mais e mais receita por parte das entidades estatais.  (Luís Miguel Henrique, J Negócios)

É mais do que sabido que a instabilidade legislativa em Portugal corrói a confiança das pessoas, bem como a das empresas e Carlos Moedas sabe-o muito bem. 

O Natal, Tempo De Simplicidade E Profundidade


 O Natal, tempo de simplicidade e profundidade, é um bom tempo para considerar as escolhas que fazemos, os valores que nos alicerçam e recriar a esperança.

Não é por acaso que todos os anos terminam e começam em torno deste acontecimento que atravessa os séculos e nos devolve ao essencial. O Natal irrompe nos últimos dias do ano como um sinal silencioso de que o transcendente habita o quotidiano e de que a esperança mais do que um conceito é uma presença. Uma esperança que não é uma espera, não é passiva, mas uma esperança que é dinâmica e participativa. É correr riscos, abandonar a segurança e enfrentar o desconhecido a partir da fragilidade humana. É procurar novas soluções com inteligência e coração. É arregaçar as mangas e colaborar. É tornar o futuro mais nosso e sorrir porque gostamos do que estamos, em conjunto, a construir!  

(Maria de Fátima Carioca, J Negócios) 

Que este seja um bom Natal!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Esta É A Frase (272)

Liderança verdadeira não se mede pela capacidade de esconder o que a gente sente, mas pela coragem de se conectar com o que nos torna humanos.      (Silvia Cavalcanti, ECO)

Vulnerabilidade não deveria parecer “sangrar num tanque de tubarões”. Mas, para a maioria dos empreendedores, é bem isso aí. Dizemos que queremos líderes autênticos, mas experimente contar a um investidor que você está à beira de um burnout ou que nunca mais foi o mesmo depois de perder alguém que amava. Puff: o entusiasmo evapora.  (...)

Criamos um ecossistema que, na teoria, valoriza a vulnerabilidade, mas, na prática, a pune. “Falar a verdade” é muito bonito em podcasts, mas deixa as reunião de board mais tensas que uma call sobre resultados sem Wi-Fi. (...)

Num mundo que celebra empreendedores como super-heróis, a “Endeavor Untold Stories” nasceu para humanizar a jornada empreendedora. Para mostrar que vulnerabilidade não é o oposto de força, mas parte dela. E que liderança verdadeira não se mede pela capacidade de esconder o que a gente sente, mas pela coragem de se conectar com o que nos torna humanos.

Um Novo Modelo De Ação Social

Um novo modelo de ação social: mais justo, transparente e eficaz - Estudar no Algarve, em Lisboa, em Coimbra, em Trás-os-Montes ou nas Regiões Autónomas implica encargos muito distintos, e um sistema justo não pode ignorar essa realidade.      (Fernando Alexandre e Cláudia Sarrico, OBSR)

A ação social no Ensino Superior é um dos instrumentos mais poderosos de promoção da igualdade de oportunidades. Quando funciona bem, reduz o abandono, aumenta a probabilidade de conclusão dos cursos e contribui para quebrar a transmissão intergeracional da desigualdade. É também um instrumento essencial de promoção da liberdade de escolha, garantindo que os estudantes dispõem das condições económicas necessárias para frequentar o curso e a instituição para os quais alcançaram os resultados académicos exigidos. (...)

Nota: Tanto alarido fizeram com base em declarações do Ministro retiradas do contexto exatamente para denegrir o Governo e baralhar a opinião pública. A TV, a Imprensa, as Opiniões, cada vez mais desacreditadas, influenciadas por grupetas desinformam e acusam, em vez de confirmar antes o que transmitam.

A Alegria

A Alegria É Um Sentimento Bom

A alegria cristã é um sentimento bom. O que eu quero dizer com isso é que não se trata de uma ideia. Não é uma convicção. Não é uma persuasão ou uma decisão. É um sentimento. Ou – eu vou usar as palavras de forma intercambiável – uma emoção. Uma das marcas que diferencia uma ideia de uma emoção ou um sentimento é que você não tem controle imediato sobre os seus sentimentos ou sobre as suas emoções. Você não pode estalar os dedos e decidir sentir algo.

Esse sentimento bom é na alma. Com isso, eu quero enfatizar que não é no corpo. A alma, a parte imaterial da minha pessoa, experimenta a alegria. O corpo pode até sentir os efeitos disso. Talvez eu sinta borboletas no estômago. Talvez eu pule de alegria. Pode haver lágrimas de alegria rolando pelo meu rosto. Contudo, nenhum desses efeitos no meu corpo são a própria alegria. Todos são distintos da alegria.    (John Piper)

Na animação Divertida Mente, Alegria é uma das cinco “emoções humanizadas” que controlam o cérebro (e os humores) de Riley, 

Cabelo : O corte foi inspirado na atriz Audrey Hepburn. A cor serve para indicar que Alegria também fica meio down às vezes (em inglês, “blue” é sinônimo de tristeza)

Cor: A paleta vai do quente (amarelo) ao frio (azul), passando pelo verde. É uma maneira de mostrar os altos e baixos de seu humor

Corpo: O formato triangular, cheio de pontas, remete a uma estrela – um grande símbolo de felicidade, encantamento e fascinação diante da vida.

Vestido: A estampa lembra fogos de artifício (quando Alegria realmente “explode” de tanta empolgação), mas também as sinapses que rolam entre os neurónios .

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Notícias Ao Fim Da Tarde

Saiba Como Vai Este País

Marine Le Pen “recuperou o eleitorado do PCF”. A “preferência nacional” - um slogan que o próprio PCF usou no passado - tornou-se especialmente atrativa para os trabalhadores mais pobres. E é precisamente este modelo que o Chega parece querer replicar: apresentar-se como a “direita que defende os trabalhadores”, ocupando um espaço político que a esquerda deixou vago e que a direita tradicional nunca reivindicou. A conquista de uma base eleitoral sólida, que o Chega ainda não tem, passa inevitavelmente por aqui. Sem essa base, dificilmente se afirmará como um grande partido nacional, no médio e longo prazo. (...)   (Filipe Alves, DN)

Marine Le Pen “recuperou o eleitorado do PCF”. A “preferência nacional” - um slogan que o próprio PCF usou no passado - tornou-se especialmente atrativa para os trabalhadores mais pobres. E é precisamente este modelo que o Chega parece querer replicar: apresentar-se como a “direita que defende os trabalhadores”, ocupando um espaço político que a esquerda deixou vago e que a direita tradicional nunca reivindicou. A conquista de uma base eleitoral sólida, que o Chega ainda não tem, passa inevitavelmente por aqui. Sem essa base, dificilmente se afirmará como um grande partido nacional, no médio e longo prazo. (...)   

Os resultados do Chega no Alentejo e nas periferias de Lisboa e Porto, antigos bastiões comunistas, apontam nessa direção. Mas, tal como noutros países, o apelo do populismo de direita não se limita às classes operárias. Uma parte da classe média - composta por funcionários públicos e trabalhadores do setor privado que perderam poder de compra nos últimos 15 ou 20 anos - também se sente atraída por este discurso. A chamada “maioria sociológica de esquerda”, tantas vezes evocada, corresponde na verdade a uma preferência maioritária por um modelo que combine liberdade económica com proteção social. (...)

Durante meio século, essa maioria encontrou representação no PS e no PSD, que consolidaram em Portugal uma economia social de mercado ao estilo europeu. Aí reside o centro de gravidade da política portuguesa: a maioria dos eleitores rejeita tanto uma economia totalmente liberalizada e desregulada como os modelos radicais da extrema-esquerda. Com este contexto favorável, se nas últimas décadas o PS e o PSD tivessem conseguido promover mais crescimento económico, melhorar as condições de vida, combater a corrupção e controlar a incompetência e a avidez de alguns dos seus quadros, o panorama seria outro. Partidos como o Chega ou a IL dificilmente teriam emergido e florescido. O seu crescimento rápido deveu-se aos erros que os dois grandes partidos do nosso rotativismo cometeram nas últimas décadas, perdendo a confiança de muitos milhares de portugueses. (...)

Entretanto, o contexto político teve um importante desenvolvimento esta quarta-feira. Com o arquivamento do caso Spinumviva, desapareceu a grande nuvem negra que pairava sobre o Governo da AD. O Executivo de Luís Montenegro tem agora condições reforçadas de estabilidade, tornando menos plausível um cenário que foi equacionado por muitos nos últimos meses, a respeito da eventual emergência de um novo líder do PSD que estivesse disposto a abrir a porta a um entendimento com Ventura. Este fator altera o tabuleiro político: se o Chega quiser crescer, terá de o fazer por via própria, fazendo oposição, conquistando eleitorado e consolidando uma base social que ainda não tem - e não esperando que o PSD lhe abra caminho para o poder. É neste contexto que ocorre esta aparente viragem do Chega. Veremos se este rumo é para manter.