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sábado, 24 de janeiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

Eleições

 Portugal é, de facto, um “país ambíguo”; e a vontade de nos entendermos com ele tornou-se especialmente urgente desde as eleições de domingo. (...) Começou imediatamente um exercício que mistura contabilidade e policiamento: os eleitores de direita vão escolher Seguro ou Ventura? 

Como sempre, há duas formas de reagir às diferenças de opinião. Podemos desqualificar, insinuar e caricaturar — o que pode aliviar, mas não ilumina. Ou podemos, lá está, “tentar perceber” — que é a melhor forma de exercitarmos a vontade de nos entendermos com este “país ambíguo”.

Aquilo que é preciso perceber é que a direita tem três problemas com o Partido Socialista — e nenhum deles tem a ver com o medo do Gulag, do estalinismo ou do PREC.  (...)

Desde 1976, todos os governos saídos de eleições legislativas tinham sido liderados pelo partido mais votado. Até que o PS de António Costa decidiu forjar uma aliança inesperada com o PCP e o BE para formar a geringonça e, assim, forçar o PSD a abandonar o governo. Para a direita, ficou uma lição: o PS fará o que for preciso para tomar o poder. E, uma vez no poder, fará o que for preciso para bloquear reformas e mudanças. (...)

Uma parte substancial da direita (...) também tem vários problemas com André Ventura e não contemplou nunca a possibilidade de votar nele.  Despreza os flirts do Chega com o racismo, não suporta a demagogia recorrente do populismo e tem aversão à visão tumultuária da política que é característica de Ventura. 

Eu não sei o que vão fazer os eleitores da direita na segunda volta: podem votar em branco; podem ficar em casa; podem optar, contrariados, por Ventura; ou podem até tapar a fotografia no boletim e colocar uma cruz ao lado do nome de Seguro. Mas, façam o que fizerem, nada muda a desconfiança profunda que carregam em relação ao Partido Socialista. Isso, num regime saudável, não pode ser considerado cadastro.         (Miguel Pinheiro, OBSR)

ENNUI

 ENNUI - é uma palavra francesa que descreve um sentimento de profundo tédio, cansaço e insatisfação existencial, uma falta de interesse ou excitação que vai além do simples aborrecimento, sendo uma espécie de "mal-estar da alma" onde nada parece ter sentido ou importância, como o visto na personagem
Ennui de Divertida Mente 2.

Principais características: Mais que tédio: É um tédio mais profundo, uma melancolia, uma sensação de que a vida é monótona e sem propósito, sem a tristeza pesada da depressão.

Origem: Vem do francês, emprestada pelo inglês no século XVII, e tem uma raiz etimológica ligada ao latim inodiare (tornar detestável/aborrecido).

Causas:
Pode surgir de uma vida de muito conforto ou facilidade, ou de atividades repetitivas e sem significado (trabalho, estudos, rotina)

Sintomas: Pode manifestar-se como sonolência, apatia, falta de motivação, ou até inquietação que leva a comportamentos de risco.

Em resumo: Ennui é a sensação de que "nada de interessante acontece", um cansaço mental e desânimo profundo que surge da monotonia e da falta de propósito.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Sondagem Católica, Hoje

 Sondagem Católica. Seguro com larga vantagem sobre Ventura na segunda volta

A sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e jornal Público prevê uma vitória confortável de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, com uma estimativa de 70%. Já André Ventura poderá alcançar 30% dos votos.  (saiba mais aqui)  

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (13)

 Para a maioria, na segunda volta serão os eleitores de direita, que votaram AD e Iniciativa Liberal, a escolher quem vai suceder a Marcelo.

(Armando Esteves Pereira, J Negócios) 

Nota: Está tudo errado - verdade? - sim  - é o faz de conta. É o país ao contrário. Os estilhaços quem os vai apanhar? - Agora pensem.

Criatividade


Todos nós nascemos criativos. Só que alguns dão valor para a imaginação e continuam usando-a durante toda a vida e outros não. Por isso não prenda sua mente, deixe-a fluir com a imaginação e verá como também pode ser muito criativo.

Os mais criativos são aqueles que sempre estão procurando novas experiências de vida. Pois, quanto mais diversidade você viver, mais matéria-prima a sua imaginação terá para ser criativa. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (12)

 Estes dias devem ser tudo menos um “fale agora ou cale-se para sempre”. Irmos todos para um lado do campo anunciar ao país que somos nós os democratas deixa o outro completamente livre para os que o querem comandar. Juntar em exército os descontentes, apontar o dedo ao “sistema” – “estão a ver? Todos iguais. Todo do mesmo lado. Farinha do mesmo saco. Só eu sou a cura.”

Mais escuta e menos proclamações. Pensar no que se vai dizer, antes de se dizer. Lembrar, por exemplo, aos que acham que vão “dar um murro na mesa” e mudar de vida, que não é com um Presidente da República que se faz isso – muito menos o português. Ou então, sim, no pior dos casos, recuperar o apreço ao valor dourado da quietude e fazer como já recomendava, na Grécia Antiga, o velho Pitágoras: “Se o que tens a dizer não é mais belo do que o silêncio, então cala-te.”

O problema não é, portanto, só de palavras, nem sequer de decibéis; começa por ser um problema de números – e de sobranceria. Pelo facto de o líder de um partido dar “indicação de voto”, isso não significa a transferência automática daqueles que nele votaram para o outro que agora “indica”. E só uma forma muito paternalista de olhar o mundo poderia pensar assim, tratar o cidadão como ovelha dum rebanho que irá para onde a mande o pastor.     (Alexandre Borges, OBSR)

Na Sombra Das Coisas

Kumi-yamashita

Gosto de ficar na sombra das coisas
no segredo delas, gosto
de entranhar a criação
de vagar como as ideias
como a arte que se entranha
e, incerto, incauto
renasço a cada dia.

(Adonis)

Tradução de Michel Sleiman

Nota: Esta frase evoca o espírito de Adónis  (Ali Ahmad Said Esber), um dos maiores poetas vivos da língua árabe, cuja obra mergulha precisamente no mistério, na redefinição do sagrado e na "mística da claridade".

Ver além do visível: Para Adónis, a poesia não descreve a realidade; ela cria-a de novo, revelando o que está oculto sob a superfície do quotidiano.

Abrace a incerteza: Habitar o segredo é aceitar que nem tudo precisa de ser explicado pela lógica racional.

A busca da identidade: Como ele escreve em muitas das suas obras, a verdade não é um destino, mas o próprio caminho da procura.