Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (16)

Enfrentemos a dura realidade: com os poderes definidos, o exercício da função presidencial pode ser, na maior parte dos casos, um enorme bocejo. É o que é.   (Paulo Ferreira, OBSR)

A campanha eleitoral em curso denota um viés habitual sempre que se debatem temas relacionados com o exercício de funções do Presidente da República: à mínima distração já estamos a discutir assuntos que estão fora do alcance dos poderes de Belém. Assuntos muito importantes, é certo, decisivos para as nossas vidas, sem dúvida, mas sobre os quais o Presidente da República pode pouco ou nada.

Pelos Vistos, A Direita Acácia Não Aprendeu Nada

Os grandes responsáveis por vivermos hoje de espinha vergada e mão estendida são também aqueles que nos querem à viva força convencer que Seguro configura uma inevitabilidade nacional.

Para um país onde metade dos eleitores não exerce o direito de voto e o discurso público passa, genericamente, ao lado de tudo o que são as grandes questões do seu tempo, não pode deixar de ser um paradoxo a forma como o mundo mediático português se agita em frémitos de excitação com a “actualidade política”. Por estes dias, claro está, as eleições presidenciais cobrem o pleno da atenção — há que espremer a vaca até ao último clique — com a corrida ou, como muitos gostam de colocar a coisa, o “embate”, entre André Ventura, o novo enfant terrible da política nacional, e António José Seguro, o português detentor do record no Guiness para o político menos interessante do planeta.

Seguro, para além do chavão, agora inevitável e por todos compungidamente repetido, que garante e certifica a sua impoluta honestidade, parece-me um indivíduo simpático. Ainda assim, apesar dessa aparente simpatia e apregoada honestidade, devo admitir que, não lhe conhecendo especial causa ou ideia, ainda me lembro dos tempos onde, quer liderando o PS quer por lá cirandando nos corredores, nos brindava com os lugares comuns do costume, repetindo com gosto e monótona convicção a mesma cassete dos grandes clássicos socialistas do nosso século — Guterres, Sócrates e Costa. Daí que, não levando a mal quem vá na cantilena, lamento, mas não a compro.

Pelos vistos, a direita Acácia não aprendeu nada. Vai daí e é vê-la agora aí toda empertigada, entusiasticamente reencarnada no manifesto “não-socialistas por um socialista”.

Que os nossos Acácios acreditem nisso, tudo bem; agora que se arroguem mais uma vez a perorar a sua “verdade democrática” do mais alto dos pedestais passando um atestado de inimigo da democracia a quem não aceite a sua receita, isso apenas revela quão completamente incapazes são de compreender o mundo em que vivem — e tamanha incompetência sairá muito caro, não tanto a Seguro, que provavelmente sobreviverá, mas, principalmente, à direita portuguesa, uma vez mais dividida em nome da decência e dos bons valores que os iluminados do “comentariado” resolveram revelar aos incréus, mais uma vez para benefício do PS e demais acólitos da esquerda e extrema-esquerda.  

(excertos do texto de Nuno Labreiro, OBSR

Fama


 O homem famoso tem a amargura de levar o peito frio e trespassado por lanternas furta-fogo 
que os outros lhe dirigem.

(Lorca, Federico)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

A Frase (15)

A História sugere que as civilizações não fracassam por excesso de liberdade, diversidade ou abertura, mas pela renúncia progressiva a esses valores. O futuro da anglosfera dependerá, em grande medida, da sua capacidade de reconhecer que aquilo que a tornou dominante é precisamente o que hoje parece mais difícil de preservar.  (Luís Monteiro, OBSR)

Esta civilização atravessa um período de tensão. O receio da perda de identidade, o desgaste das elites, a polarização social e a tentação do protecionismo colocam em causa os princípios que sustentaram o seu sucesso. Tal como aconteceu no passado, a anglosfera encontra-se num ponto crítico: entre a continuidade do seu legado histórico ou a repetição de ciclos de retração e declínio.

Seremos capazes de aprender com a História?

Com Vista A Um Mundo Multipolar

 Índia sucede ao Brasil na Presidência  BRICS - Tudo o que seja unir, dialogar e apontar pistas para a solução dos problemas complexos que atravessam o Mundo de hoje e, certamente, o de amanhã, são sempre de experimentar e com alguma garra, programação e organização, desenvolver.

O “Fórum BRICS – EUROPA” é uma iniciativa recente, que não integra a estrutura do grupo BRICS, surgido, em 2024, à margem da Presidência da Rússia. Pretende estabelecer-se como plataforma de diálogo e cooperação, visando discutir assuntos económicos e geopolíticos com vista a um Mundo Multipolar, em que Europa e BRICS venham a ter papel relevante.  (João Abel de Freitas, J Económico)

Mas Eu


Mas eu, em cuja alma se refletem
As forças todas do universo,
Em cuja reflexão emotiva e sacudida
Minuto a minuto, emoção a emoção,
Coisas antagónicas e absurdas se sucedem —
Eu o foco inútil de todas as realidades,
Eu o fantasma nascido de todas as sensações,
Eu o abstrato, eu o projetado no écran,
Eu a mulher legítima e triste do Conjunto
Eu sofro ser eu através disto tudo como ter sede sem ser de água.

(Álvaro de Campos, in "Poemas")

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Notícias Ao Fim Da Tarde

É Positivo

Nesta semana chuvosa que ainda agora começou, fica o convite para olharmos para o tanto de positivo que também vem deste pequeno país da Europa. Ainda há muita coisa para fazer, mas se olharmos também para aquilo que Portugal é hoje, comparativamente ao que era há 50 anos, talvez encontremos alguma luz no caminho. E percebamos que há palavras que fazem menos sentido do que aquilo que nos querem fazer crer: porque Portugal não são apenas problemas. As coisas boas ainda suplantam, largamente, as más. Não fora isso, e não teríamos metade do mundo a vir para cá viver.   (Margarida Vaqueiro Lopes, DN)


A verdade é que temos empresas que continuam, todos os dias, a faturar muito dinheiro, e a desenvolver a economia nacional, levando o nome de Portugal mais longe; a verdade é que temos atores, músicos, artistas a ganhar palco mundial; a verdade é que temos serviços que funcionam, médicos que salvam vidas, professores que garantem que temos pessoas bem formadas em cargos relevantes em muitas empresas por esse mundo fora.   (...)

Há sol no meio das núvens, SIM !