Da lâmpada nocturna
A chama estremece
E o quarto alto ondeia.
Os deuses concedem
Aos seus calmos crentes
Que nunca lhes trema
A chama da vida
Perturbando o aspecto
Do que está em roda,
Mas firme e esguiada
Como preciosa
E antiga pedra,
Guarde a sua calma
Beleza contínua.
(Ricardo Reis)
Nota: O poema utiliza a imagem serena de uma chama de candeeiro para metaforizar a estabilidade, a aceitação do destino e a moderação face às incertezas da vida.
A Metáfora da Chama: A chama da lâmpada, que "estremece" mas não se apaga, representa a vida e o estado de espírito ideal para o ser humano.
A Serenidade Clássica: O autor evoca os deuses para pedir que a "chama da vida" permaneça firme e vertical, tal como uma "antiga pedra". Evidencia-se aqui o estoicismo característico da poesia de Reis, que procura a harmonia e a calma através da razão.
Contentamento com o Destino: O poema expressa o desejo de viver com equilíbrio e de evitar perturbações ("nunca lhes trema... perturbando o aspecto"
A Metáfora da Chama: A chama da lâmpada, que "estremece" mas não se apaga, representa a vida e o estado de espírito ideal para o ser humano.
A Serenidade Clássica: O autor evoca os deuses para pedir que a "chama da vida" permaneça firme e vertical, tal como uma "antiga pedra". Evidencia-se aqui o estoicismo característico da poesia de Reis, que procura a harmonia e a calma através da razão.
Contentamento com o Destino: O poema expressa o desejo de viver com equilíbrio e de evitar perturbações ("nunca lhes trema... perturbando o aspecto"

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