A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado.Roosevelt
António Costa tem uma faixa muito estreita para gerir a sua imagem até às eleições. Os principais inimigos estão na sua casa. A tralha soarista e socrática de que o PS não consegue descolar sem cair num imenso deserto de cérebros, como aconteceu nos tempos de Seguro.
As avaliações da Comissão Europeia são sem dúvida importantes, nem que seja para disfarçar a sua incompetência passada. Mas está na hora de os tecnocratas serem também eles avaliados. É altura de perguntarmos se podem dizer o que lhes apetece sem qualquer preocupação de coerência e, por mais populista que seja, os cidadãos europeus têm o direito de saber porque ficaram os seus salários e as suas regalias imunes à crise que assolou a Zona Euro.
António José Seguro, por exemplo, não precisou de se colar à extrema-esquerda para defender uma reestruturação da dívida ou a promoção do crescimento económico pelo Estado através da mudança de cálculo dos investimentos públicos que contam para o défice orçamental. Bastou-lhe afirmar as suas ideias.
Há uma rede que utiliza o aparelho de Estado e da Administração pública para concretizar actos ilícitos, muitos na área da corrupção.
“Tudo” iria mudar. E mesmo que ninguém atendesse a que o “tudo” era confuso e difuso, que importava: “começava uma nova era na Europa”; “acabava a austeridade”, “agradeçamos aos gregos”. Não durou uma semana e chegou a ser embaraçante.
José Sócrates fica mais três meses em prisão preventiva.
Como podemos esperar.
Buscando um novo rumo que faça sentido nesse mundo louco com o coração partido