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terça-feira, 12 de maio de 2015
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Ler: Deu À Costa
A política e o jornalismo é para gente corajosa. Impressiona quem ainda se impressiona com a pressão. Ameaças explícitas ou ataques velados são o pão do dia-a-dia. Não é diferente com gestores acossados ou capitalistas escrutinados. Só cede quem não pode ou lhe falta vocação.Enquanto director de jornal, e agora de televisão, convivi com seis primeiros-ministros e só dois não retaliaram, ameaçaram ou simplesmente foram sonsos e boicotaram com tudo aquilo que podiam: Pedro Santana Lopes e Pedro Passos Coelho. Também é verdade que um Pedro não foi bem um primeiro-ministro e com este Pedro não passou muito tempo.
Se António Costa for eleito, vai haver problemas. O homem não encaixa, irrita-se, em muitas coisas faz lembrar outro. Não é isso que o distingue de nada nem de ninguém. Mas é facto que se destacou. Ele foi a figura da semana, não pelo mau-feitio que toda a gente já sabia que ele tem, mas porque afinal existe. O país já fala do IRS do Costa, das pensões do Costa, da TSU do Costa, do consumo interno que o Costa quer voltar a estimular.
Ainda não se sabe exactamente ainda o que é, mas pela primeira vez desde que venceu as primárias internas deixou de andar a reboque. Oito meses a criticar o Governo sem nada para propor. Foi o comentador mais ativo das iniciativas dos outros. Uma cassandra em tons catastrofistas, apenas dissimulados para chinês ver, sentido de Estado, sem sentido algum, sem ideias para vender.
Agora, embalado pelas alheias, Costa abandonou as generalidades, o nada-que-me-comprometa, para defender as medidas mais emblemáticas do documento encomendado aos 12 economistas. As orientações dos apóstolos tornaram-se oficiais. E as páginas do doutor Centeno deram vida aos socialistas.
Só no enunciado o documento tem a fórmula da política económica socialista. A base é a mesma que conduziu à austeridade tão por ele diabolizada - e não poderia ser de outra forma, a não ser que as restrições financeiras ao crescimento económico fossem contornadas por um suicidário "não pagamos", que nem o Podemos ousou inscrever no seu programa eleitoral, também esta semana conhecido.
Mas António Costa precisava urgentemente de lançar o debate, criar agenda, dar sentido a uma liderança que secou durante o Inverno. E, na oposição, o PS fez em quinze dias o que ele e o anterior secretário-geral não conseguiram em quatro anos: o Governo teve de reagir, os deputados da maioria tiveram de questionar as opções finalmente assumidas pelo homem-que-quer-lá-chegar.
E talvez lá chegue. [...]
Para vencer a maioria de centro-direita, apenas teria de provar que estava vivo. Porque alguém lhe terá dito para sumir. Porque andou meses e meses a perder por falta de comparência. Porque estava a deixar um partido à deriva. Porque até na família socialista o davam como perdido. Até que, por fim, soou o piiiii-pi-piiii. Não, não era o toque de uma mensagem escrita com insultos despropositados. Somente o sinal intrépido de quem continua desesperadamente a pedir ajuda.
Sérgio Figueiredo,DN
domingo, 10 de maio de 2015
Copiar E Emburrecer
Copiar e emburrecer
"No entanto, o desafio está em avaliar as crenças pessoais quando elas contradizem o que os outros fazem. Nós mostramos que a evolução vai levar as pessoas a superutilizar a informação social, e copiar os outros muito mais do que deveriam.
"O resultado é que os grupos evoluem para serem indiferentes às mudanças no seu ambiente e passar muito tempo copiando um ao outro, não tomando as suas próprias decisões," detalha o investigador.
sábado, 9 de maio de 2015
Estas São As Frases ...
"Continua a haver muita gente de qualidade na política, mas a quantidade dos que não têm qualidade é cada vez maior. Os de fraca qualidade são cada vez mais e os de qualidade são cada vez menos"."Há demasiada justiça na política e demasiada política na justiça"
Rui Rio
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Prudente É ...
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Eleições Reino Unido (act.)
Oficial:
Conservadores : 330 mandatos (+23%)
Trabalhistas: 232 mandatos (-26)
SNP: 56 mandatos (+50)
Liberais Democratas : 8 mandatos (-48)
P UKIP: 1 mandatos
Nota:
Conservadores : 330 mandatos (+23%)
Trabalhistas: 232 mandatos (-26)
SNP: 56 mandatos (+50)
Liberais Democratas : 8 mandatos (-48)
P UKIP: 1 mandatos
Nota:
- Os Conservadores de David Cameron já conseguiram eleger 330 deputados, atingindo assim a maioria absoluta.
Isto Pode Dar Um Grande Sarilho ...
O plano económico traçado pelo grupo de economistas do Partido Socialista para os próximos quatro anos, que pode servir de base para o programa eleitoral do PS, é demasiado ambicioso e pode ter efeitos devastadores na economia que ainda agora começou a recuperar.A despesa corrente, em 2015, tem o mesmo valor que tinha em 2010: 80 mil milhões de euros. Se sobre esses 80 mil milhões nós vamos pôr este acréscimo de prestações públicas vamos para mais de 80, que é mais que a de 2010, que deu o sarilho que deu”.
O ex-ministro das Finanças [Medina Carreira] explica que com a reposição dos cortes a despesa vai subir imediatamente, e como já se encontra no mesmo valor de 2010, isso pode dar um grande “sarilho”.
A “pressa” pode atrapalhar os resultados conseguidos com “muita dificuldade”.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Esta É A Realidade : A Sociedade Existe Para O Indivíduo E Não O Indivíduo Para A Sociedade
A única realidade social é o indivíduo, por isso mesmo que ele é a única realidade. O conceito de sociedade é um puro conceito; o de humanidade uma simples ideia. Só o indivíduo vive, só o indivíduo pensa e sente. Só por metáfora ou em linguagem translata se pode aludir ao pensamento ou ao sentimento de uma colectividade. Dizer que Portugal pensa, ou que a humanidade sente é tão razoável como dizer que Portugal se penteia ou que a humanidade se assoa.Sendo o indivíduo a única realidade social, não é todavia o único elemento social. Esse indivíduo vive em dois meios ou ambientes — um o ambiente físico, outro o ambiente social, ou sociedade. É esse o valor do elemento sociedade — é o meio, um dos meios, em que o indivíduo vive. O sábio realismo de Aristóteles viu isto bem; e assim se assentou a tese política grega — que a sociedade existe para o indivíduo, que não o indivíduo para a sociedade.
Fernando Pessoa
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