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quarta-feira, 9 de março de 2016

Os Submarinos Alemães Aproximaram-se Muito Mais De Lisboa Durante A I Guerra Mundial Do Que Se Imaginava

Das armas químicas aos tanques, a I Guerra Mundial (1914-1918) foi palco de várias inovações militares. E para cada nova forma de matar, houve uma resposta defensiva. Foi assim que nasceram os caça-minas: navios especializados em detectar e destruir as minas colocadas debaixo de água pelos submarinos. Portugal teve nove destes navios que procuravam minas alemãs nas barras dos portos de Lisboa e de Leixões. Mas a 26 de Julho de 1917, o caça-minas português Roberto Ivens chocou com uma mina na barra do rio Tejo e afundou-se. Quinze homens morreram.

Em Fevereiro, quase cem anos depois, os destroços do Roberto Ivens foram identificados perto do Bugio, na foz do Tejo, num local diferente daquele onde se pensava que estava. Os investigadores esperam agora que os vestígios permitam obter mais informação sobre esta actividade que a Marinha Portuguesa desempenhava ao largo da costa durante a guerra. Mas a identificação do navio permite já concluir que os submarinos alemães se aproximavam muito mais de Lisboa do que se imaginava. (saber mais aqui)

Esta É A Frase ...

Nada indica que o professor que agora vai ocupar o mais alto cargo da Nação deva travestir-se com qualquer outra roupagem, dado que foi esta que os portugueses sempre lhe conheceram que o levou até onde Marcelo quis ir. E é nesse quadro que todos os observadores convergem: Marcelo vai continuar a ser um político imprevisível, independente e impossível de obrigar a aceitar uma agenda que não seja exclusivamente a que ele próprio decide.

António Freitas de Sousa, Económico

O Primeiro Dia



A principio é simples, anda-se sozinho

Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no borborinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado, que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida


Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso, por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Sérgio Godinho

terça-feira, 8 de março de 2016

"Alentejo Prometido" : Opinião

João Miguel Tavares
Muitos dos parolos que debitaram parolices sobre Alentejo Prometido nunca leram o livro e limitaram-se a visionar 60 segundos do programa da SIC Radical Irritações. Mas outros menos parolos padecem dos complexos 1 a 3, e esses são muito mais perniciosos do que os tipos que simplesmente sofrem de HRS. O livro do Henrique Raposo é claramente devedor do estilo que Maria Filomena Mónica adoptou em numerosas obras, e que muita falta faz nesta terra: um cruzamento de biografia com história, antropologia e sociologia, que não tem a ambição de produzir textos académicos, mas que contém uma inventividade, um arrojo interpretativo e uma dimensão de provocação intelectual que são extremamente estimulantes para quem gosta de pensar além da sebenta. Contêm o risco do erro, mas não o bocejo do papagueio. (ler artigo completo)  

A Família ...


Três meninos e duas meninas, 
sendo uma ainda de colo. 
A cozinheira preta, a copeira mulata, 
o papagaio, o gato, o cachorro, 
as galinhas gordas no palmo de horta 
e a mulher que trata de tudo. 

A espreguiçadeira, a cama, a gangorra, 
o cigarro, o trabalho, a reza, 
a goiabada na sobremesa de domingo, 
o palito nos dentes contentes, 
o gramofone rouco toda a noite 
e a mulher que trata de tudo. 

O agiota, o leiteiro, o turco, 
o médico uma vez por mês, 
o bilhete todas as semanas 
branco! mas a esperança sempre verde. 
A mulher que trata de tudo 
e a felicidade. 

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 7 de março de 2016

Preparação Do Plano B Em Marcha

Breve nota do Eurogrupo indica que Portugal já confirmou a Bruxelas que as medidas adicionais - que só serão aplicadas “se for necessário” - começaram a ser preparadas .

Fonte: Expresso

A Cratera Do Asteroide Cujo Impacto Extinguiu Os Dinossauros Vai Ser Perfurada

Uma equipa de cientistas da Universidade do Texas, nos EUA, e da Universidade Autónoma do México, vão perfurar a cratera deixada pelo asteroide que, há 66 milhões de anos, provocou a extinção dos dinossauros e destruiu grande parte do planeta. 

A expetativa é de que, ao analisar os sedimentos que permanecem na cratera de Chicxulub, no Golfo do México, seja possível conhecer a forma como a vida se recuperou após este o impacto devastador, conta a CNN.
"Pode assumir-se que, na zona zero deste impacto, estamos a lidar com um oceano estéril e que, com o passar do tempo, se renovou a si mesmo. Podemos aprender alguma coisa para o futuro", disse ao canal Sean Gulick, do Instituto de Geofísica da Universidade do Texas.

Compreender o que aconteceu na cratera de Chicxulub poderá ser fundamental para auxiliar os investigadores a fazer prognósticos sobre o que sucederia se, mais uma vez, um asteroide colidisse com a Terra. "Sabemos bem o que aconteceria se outro asteroide deste tamanho nos atingisse nos dias de hoje e não seria bom, mas o nosso trabalho contribui para um corpo de trabalho maior, dedicado a entender os vários processos geológicos e ecológicos que ocorrem quando se registam eventos de tal magnitude", explicou à CNN Jason Ford, o autor principal e geólogo de exploração para Chevron, a petrolífera responsável pela exploração comercial no local, e que antes era investigador no Instituto de Geofísica do Texas.

Fonte: DN

A Janela ...



A janela: não é onde a casa sonha ser mundo?

Mia Couto