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sábado, 28 de maio de 2016

A Atitude Anticientífica Está Na Base De Certo Ateísmo

É essa atitude anticientífica que está na base de um certo ateísmo militante e irracional, que alguns confundem com a verdadeira fé. Foi a essa falsa fé que Dostoievsky aludiu quando, referindo-se aos seus conterrâneos, disse que alguns tinham tanta fé que até eram ateus!

Embora a Igreja seja, por princípio, céptica em relação a milagres ou outros fenómenos sobrenaturais, até porque, nestas coisas, geralmente o que parece extraordinário raramente o é, não pode contudo deixar de neles crer, quando é a evidência científica que os impõe. O milagre é isso mesmo: uma constatação científica que a Igreja se limita a acatar e não uma imposição da Igreja de algo que, por se opor às leis científicas, é contrário à ciência e à razão. A fé cristã é racional: quem não acredita nos milagres que a ciência prova, opõe-se à razão e à ciência e, portanto, à fé.

 Há muito boa gente que pensa que isto dos milagres é mais um artifício clerical para enganar as pessoas simples e as convencer a aderir à supersticiosa religião dos dogmas, dos mistérios e de outras indecentes superstições. Nada mais falso, até porque não é a Igreja, mas sim a ciência, quem acredita em milagres, porque a noção de facto extraordinário decorre da comprovação científica da inexplicável anormalidade de um fenómeno que, por contrariar as leis que regem a realidade, tem que ser forçosamente atribuído a uma intervenção sobrenatural. Só quem conhece, com rigor, as leis a que obedecem os fenómenos naturais pode, portanto, ajuizar uma tal excepção, pelo que a noção de milagre, mais do que religiosa, é essencialmente científica. ( continuar a ler aqui)

Quando Bate A Nossa Porta ...


«Todas as dúvidas caem por areia, quando uma onda de saudade bate a nossa porta.»




sexta-feira, 27 de maio de 2016

Há Três Verbos Que Definem A Acção Do Governo Nestes Seis Meses De Vida ...

 ... REVOGAR, DEMITIR E NOMEAR

Os três andam juntos e justificam-se uns aos outros em nome da alteração das políticas. Raramente um Governo terá feito de forma tão sistemática, em tão pouco tempo, tantas alterações de dirigentes de organismos públicos, interrompendo mandatos e substituindo anteriores responsáveis, independentemente do seu desempenho, por outros novos nomeados com o exclusivo critério da confiança política. Para usar uma expressão introduzida pelo primeiro-ministro, parece que as vacas voadoras tomaram o freio nos dentes e se transformaram em "drones", que voam sobre o Estado português, ocupando posições estratégicas na economia, na saúde, na segurança social, em todo o lado onde surja um pretexto para encaixar alguém sintonizado. As vacas voadoras deixaram de ser figura de retórica e são quem assumidamente reboca a geringonça. Aquilo a que assistimos é à tomada do aparelho de Estado por um partido, sem olhar a meios nem a competências. Aos poucos, o Estado perde credibilidade e a célebre frase de Guterres, "no jobs for the boys", parece mais uma vez uma anedota de péssimo gosto. Há quem diga, elogiando, que António Costa reintroduziu a política na acção do Estado; creio que o que fez foi reintroduzir a politiquice e o aparelhismo, as duas degenerações políticas senis da partidocracia.

Manuel Falcão, A esquina do Rio, Negócios

Como Pode Isto Acabar Bem? - Esta É A Frase ...

António Costa passou a ter como missão convencer investidores privados e parceiros europeus, tendo ao seu lado os mais verbosos inimigos do capital privado e da integração europeia. Ora, ninguém imagina crescimento em Portugal sem investimento, e ninguém imagina investimento sem a confiança da Europa.

Rui Ramos, OBSR  

Cada Vez Mais Indiferentes

Ficaremos cada vez mais indiferentes quando alcançarmos um conhecimento suficiente da superficialidade e da futilidade dos pensamentos, da limitação dos conceitos, da pequenez dos sentimentos, da absurdez das opiniões e do número de erros na maioria das cabeças.

Schopenhauer 


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Assim Segue O Governo De Costa, Querendo Ser O Que Não É

A fantasia comanda a acção, que tenta iludir a percepção, que choca inexoravelmente com os resultados.

No mundo real, não pode. A realidade condiciona a acção, que enforma a percepção, que se reflecte inexoravelmente nos resultados.

Assim segue o Governo de Costa, querendo ser o que não é, numa perigosa dialética entre realidade e fantasia, com opção permanente pela primeira, anunciando sempre o melhor, e com os resultados inescapáveis da segunda, a anunciar o pior.

A condicionante imposta pela fragilidade do acordo contra-natura que apoia o Governo obriga a que todos os dias Costa e os seus prometam a esmo e implementem parte do prometido com inaudita irresponsabilidade. É a factura do poder a qualquer custo, a dependência de quem não tem um projecto de sociedade viável, antes um caderno de encargos fundado em teorias velhas de dois séculos, e que levaram milhões à profunda desgraça.(continuar a ler aqui)

Quando Nos Deixamos Cativar ...

A gente corre o risco de chorar um pouco quando nos deixamos cativar.

Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 25 de maio de 2016

É Tudo Uma Questão De Crença ! ...


O Presidente da República não acredita que o Governo do PS, liderado por António Costa, caia após as eleições autárquicas de 2017. Esta posição de Marcelo Rebelo de Sousa, exprimida ao portal Observador, surgem um dia depois de ter afirmado que não dará um passo para provocar instabilidade no ciclo político que vai até às eleições do outono de 2017.

Agir, Eis A Inteligência Verdadeira

Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?

Fernando Pessoa