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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Passado Pouco Mais de Meio-ano, O Mundo Parece Um Fogo-de-artifício. Só Que Sem Festa !


Desde o início de 2016 que se sucedem factos pouco antes impensáveis, mas de enorme dimensão e destinados a ter consequências imprevisíveis. (continuar a ler aqui)

Esta guerra não declarada e esta desordem demencial em que forças sem nome nem ideologia claras, como ainda eram as antigas «direita» e «esquerda», nos mergulharam. Entretanto, a concertação e a rotação que estavam por trás dos governos e das grandes organizações efectivamente democráticos e eficazes cederam o lugar à berraria inconsequente e insultuosa promovida por omnipresentes «redes sociais» anónimas. Assim, acabou a discussão política por se transformar num permanente ataque sem acordo à vista e os parlamentos em debates de surdos destituídos de qualquer produção de resultados com sentido.

Fonte: A desordem Internacional

Sono !

O sono é como uma outra casa que poderíamos ter, e onde, deixando a nossa, iríamos dormir.

Marcel Proust  

terça-feira, 19 de julho de 2016

Quando A Imagem Diz Mais Que Qualquer Possível Comentário

Foto: cortesia TSF
As negociações com as autoridades europeias sobre o processo de capitalização da CGD estão a correr bem e a solução desenhada vai ser em breve implementada, assegurou o Ministério das Finanças.

Esta É A Frase ...

António Costa seria um fantástico primeiro-ministro se não existisse mundo. Num mundo sem gravidade, Costa, como as vacas, voaria. Num mundo sem défice, Costa esbanjaria. Num mundo sem matemática, Costa acertaria. Mas neste mundo, Costa está tramado – e nós com ele. Há quem diga: não são as suas políticas que estão desajustadas do mundo, é o mundo que está desajustado por não permitir as suas políticas. Até posso dar isso de barato. Mas pergunto: num braço-de-ferro entre as políticas actuais de António Costa e as regras que actualmente regem o mundo, ganhará o mundo ou as políticas de António Costa? Eu voto no mundo. E é por isso que não percebo porque é que o primeiro-ministro continua a espernear e a fingir que a sua estratégia para o país algum dia poderá resultar dentro da atmosfera terrestre.

João Manuel Tavares, Público 

Canícula

Um vento fraco e morno
Balança o limoeiro do quintal.
Da terra árida sobe um bafo infernal.
Os raios do sol parecem fios de óleo quente
Escorrendo testa abaixo.
As folhas de couve, murchas;
O espinafre, seco.
Sob esta ínfima sombra que resta, leio.
E as palavras derretem de calor.


D I Guzon

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Os Usurpadores Confessam ...


Para evitar sanções, Centeno garante que tem cativações previstas para acudir a uma eventual derrapagem este ano. Mas também adianta que esforço estrutural em 2017 será maior do que o previsto. (Fonte: OBSR)

... Pois, a austeridade de esquerda está aí. As promessas com que o PS enganou tantos portugueses,  estão todas a ir por água abaixo, como os mais avisados supunham. O logro está já à vista de todos.

A Ciência Avança A Um Ritmo Vertiginoso. E Se Parássemos Para Pensar Onde Estamos, Aonde Queremos Ir E Aonde Podemos Ir Parar?

O Admirável Horizonte da Bioética, livro da professora catedrática de ética Maria do Céu Patrão Neves, faz isso. Sem sentenças, sem agouros ou visões utópicas.
O livro de Maria do Céu Patrão Neves quer ser, segundo diz a autora, de uma lucidez sem desculpas. Está cheio de histórias do passado, exemplos do presente e perspectivas para o futuro.
Maria do Céu Patrão Neves mantém – como no livro – as portas abertas. “Não quero travar a ciência. Quero garantir que o avanço da ciência serve o humano”Este livro serve para que o cidadão agarre a pergunta e dê a resposta. Ele não dá respostas fechadas – faz pensar e responsabiliza.

O próprio Aldous Huxley diz que as utopias estão mais próximas de nós do que imaginamos. Não foi por acaso que MCPN foi buscar este título: O Admirável Horizonte da Bioética. Foi, no fundo, para se enraizar um pouco no visionário que é Aldous Huxley e, sobretudo, para interpretar aquilo que são as narrativas do humano. Fala em tragédias gregas e em filmes de ficção científica, em contos infantis e parábolas, todas estas narrativas do humano falam de nós, do que somos e do que ambicionamos ser. Temos um horizonte aberto à nossa frente. Diz não querer travar a ciência. Quer sim, garantir que o avanço da ciência serve o humano, não individualmente mas colectivamente considerado.(pode ler aqui toda a entrevista concedida ao Público.

Boa Noite !

Para tudo na vida há um novo dia, um novo sol, um novo luar... Boa noite.