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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Do Mérito ...

Nenhum homem se julgou jamais o último; até os mais humildes querem ser penúltimos.

 Mantegazza 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Los Angeles, A Cidade Onde As Palavras Não Valem O Mesmo. Por Cá, Caminhamos Rapidamente No Mesmo Sentido

Los Angeles, a cidade dos anjos e o eldorado de quem sonha com Hollywood, é conhecida oficiosamente como flaky town [ flaky = incerto, inseguro, instável, duvidoso, falível, inconstante, que não é de confiança].  As promessas, ali, não são para cumprir. Existe um acordo tácito sobre a volatilidade de um compromisso.

Los Angeles é a cidade onde as palavras não valem o mesmo, afirma Ana Rita Guerra hoje no DN. Em dois anos de Los Angeles, descobriu que é preciso ter sempre um plano B, C e D para colmatar esta distorção.

Por cá seguimos na mesma linha. Felizmente, ainda não atingimos o climax, mas para lá caminhamos.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Assim Acontece ...

O governo e a esquerda têm um grande problema a resolver: se o programa estava assente na possibilidade de crescimento económico a partir da procura interna, até agora não se viu nada. Não é de estranhar o silêncio pesado do Bloco de Esquerda e dos comunistas, enquanto o governo e o PS lá vão dizendo que a coisa, de facto, não está animadora. Estes números tornam muito preocupante a continuidade do espírito que presidiu à constituição da coligação de esquerda - o que não quer dizer que ponham em causa a coligação.

Não vale a pena inventar: o crescimento é inexistente e o Bloco de Esquerda e o PCP correm, a partir de agora, sérios riscos relativamente aos seus eleitorados. É que até nem vale a pena dar grandes saltos relativamente aos números do emprego: é sazonal, coisa que tanto Bloco e PCP estariam a criticar - e não a saudar - caso o governo fosse PSD/CDS.

Excertos do artigo de Ana Sá Lopes, Ji

Responsabilidade ...



Não só somos responsáveis pelo que fazemos, mas também pelo que não fazemos.

Molière

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

É Sempre Mais Fácil Bater Em Alvos Fáceis Do Que Em Personalidades Mais Íntimas Do Primeiro-ministro

Viajar a convite da Galp é um caso milhões de vezes mais grave para um membro do governo do que o acto palerma de que foi protagonista João Soares. E, no entanto, como se trata de amigos seus, Costa cala-se - e enquanto Augusto Santos Silva retirou ao “seu” secretário de Estado o pelouro da Galp, os outros dois ficaram num limbo. 

A oposição não pode falar, a esquerda está agarrada e, para os comentadores habituais, é sempre mais fácil bater em alvos fáceis como é João Soares, com as suas particularidades, do que em personagens mais íntimas do primeiro-ministro e quando mais lhe dói.

Fonte:Ana Sá Lopes, Ji 

Paula Rego E Rafael Bordalo Pinheiro


Podem parecer uma dupla improvável, mas muita coisa une Paula Rego e Rafael Bordalo Pinheiro, o caricaturista, pintor e ceramista genial que faz capa desta edição da revista VISÃO, hoje nas bancas. 

Na foto acima pode ver-se Hey Diddle Diddle, de 1989, de Paula Rego (à esquerda) e a ilustração Meus Senhores, 1883, de Bordalo. Não apenas a postura bípede do gato são extremamente semelhantes, mas também também a composição fantasista em seu redor

Paula Rego sempre mencionou Rafael Bordalo Pinheiro como uma referência. Conhecia bem os seus desenhos de ver os jornais em casa dos avós. E a caricatura, o grotesco, os bichos transfigurados de humanos (ou vice-versa), os temas de actualidade, a crítica social, subversiva e provocatória, impregnadas de um humor sarcástico, sempre tão presentes na sua obra, sugerem afinidades. Ou mesmo confluências óbvias, como no quadro em que convoca o magnífico peru preto de cerâmica, quase como uma sentinela (que zela ou ameaça) a mulher que descansa na cama (Primeira Missa no Brasil, 1993).

Mas é na hibridez das figuras (meio humanos, meio animais), e dos ambientes (meio realidade, meio sonho), na presença dos animais domésticos – em especial o gato, claro –, na leitura narrativa que se faz das suas obras, que se descobrem estas ressonâncias e este diálogo improvável.
Ambos denunciam o amor pelas artes de palco – no caso de Paula Rego, mais o bailado, e, no de Bordalo, mais o teatro. 

O historiador de arte Pedro Bebiano Braga salienta “a escala das personagens e dos objectos, que obedece a uma lógica emotiva ou reactiva, por um lado, de brincadeira geradora de riso, por outro”. E acrescenta: “Se existe a sugestão de humor irónico nestas obras [de Paula Rego], não tenhamos ilusões, por detrás de uma primeira abordagem está um mundo de enigmática violência, tal como por detrás do humor de Rafael Bordalo está, muitas vezes, uma profunda tristeza.” A exposição Diálogos Imaginados pode ser vista até 29 de Setembro no Museu Bordalo Pinheiro.

Fonte:  Visão

O Que Passou, Passou, Mas ...



O que passou, passou, mas o que passou luzindo, resplandecera para sempre.

J Goethe 


domingo, 14 de agosto de 2016

A Saga continua, Quando O Dinheiro Acabar Chamam Os Outros Para Governar

Este governo terá que explicar aos portugueses, por que razão a economia cresceu mais com “austeridade” do que sem austeridade? Estou certo que todos os portugueses querem saber a resposta. Repito: por que razão a “austeridade” promoveu mais crescimento económico do que o fim da austeridade?

O anterior governo percebeu o óbvio. Uma economia endividada não produz riqueza. Qualquer português percebe que se ganhamos dois e gastamos três, não produzimos riqueza.

Chegou a geringonça, com a promessa de um enorme crescimento. Os portugueses acreditaram, aumentaram o consumo (por isso, as importações cresceram) e gastaram as poupanças. No Portugal governado pelas esquerdas, só o défice e a dívida é que crescem. A incapacidade de colocar a economia a crescer mostra dois pontos óbvios sobre o governo socialista.

Em primeiro lugar, este governo não tem um programa para quatro anos.

Em segundo lugar, será a economia a derrotar este governo. O que poderá fazer um governo que chegou ao poder a prometer um crescimento económico de 2,5% e depois não chega ao 1%? António Costa prometeu o fim da austeridade e o crescimento económico. Vai acabar com o regresso à austeridade e sem crescimento.

Excertos do artigo de João Marques Mendes, OBSR

Sabedoria



Saber interpor-se constantemente entre si próprio e as coisas é o mais alto grau de sabedoria e prudência.

Fernando Pessoa 


sábado, 13 de agosto de 2016

Homem Armado Provoca Incêndio Num Comboio Na Suiça

O incidente ocorreu em Salez. Na altura do ataque o comboio circulava no leste da Suíça, junto à fronteira com o Liechtenstein.
Há seis feridos, reporta a BBC, citando fontes policiais. Entre os feridos estará também uma criança de seis anos de idade.
O suspeito será um homem suíço de 27 anos, que também terá ficado ferido na sequência do incidente, tendo sido igualmente hospitalizado.
Será ele o sétimo e último dos sete feridos reportados inicialmente pela cadeia britânica.
O homem teria consigo um líquido inflamável que terá incendiado antes de atacar as pessoas com a faca.
Este caso surge após um outro ataque num comboio, na Alemanha, no passado mês de Julho, com circunstâncias semelhantes. No entanto, ainda não se sabe o que terá estado na origem deste de ataque de hoje.
 Fonte: Notícias ao Minuto