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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Esta É A Frase ...

Se o PS precisa do PSD quando se alia a comunistas e bloquistas, então a geringonça ainda não tem a maturidade suficiente para governar Portugal. Cresçam e aprendam a governar sem fazerem queixinhas.

João Marques de Almeida, OBSR    

"Jogo De Cintura"

 Os socialistas optaram por não apresentar candidato à Invicta, preferindo colar-se a Rui Moreira – que até é próximo do CDS.
E quando este ganhar por larga vantagem, como é expectável, celebrarão a vitória como sua.

Outro caso sintomático deste “jogo de cintura” socialista é a descida da TSU. O ministro Vieira da Silva conseguiu chegar, depois de muito batalhar, a um acordo na concertação social para aprovar a subida do salário mínimo e a descida da TSU. Acontece que os partidos da extrema- -esquerda que apoiam o PS não estão dispostos a fazer cedências e, como tal, recusam-se a aprovar a medida no parlamento.

O PS tem um problema para aprovar uma proposta sua? Não! O problema é do PSD, que não está a ser coerente com o que defendeu antes. E, se a proposta chumbar, será a Passos que se vão pedir satisfações, não ao PCP nem ao Bloco.

De facto, este governo tem uma enorme habilidade para alijar responsabilidades e transformar os seus insucessos nos problemas dos outros – neste caso, da oposição. Já o líder do PSD – estejamos a falar da candidatura do seu partido à câmara, da descida da TSU ou até do dossiê da Caixa – parece ter uma propensão para atrair problemas e, uma vez que eles se instalam, não conseguir desenvencilhar--se deles. Essa inabilidade pode afetar a sua imagem. Mas resulta simplesmente de falta de oportunismo – o que, em boa verdade, só abona a seu favor.(ler aqui)

A Lucidez ...

A lucidez só deve chegar ao limiar da alma. Nas próprias antecâmaras do sentimento é proibido ser explícito.

Fernando Pessoa

domingo, 15 de janeiro de 2017

Muitas Vezes Festeja-se A Luta, Raramente A Paz. É Pena!

De Mário Soares, nestes dias de homenagem, festejou-se a luta, raramente a paz. O combate, não o diálogo. É pena. Na verdade, o seu contributo para a paz foi o decisivo e o mais durável.

Os que alimentam esta obsessão pela luta garantem que com ela virá a libertação, a salvação, a dignidade e a liberdade... Mas esquecem evidentemente que a luta também dá guerra, violência, desordem, motim e morte de inocentes...

Vive-se em Portugal, há cerca de um ano, um agradável clima de paz social. Greves e perturbações diminuíram drasticamente com a tomada de posse deste governo. Foram desmobilizadas as brigadas de contestação espontânea e os grupos de arruaceiros que fizeram a vida negra a Passos Coelho e a Cavaco Silva. Eram poucos, mas eficientes. A cumplicidade das televisões, que necessitavam de material, era trunfo inestimável. O silêncio do PS, que esperava dividendos, ajudou à manutenção do clima de crispação.

Passado pouco mais de um ano depois das eleições, a paz social é a regra. Os cuidados médicos ainda não melhoraram, mas a contestação é agora cordata. O funcionamento das escolas não é muito diferente, nem mais favorável ou eficaz, mas a controvérsia é agora afável. Os transportes públicos não conheceram uma evolução positiva, mas a perturbação no sector é inexistente. Em muitas áreas de altercação tradicional, como no universo dos precários, na função pública, nos portos ou nas universidades, vive--se pacificamente. Ainda bem. É melhor para o trabalho e a produção, para a qualidade de vida e a produtividade.

Excertos do artigo de António Barreto no DN

Boa Noite !


Madrugada fria.
A lua no fim da rua
vê nascer o dia.


RB  


sábado, 14 de janeiro de 2017

O 'Nó Górdio' : Juros Alarmantes

A taxa de juro exigida a  Portugal no mais recente empréstimo sindicado é um sinal de alarme. Uma emissão a dez anos ao preço de 4,227% é um encargo demasiado asfixiante.

No mesmo dia, a Alemanha colocou no mercado e para o mesmo prazo um empréstimo com o  custo de 0,36%. Se tivéssemos o mesmo preço dos germânicos, o Estado poupava 116 milhões por ano de juros neste crédito de três  mil milhões. Em dez anos,  a poupança seria de 1,16 mil milhões. Mas já era bom conseguirmos as taxas da superedivida da  Itália (1,25%) ou de Espanha 1,45%

O patamar dos 4% vai pressionar necessariamente os ratings que mantêm Portugal ligado aos mercados. O custo da dívida é a rubrica que exige cada vez mais dinheiro ao Orçamento do Estado. Não há volta a dar, a questão da dívida é mesmo a maior ameaça económica que este país corre.

Com este peso às costas, a economia portuguesa terá sempre o seu crescimento limitado. Travar o crescimento da dívida e negociar juros mais baixos é a única forma de resolver este ‘nó górdio’. 

Sonhos ...



Teria passado a vida 
atormentado e sozinho 
se os sonhos me não viessem 
mostrar qual é o caminho 

umas vezes são de noite 
outras em pleno de sol 
com relâmpagos saltados 
ou vagar de caracol 

quem os manda não sei eu 
se o nada que é tudo à vida 
ou se eu os finjo a mim mesmo 
para ser sem que decida. 


Agostinho da Silva 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Barómetro De Janeiro De 2017, Da Eurosondagem Para SIC/ Expreso

O primeiro-ministro cai pela primeira vez, desde que foi eleito, na popularidade.

António Costa tem neste estudo uma popularidade de 30,7 pontos, com uma queda de 1,2%.

Contudo é Passos Coelho, líder do PSD e que tem um terço da popularidade de Costa, que regista a maior queda, menos 3,1%, ficando com um saldo de 11,5 pontos.

Já Assunção Cristas segue Passos Coelho de perto com 10,2 pontos.

A par de António Costa, também o PS diminuiu 0,7% nas intenções de voto, passando para 37,3%.

Já o PSD regista 30%, BE 9,5%, PCP 7,8% e CDS 6,9%.

Jerónimo de Sousa segue a tendência de descida de popularidade, com menos 0,9%, com 9,4 pontos.

Catarina Martins caiu 1,5%, ficando com 7,3 pontos.

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa foi o único a subir na popularidade, para 56,9 pontos. 

Mais Importante Do Que Uma Decisão, É O Sinal Que Transmite

Por vezes, mais importante do que uma decisão em si mesma, é o sinal que transmite. E este governo tem revelado um gosto preocupante pelo regresso ao passado. Ou será que os empresários são tão medíocres que a geringonça terá de tomar conta de tudo: transportes públicos, banca, agricultura e tudo o mais. E cantaremos todos a Internacional...

Vitor Rainho, Ji 

A Palavra É ...

A palavra é metade de quem a pronuncia e metade de quem a escuta.

Montaigne