A cientista Patrícia Madureira, que faz parte da equipa, explica que foram analisados os dados de centenas de pacientes e que "a maior taxa de mortalidade se verificava naqueles que tinham os níveis da proteína mais elevados"
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terça-feira, 14 de março de 2017
O Radicalismo Que Domina Presentemente O Estado E A Sociedade
Pelo menos os principais "meios" de decisão pública, anda a dar caça a tudo o que ressuma independência de espírito. Seja essa independência de ordem pessoal, institucional ou, desejavelmente, as duas. A diferença para o que se passou entre 1974 e 1975 é que, nessa altura, o PS campeava pelas liberdades públicas contra o que tinha acabado (a Ditadura) e contra o que podia ter começado (um "frentismo popular" liderado pelo PC e pela extrema-esquerda militar). O PC, ironicamente, conseguiu agora o que o fez abandonar, no Verão precário de 1975, uma coisa chamada "frente de unidade revolucionária", a FUR: juntar o PS àquilo a que sempre apelidou de "forças democráticas e progressistas". E, mais do que juntar o PS, tê-lo na mão (e à mão) a liderar um governo apoiado pelos herdeiros da FUR. Os sinais adensaram-se nas últimas semanas com os conluios "cesaristas" contra o governador (independente) do Banco de Portugal, contra o Conselho de Finanças Públicas (independente), contra as comissões parlamentares de inquérito incómodas para o poder e contra a opinião livre. Tudo é imediatamente conotado com a "Direita" e, em momentos de pulhice bloquista, com a "extrema-direita". O presidente da República, pela primeira vez no regime e muito satisfeito, parece estar mais com uns do que com outros quando o sistema constitucional em vigor o presume presidente de todos.
Excerto do artigo de João Gonçalves, 'Esta Portugalidade nova que nos pastoreia', JN
Excerto do artigo de João Gonçalves, 'Esta Portugalidade nova que nos pastoreia', JN
A Progressiva E Continuada Perda de Confiança Nos Partidos
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| De:Nuno Garoupa |
A confiança nos partidos políticos em Portugal é bastante limitada. Segundo o indicador "Confiança nos Partidos Políticos" do Portal da Opinião Pública da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a percentagem de portugueses que confia nos partidos está abaixo dos 20% desde 2006. Nesta segunda década do século XXI, o valor médio tem rondado os 15%, com oscilações entre os 9% (maio de 2013 e junho de 2014) e os 18% (novembro de 2012). Valores tão baixos aproximam-nos dos nossos vizinhos onde a confiança nos partidos tem sido tradicionalmente mínima, como em Espanha (7%), Itália (6%) ou França (8%). Uma realidade muito distante da Escandinávia ou da Holanda (onde os valores andam nos 40%) ou mesmo da Alemanha (cerca de 30%). Temos, pois, uma democracia consolidada, mas onde os principais protagonistas - os partidos políticos - não merecem a confiança dos eleitores.
E como responderam os partidos a esta progressiva e continuada perda de confiança?
Mudaram?
Abriram-se?
Ficaram mais transparentes?
Preocuparam-se de alguma forma?
Não. Decidiram, sim, reforçar ainda mais o assalto às instituições do Estado e colonizar toda a atividade pública. Perdida qualquer veleidade de independência, qualquer respeito pelo mérito ou reconhecimento pela sociedade civil, os partidos políticos deturparam o espírito da democracia republicana e passaram a sujeitar tudo às conveniências dos seus aparelhos.(continuar a ler)
O Serviço Dos Dias ...
O serviço dos dias é apenas este: trazer dias, levar dias. O Tempo existe para apagar o Tempo.
Mia Couto
Mia Couto
segunda-feira, 13 de março de 2017
Uma Equipa de Investigadores Da Universidade Do Algarve Descobriu As Causas Da Resistência À Quimiotrapia
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| Foto: DR/Universidade do Algarve |
Os investigadores do Centro de Investigação de Biomedicina da Universidade do Algarve chegaram à conclusão de que há uma proteína resistente à quimioterapia, a TRIB 2, que contribui para a sobrevivência das células cancerígenas, tornando assim ineficazes os tratamentos e levando a um número significativo de mortes.
Tudo Mudou Para Tudo Ficar Na Mesma
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| Paulo Baldaia |
Senão, constatem:
Os funcionários públicos recuperaram rendimento, mas a classe média continua à espera do fim da sobretaxa.
O emprego aumentou ao mesmo tempo que aumentou a precariedade e diminuiu o salário médio.
O investimento, público e privado, continua mais ou menos parado.
Os juros da dívida aumentaram e levam-nos mais ou menos 5% de tudo o que produzimos anualmente no país.
Amortizar dívida continua a ser uma miragem.
Mas sim, dá a sensação que o país é outro, que dependemos apenas da nossa própria boa vontade, sem cuidarmos de perceber que geringonça não é apenas a coligação parlamentar, é todo o país e a economia que o sustenta.
Se eu fosse de direita seria capaz de desejar um milagre da esquerda e se fosse de esquerda estaria decidido a entregar o poder à direita para ela endireitar o país. Como verdadeiramente ninguém está a pensar no país a médio prazo, não há racionalidade nem altruísmo. Há a tática de jogo que consiste em ganhar um dia de cada vez para segurar o poder o máximo de tempo possível. Há o lado esquerdo, o lado direito e um sistema financeiro que, num mundo globalizado, rapidamente aprendeu a servir-se de tudo e de todos. Há a América que se radicaliza, uma Europa que implode e um povo a ver passar navios.
Podemos acreditar que a alternativa deu bons resultados, mas a única certeza que podemos ter é que, como se pensava, não há um caminho único. Isto funciona com austeridade de direita e austeridade de esquerda, mas nenhuma resolve os problemas estruturais do país.
Continuamos sem fazer as reformas estruturais, sem adaptar a legislação à globalização que nos entrou porta dentro, sem adaptar as relações de trabalho à competitividade que aumentou com essa globalização, sem acrescentar rigor à liberdade de circulação de capitais. E, com esta consciência da realidade, ganhamos o conforto de sabermos que pouco ou nada depende de nós.
Ainda assim, olhando para os principais protagonistas da vida política portuguesa, é tempo de lhes fazer uma avaliação pelo ano que passou nas suas novas existências. Pela ordem hierárquica:(ler aqui)
Tempos De Progresso São Precedidos Por Tempos De Desordem
“Assim como o caos tumultuado de uma tempestade traz uma chuva nutritiva que permite à vida florir, assim também nas coisas humanas tempos de progresso são precedidos por tempos de desordem. O sucesso vem para aqueles que conseguem sobreviver à crise.”
domingo, 12 de março de 2017
O Estranho Desinteresse Numa Investigação À Caixa
O desinteresse numa investigação à Caixa é tanto mais estranho quando sabemos que o banco do Estado integrava o núcleo duro de accionistas da PT, ao lado do BES e da Ongoing, e teve um papel importante no chumbo da OPA da Sonae. Sabemos o destino da empresa de telecomunicações e daqueles seus accionistas. Sabemos também as ramificações políticas daquele centro de poder durante a governação de José Sócrates, que estarão agora a ser investigadas na Operação Marquês.É sobre isto tudo que se está a colocar uma enorme pedra. Sobre isto e sobre o destino de uma parte dos 3.000 milhões que a Caixa perdeu por aí.
Mais uma diferença entre a Caixa, o BPN e o BES? No caso dos privados sabemos a origem dos respectivos “buracos” e os responsáveis estão entregues à justiça. Na Caixa, nem isso. Se houve, em determinado tempo, Ricardos Salgados, Oliveiras e Costa, Duartes Limas ou Dias Loureiros na Caixa nunca saberemos. Os partidos não deixam nem a À Caixacham importante que se saiba. E isso é inaceitável.
Fonte:Paulo Ferreira, ECO
Moura Na Casa Do Alentejo Em Lisboa
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| Imagem de capa da vortexmag.net |
Em comunicado o município declara que procura com esta iniciativa "debater os problemas de quem vive longe e conhecer a visão de quem está fora sobre o seu concelho", particularmente dos que "migraram e por lá (Lisboa) ficaram, e os jovens que lá estudam".
O município aproveita também para promover os produtos regionais, a gastronomia, o artesanato e a música mourense, ao mesmo tempo que será divulgado o Festival do Peixe do Rio e do Pão, que se realiza este ano de 9 a 11 de Junho, em Moura.
Uma "Democracia"? Diferente
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| De: Vasco Pulido Valente |
Não há razão para surpresas. Esta aliança de “frente popular” não se interessa por salvar ninguém da miséria ou por uma economia paralisada e pobre. Logo do princípio o seu grande objectivo foi ocupar e dominar o Estado, de maneira a nunca ser removida do poder. Uma política que Marcelo, na sua natural ligeireza e esquecido como sempre de que é Presidente, aprecia e jura que está de “pedra e cal” ou mesmo de “cimento armado” para eterna felicidade dos portugueses.
Desde que emergiu das combinações torpes de 2015 o governo só pensa, de facto, em alargar o Estado, revertendo as privatizações de Passos (a TAP e os transportes urbanos, por exemplo), aumentando o funcionalismo público e, agora, restaurando a sua progressão nas carreiras (na prática sempre corporativa, paroquial e automática).
Claro que qualquer instituição independente é para este benemérito regime uma provocação, seja o Conselho de Finanças ou a rede ferroviária. Segundo Jorge Coelho, “quem se mete com o PS leva”. Carlos Costa, Teodora Cardoso e outros réus de autonomia e liberdade própria vão agora levar com um “organismo de cúpula” que os meta na ordem e force a não destoar da mascarada estabelecida. Se a Geringonça durar acabaremos na “democracia diferente”, em que um cidadão ande bem vigiado e em que o governo controle a economia, como a que o dr. Cunhal nos preparava e, no “11 de Março”, esteve quase a impor.
Vasco Pulido Valente, OBSR
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