« Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.»
AK
O despacho de arquivamento dos processos contra Manuel Dias Loureiro e Oliveira e Costa, exarado pelo Ministério Público, é um exemplo de vício moral e insídia, incompatível com o mais simples sentimento de justiça. As acusações incluíam corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais e estariam relacionadas com o processo BPN, cuja duração ultrapassa os sete anos. O que já foi tornado público desse despacho revela que o Ministério Público não tem provas, não consegue fundamentar as suas acusações e não tem evidência para levar os arguidos a julgamento. Em vez de simplesmente arquivar, os autores do despacho tecem considerações sobre os comportamentos dos arguidos, revelam as suas suspeitas, declaram as suas intuições e referem a experiência comum das pessoas para reafirmar a sua convicção de que os arguidos são culpados. Só que... não têm provas nem conseguem demonstrar a culpa! Isto não é justiça!
A verdade é uma: não há como evitar a próxima explosão, como antecipar o próximo camião transformado em arma, como identificar o momento em que alguém com uma vida comum, uma história normal e uma família decide ser o próximo lobo solitário e assassinar em nome de uma causa qualquer. E esta ameaça está intimamente ligada com o que continuamos a querer ver como algo que não nos diz respeito.![]() |
| De:João Pereira Coutinho |
Os Estados Unidos lançaram esta madrugada (hora de Lisboa) um ataque com mísseis à Síria, visando alvos militares do regime de Bashar al-Assad, do qual terão resultado, pelo menos, quatro mortos. Segundo o Exército sírio terão sido seis as vítimas mortais.