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sexta-feira, 30 de junho de 2017
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Notícias Soltas
*Ministro da Defesa. Roubo em Tancos é "grave
*CGD. Primeiras conclusões conhecidas na 2ª feira
*Palavras do Governo: amor e enganos
*Morais Pires está na lista do 'saco azul' do GES
*Granadeiro diz que vendeu herdade por 15,7 milhões
*Fraude fiscal: Mendes alega nunca ter assessorado jogadores em matéria fiscal
*Alguns precários podem perder salário, admite o Govern
*“Estamos no século XXI e usamos uma contabilidade pública anterior ao Marquês de Pombal”
*CGD. Primeiras conclusões conhecidas na 2ª feira
*Palavras do Governo: amor e enganos
*Morais Pires está na lista do 'saco azul' do GES
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*“Estamos no século XXI e usamos uma contabilidade pública anterior ao Marquês de Pombal”
Quando Toda A Energia Do Governo É Em Última Análise Canalizada Para A Manutenção Do Seu Apoio, É Fatal ...
... Que o Estado se degrade e a pouco e pouco, se fragmente, se transforme em algo para inglês ver.
Não sei se há outras línguas que possuam, como a nossa, uma expressão como “para inglês ver”. Por mim, não me lembro de nenhuma. Mas é verdade que em Portugal cai às mil maravilhas. Sob o olhar do outro, do estrangeiro, vamos fingir que tudo corre como deve ser, civilizada e ordeiramente. Respeitamo-nos uns aos outros impecavelmente e cumprimos a lei. Mas saindo para fora do campo do olhar alheio tudo muda. O respeito e o resto eram ludíbrio e cada um se desenvencilha como pode, sacudindo, se a situação o reclamar, a água do seu capote. Vai-se ver e era tudo para inglês ver. Um artifício.
O problema é que às vezes o reino das aparências se desmorona às claras, aos olhos de todos. Nestes dias posteriores à tragédia de Pedrógão Grande viu-se isso na perfeição. (continuar a ler)
Não sei se há outras línguas que possuam, como a nossa, uma expressão como “para inglês ver”. Por mim, não me lembro de nenhuma. Mas é verdade que em Portugal cai às mil maravilhas. Sob o olhar do outro, do estrangeiro, vamos fingir que tudo corre como deve ser, civilizada e ordeiramente. Respeitamo-nos uns aos outros impecavelmente e cumprimos a lei. Mas saindo para fora do campo do olhar alheio tudo muda. O respeito e o resto eram ludíbrio e cada um se desenvencilha como pode, sacudindo, se a situação o reclamar, a água do seu capote. Vai-se ver e era tudo para inglês ver. Um artifício.
O problema é que às vezes o reino das aparências se desmorona às claras, aos olhos de todos. Nestes dias posteriores à tragédia de Pedrógão Grande viu-se isso na perfeição. (continuar a ler)
Imaginar ...
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Notícias Soltas
- Medina propõe medida que chumbou há sete meses
- SNS sem capacidade de resposta para a população
- Obras. Procjetos deficientes explicam alterações
- Paliativos deixam de pagar taxas moderadoras
- Precários do Estado: 19 mil pediram regularização
- Deco defende compensação para quem faz reciclagem
- Polícias manifestam-se esta quarta-feira
- Portugal já pode iniciar reembolso antecipado ao FMI
- Costa admite nova revisão do contrato com SIRESP
Porque Razão O Homem Após A Década De 70 Do século XX Não Voltou À Lua ?
A pergunta pode ter várias respostas. Entre as quais, aquela que comporta um argumento financeiro - os muitos milhões de dólares envolvidos numa missão deste tipo. Mas também têm sido invocados o desinteresse científico pelo astro ou o fim da corrida espacial que nos anos de 1960 foi protagonizada por norte-americanos e russos.
Há, todavia, uma resposta pouco explorada. Sabia que a superfície lunar, é composta na sua maioria por rochas e poeira?
Trata-se da poeira cinzenta, com origem na decomposição rochosa do solo lunar, que ao longo dos séculos se acumulou na superfície do satélite natural e que, por acção do tempo, da radiação, da falta de humidade e fraca gravidade se tornou um elemento muito fino e afiado. Segundo os cientistas da NASA, os astronautas que passaram pela Lua traziam nos fatos esse composto: um pó muito fino que se entranhava no equipamento e que com o tempo se tornava incómodo e desgastava os próprios tecidos, bem como as botas em contacto directo com o solo.
Uma ruptura nos fatos dos astronautas significaria a morte, por causa da ausência de oxigénio. Quem já foi a um dos vários museus espaciais dos Estados Unidos certamente não perdeu a oportunidade de ver um verdadeiro fato lunar, usado numa das missões Apollo. Fatos que se apresentam sujos, empoeirados, e que mostram o quão desafiador é o ambiente lunar.
Têm sido realizados vários testes em pedaços da camada exterior de um fato espacial. Em condições laboratoriais, o sistema consegue repelir mais de 85 por cento do pó lunar simulado. O próximo passo será provar que este conceito funciona em porções maiores num fato completo, diz Manyapu.
Solo marciano igual ao da Lua?
Sabe-se que há um problema com a poeira lunar, mas será que em Marte os astronautas vão encontrar dificuldades análogas? Uma missão a Marte comporta mais riscos do que uma viagem à Lua. Se uma viagem tripulada Terra-Lua-Terra demora em média uma semana, já para Marte vai ser preciso cerca de um ano, entre ida e regresso. Se o solo marciano apresentar as mesmas características da Lua, os astronautas precisariam de um vasto guarda-roupa, ou de um equipamento previamente preparado para essa eventualidade. A NASA ainda espera para enviar seres humanos a Marte. Todo o plano foi já criticado por não estar a ser colocado dinheiro suficiente no projecto, tal como a promessa da realização do voo tripulado no tempo previsto, em meados de 2030.
Estudantes do Departamento de Física na Universidade de Dakota do Norte explicam que ainda estão a investigar que tipo de poeira existe em Marte.
Fonte: RTP
Há, todavia, uma resposta pouco explorada. Sabia que a superfície lunar, é composta na sua maioria por rochas e poeira?
Trata-se da poeira cinzenta, com origem na decomposição rochosa do solo lunar, que ao longo dos séculos se acumulou na superfície do satélite natural e que, por acção do tempo, da radiação, da falta de humidade e fraca gravidade se tornou um elemento muito fino e afiado. Segundo os cientistas da NASA, os astronautas que passaram pela Lua traziam nos fatos esse composto: um pó muito fino que se entranhava no equipamento e que com o tempo se tornava incómodo e desgastava os próprios tecidos, bem como as botas em contacto directo com o solo.
| Crédito: NASA |
Têm sido realizados vários testes em pedaços da camada exterior de um fato espacial. Em condições laboratoriais, o sistema consegue repelir mais de 85 por cento do pó lunar simulado. O próximo passo será provar que este conceito funciona em porções maiores num fato completo, diz Manyapu.
Solo marciano igual ao da Lua?
Sabe-se que há um problema com a poeira lunar, mas será que em Marte os astronautas vão encontrar dificuldades análogas? Uma missão a Marte comporta mais riscos do que uma viagem à Lua. Se uma viagem tripulada Terra-Lua-Terra demora em média uma semana, já para Marte vai ser preciso cerca de um ano, entre ida e regresso. Se o solo marciano apresentar as mesmas características da Lua, os astronautas precisariam de um vasto guarda-roupa, ou de um equipamento previamente preparado para essa eventualidade. A NASA ainda espera para enviar seres humanos a Marte. Todo o plano foi já criticado por não estar a ser colocado dinheiro suficiente no projecto, tal como a promessa da realização do voo tripulado no tempo previsto, em meados de 2030.
Estudantes do Departamento de Física na Universidade de Dakota do Norte explicam que ainda estão a investigar que tipo de poeira existe em Marte.
Fonte: RTP
terça-feira, 27 de junho de 2017
Notícias Soltas
*Pedrógão Grande: SIRESP garante que não houve falhas
*Ataque cibernético na Ucrânia alastrou-se pela Europa (e já chegou a Espanha)
*Funcionários da Segurança Social detidos em esquema de legalização de imigrantes
*Oeiras e Setúbal falham reporte orçamental desde o início de 2017
*Cientistas do Porto inventam máquina que lava loiça em seis minutos
*Salesianos de Lisboa investigados por fuga do exame nacional de Português
*Ataque cibernético na Ucrânia alastrou-se pela Europa (e já chegou a Espanha)
*Funcionários da Segurança Social detidos em esquema de legalização de imigrantes
*Oeiras e Setúbal falham reporte orçamental desde o início de 2017
*Cientistas do Porto inventam máquina que lava loiça em seis minutos
*Salesianos de Lisboa investigados por fuga do exame nacional de Português
Dói Tudo, Mas Em Especial Ofende O Martírio, O Calvário Em Que Ficaram Tantas Pessoas
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| Foto do OBSR |
A nudez material e emocional das vítimas choca, especialmente por sabermos das contradições e incoerências que imperam na gestão dos dinheiros públicos. Por um lado a disputa anual dos ministros pelas verbas do Orçamento do Estado é um clássico eterno, por outro a única coisa que sabemos sobre a proposta para este ano é que há uma previsão de despesa na ordem dos 211 milhões de euros para a protecção civil e incêndios, mas ninguém sabe ao certo como será distribuído este dinheiro. Ou seja, ninguém nos garante que a aposta seja a prevenção, em vez de acabarmos a gastar a maior fatia no combate aos fogos. Quanto ao Fundo Florestal Permanente, também não se sabe quanto há, para quê.
O tempo, qualquer tempo, seja de facilidade ou adversidade, também tem que ser um tempo de oportunidade. Oportunidade para repensar estratégias no sentido de fazer mais e melhor; oportunidade para agilizar processos; oportunidade para averiguar causas, reordenar prioridades e canalizar verbas. O nosso dinheiro tem que ser criteriosamente gasto com quem necessita, em tempo útil, sem demoras desnecessárias.
Assim como a luz traz sempre consigo uma sombra, também a sombra é indissociável da luz. Uma não existe sem a outra e pensei nisto quando me deparei com a história do homem que perdeu os seus quatro primos da sua idade. E quando vi como o fogo e a dor por todas as perdas extenuaram os olhos dos sobreviventes que vamos conhecendo. Todos têm os olhos carregados de sombras, mas está nas nossas mãos ajudá-los a acreditar que voltarão a ver luz.
Excertos do artigo de Laura Alves, hoje no OBSR
O Amanhecer... Doutra Era ?
É impossível que o tempo actual não seja o amanhecer doutra era, onde os homens signifiquem apenas um instinto às ordens da primeira solicitação. Tudo quanto era coerência, dignidade, hombridade, respeito humano, foi-se. Os dois ou três casos pessoais que conheço do século passado, levam-me a concluir que era uma gente naturalmente cheia de limitações, mas digna, direita, capaz de repetir no fim da vida a palavra com que se comprometera no início dela. Além disso heróica nas suas dores, sofrendo-as ao mesmo tempo com a tristeza do animal e a grandeza da pessoa. Agora é esta ferocidade que se vê, esta coragem que não dá para deixar abrir um panarício (...) sem anestesia, esta tartufice, que a gente chega a perguntar que diferença haverá entre uma humanidade que é daqui, dali, de acolá, conforme a brisa, e uma colónia de bichos que sentem a humidade ou o cheiro do alimento de certo lado, e não têm mais nenhuma hesitação nem mais nenhum entrave.
Miguel Torga
Miguel Torga
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