Pesquisar neste blogue

sábado, 1 de julho de 2017

Amar É Aproximar ...

Amar é aproximar. Fazer próximo quem está mais longe. Dar mais espaço a quem esteja demasiado perto.

 José Luís Nunes Martins 

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Notícias Soltas


Emoção E Poder

No mundo em que vivemos a política, aspirante a gerir as pessoas e os recursos, depende muito da emoção. Porventura mais do que outrora.

A emoção explica mais do que em qualquer outro tempo a força do carisma, a legitimação da autoridade e a credibilização dos argumentos.

Ninguém tem tempo nem estofo nem capacidade para analisar, ajuizar e concluir sobre as milhares de questões técnicas, especializadas e complexas que a política gere e decide. Ninguém compreende os discursos e os debates a não ser pela clareza e pela convicção. E pela emoção de estar vinculado. E pela confiança que a relação emocional gera nos governados. Confia-se pela relação emotiva que se estabelece tacitamente com quem nos governa e nos guia. Acredita-se pela fidúcia de que o Estado e as suas ramificações estão concentrados no preenchimento das funções que nos possibilitam e garantem um modo de vida e uma gravidade de segurança.

Pois bem. Mais do que qualquer outro no passado recente, o poder que Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa implementaram funda-se justamente nessa linha transversal – ligar o país emocionalmente à sua presença e à sua conduta. De “afeto” e de “otimismo”.

Digerir uma tragédia como a de Pedrógão Grande é o grande teste desde poder bifronte. Nada será como antes.

A estratégia de comunicação “controladora” falhou, pois partiu para o terreno com premissas falsas ou desconhecidas e terrivelmente desmentidas pelas horas seguintes de horror e colapso. Neste mundo em que vivemos, a verdade, se diferente da “realidade”, vira-se sempre contra os mensageiros. E a verdade era de grande violência, convenhamos. Verdade feita de morte dolorosa, que é vivida com grande impacto coletivo, com maior ou menor dimensão. Esta foi nacional. Perdura. Arrasta-se no encontrar de respostas. Afunda-se nas incertezas e nas contradições.

Pela primeira vez, o cordão emocional de Marcelo e Costa com os portugueses falhou. Com estrondo. É a partir daqui que vamos partir para a segunda fase deste poder.

Excertos do artigo de Ricardo Costa, Ji 

Levados Pela Correnteza ?

Só os peixes mortos são levados pela correnteza. 

Hoffman 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Notícias Soltas

*Ministro da Defesa. Roubo em Tancos é "grave

*CGD. Primeiras conclusões conhecidas na 2ª feira 

*Palavras do Governo: amor e enganos

*Morais Pires está na lista do 'saco azul' do GES 

*Granadeiro diz que vendeu herdade por 15,7 milhões 

*Fraude fiscal: Mendes alega nunca ter assessorado jogadores em matéria fiscal 

*Alguns precários podem perder salário, admite o Govern

*“Estamos no século XXI e usamos uma contabilidade pública anterior ao Marquês de Pombal”

Quando Toda A Energia Do Governo É Em Última Análise Canalizada Para A Manutenção Do Seu Apoio, É Fatal ...

...  Que o Estado se degrade e a pouco e pouco, se fragmente, se transforme em algo para inglês ver.

Não sei se há outras línguas que possuam, como a nossa, uma expressão como “para inglês ver”. Por mim, não me lembro de nenhuma. Mas é verdade que em Portugal cai às mil maravilhas. Sob o olhar do outro, do estrangeiro, vamos fingir que tudo corre como deve ser, civilizada e ordeiramente. Respeitamo-nos uns aos outros impecavelmente e cumprimos a lei. Mas saindo para fora do campo do olhar alheio tudo muda. O respeito e o resto eram ludíbrio e cada um se desenvencilha como pode, sacudindo, se a situação o reclamar, a água do seu capote. Vai-se ver e era tudo para inglês ver. Um artifício.

O problema é que às vezes o reino das aparências se desmorona às claras, aos olhos de todos. Nestes dias posteriores à tragédia de Pedrógão Grande viu-se isso na perfeição.  (continuar a ler

Imaginar ...



Imaginar é o princípio da criação. Nós imaginamos o que desejamos, queremos o que imaginamos e, finalmente, criamos aquilo que queremos.


Bernard Shaw 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Notícias Soltas

Porque Razão O Homem Após A Década De 70 Do século XX Não Voltou À Lua ?

A pergunta pode ter várias respostas. Entre as quais, aquela que comporta um argumento financeiro - os muitos milhões de dólares envolvidos numa missão deste tipo. Mas também têm sido invocados o desinteresse científico pelo astro ou o fim da corrida espacial que nos anos de 1960 foi protagonizada por norte-americanos e russos.

Há, todavia, uma resposta pouco explorada. Sabia que a superfície lunar, é composta na sua maioria por rochas e poeira?

Trata-se da poeira cinzenta, com origem na decomposição rochosa do solo lunar, que ao longo dos séculos se acumulou na superfície do satélite natural e que, por acção do tempo, da radiação, da falta de humidade e fraca gravidade se tornou um elemento muito fino e afiado. Segundo os cientistas da NASA, os astronautas que passaram pela Lua traziam nos fatos esse composto: um pó muito fino que se entranhava no equipamento e que com o tempo se tornava incómodo e desgastava os próprios tecidos, bem como as botas em contacto directo com o solo.

Crédito: NASA
Uma ruptura nos fatos dos astronautas significaria a morte, por causa da ausência de oxigénio. Quem já foi a um dos vários museus espaciais dos Estados Unidos certamente não perdeu a oportunidade de ver um verdadeiro fato lunar, usado numa das missões Apollo. Fatos que se apresentam sujos, empoeirados, e que mostram o quão desafiador é o ambiente lunar.

Têm sido realizados vários testes em pedaços da camada exterior de um fato espacial. Em condições laboratoriais, o sistema consegue repelir mais de 85 por cento do pó lunar simulado. O próximo passo será provar que este conceito funciona em porções maiores num fato completo, diz Manyapu.

Solo marciano igual ao da Lua?

Sabe-se que há um problema com a poeira lunar, mas será que em Marte os astronautas vão encontrar dificuldades análogas? Uma missão a Marte comporta mais riscos do que uma viagem à Lua. Se uma viagem tripulada Terra-Lua-Terra demora em média uma semana, já para Marte vai ser preciso cerca de um ano, entre ida e regresso. Se o solo marciano apresentar as mesmas características da Lua, os astronautas precisariam de um vasto guarda-roupa, ou de um equipamento previamente preparado para essa eventualidade. A NASA ainda espera para enviar seres humanos a Marte. Todo o plano foi já criticado por não estar a ser colocado dinheiro suficiente no projecto, tal como a promessa da realização do voo tripulado no tempo previsto, em meados de 2030.

Estudantes do Departamento de Física na Universidade de Dakota do Norte explicam que ainda estão a investigar que tipo de poeira existe em Marte.

Fonte: RTP

Abraçar É ...



«Abraçar é encostar um coração no outro.»