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domingo, 27 de agosto de 2017

Boa Noite !



Ainda que as provações se tornem imensas, tenha fé e confie ... deixe que a serenidade da paz lhe traga a sabedoria e a humildade para superar todas as dificuldades.
Tenha uma Boa Noite.

sábado, 26 de agosto de 2017

Notícias Soltas

*Mais de cem operacionais e três meios aéreos combatem fogo em Foz Côa




Esta É A Frase

Dantes um dos critérios do sucesso público era a eficácia com que se escondia a cama. Hoje é muito útil trazê-la para a rua e mudar os lençóis na cara dos transeuntes. A alteração é boa? Má? É o que é.

Alberto Gonçalves,' Rapsódia em Agosto:meninos,meninas, medricas e outras mariquices' ,OBSR 

O Sonho Da Igualdade ...

O sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças.

AC 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Notícias Soltas

O Politicamente Correcto É Um Sinal Do Que Pode Vir A Ser Um Ocidente Em Declínio

A crer nos apóstolos do politicamente correcto, o passado foi um horror e a sua memória e os seus monumentos deviam ser abolidos. Mas o presente, apesar de constantes “vitórias”, não é melhor: nunca o racismo foi tão grave, nunca a homofobia foi tão alta, nunca a misoginia foi tão aguda. Não há progresso. Porquê? Porque as pessoas, deixadas em liberdade, tendem ao erro e à malícia, como outrora tendiam ao pecado. Há sempre uma piada reveladora, um gesto sintomático. O problema é, portanto, a liberdade. O politicamente correcto tem assim de pressupor um poder absoluto, capaz de fiscalizar todas as relações, de modo a extirpar todos os preconceitos e impurezas, tenham a forma de um piropo ou de uma cortesia. Por enquanto, vai havendo a caça às bruxas nas redes sociais.

O politicamente correcto é um sinal do que pode vir a ser um Ocidente em declínio: uma aglomeração paroquial de pequenos lóbis identitários, em disputas absurdas, sob a vigilância de um poder despótico. Parece que era assim Bizâncio antes da conquista muçulmana. (ler aqui o artigo completo)

Nada É Certo

Ninguém avança pela vida em linha recta. Muitas vezes, não paramos nas estações indicadas no horário. Por vezes, saímos dos trilhos. Por vezes, perdemo-nos, ou levantamos voo e desaparecemos como pó. As viagens mais incríveis fazem-se às vezes sem se sair do mesmo lugar. No espaço de alguns minutos, certos indivíduos vivem aquilo que um mortal comum levaria toda a sua vida a viver. Alguns gastam um sem número de vidas no decurso da sua estadia cá em baixo. Alguns crescem como cogumelos, enquanto outros ficam inelutávelmente para trás, atolados no caminho. Aquilo que, momento a momento, se passa na vida de um homem é para sempre insondável. É absolutamente impossível que alguém conte a história toda, por muito limitado que seja o fragmento da nossa vida que decidamos tratar. 

Henry Miller

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Notícias Soltas


*Libertado mais um suspeito do atentado terrorista em Barcelona



Preocupante É Perceber Que Ainda Existe Mercado Para Livros Só Para Meninos Ou Só Para Meninas

A propósito dos episódios que têm marcado este Verão demasiado quente. O último foi a “recomendação” do Governo para que fossem retirados do mercado livros pré-escolares para meninos e para meninas. A editora aceitou a “recomendação” do Governo e retirou os livros. Independentemente da opinião que tenhamos, sobre a iniciativa da editora, a questão que se coloca é: porque é que um Governo se mete num assunto destes? Os livros, que se saiba, não são (ou eram?) manuais escolares indicados pelo Estado.
Aquela pergunta suscita uma outra: até onde vai a liberdade de cada um, incluindo das crianças? (...) O que parece estarmos a fazer é a substituir uma discriminação por outra discriminação – a menina tinha de ajudar a mãe e agora está proibida de o fazer ou o menino gosta é de brincar com carrinhos mas tem de brincar também com bonecas.
O que é preocupante na iniciativa da Porto Editora é perceber que ainda existe mercado para livros só para meninas e só para meninos. Essa é a pergunta que temos de fazer: porque é que ainda é rentável? 
A desigualdade de género – como as outras – é infelizmente uma realidade e parte da educação que se tem em casa. Para corrigir isso pouco ou nada se fez. Muito menos se resolve censurando livros. A iniciativa do Governo apenas impede que se conheça a realidade. E sem conhecer a sociedade nada se corrige.(Helena Garrido, OBSR)
Envergonha pela audácia dos censores.(...) Podiam fazer como é normal em qualquer sociedade democrática: criticar os livros, abrir porventura um debate sobre se é possível haver actividades diferentes para meninas e rapazes, mas isso cobri-los-ia de ridículo (basta de resto olhar para os desenhos que alegadamente teriam estereótipos de sexo para soltar uma valente gargalhada com a parvoíce destes inquisidores). Mas em vez da discussão preferiram a intimidação abusando do seu poder administrativo.
E envergonha pelo servilismo do editor, porventura racional do ponto de vista do seu negócio num país onde o Estado e os governos mandam em tudo, mas uma lástima se pensarmos no que é a missão de quem imagina e produz livros.
Mas não me surpreende que assim seja, pois estamos submetidos às estritas regras e códigos de conduta da chamada “ideologia do género”, uma nova ortodoxia contra a qual poucos levantam a voz. Mas que não pode passar sem que a contestemos.
Até porque a fúria destes indignados toca a todos – e tanto que toca que agora até agarrou nas suas teias um ícone da esquerda planetária, o cantor Chico Buarque, de repente acusado de machismo por causa da letra de uma canção. ( José Manuel Fernandes, 'A censura, a javardice e o politicamente correcto')

Muitas Pessoas Estão Ocupadas Só Para Disfarçar ...

Muitas pessoas estão ocupadas só para disfarçar a ansiedade; o seu activismo é um modo de fugir de si mesmas. Elas obtêm um pseudo e temporário senso de vivacidade correndo de um lado para o outro, como se estivessem realizando algo só pelo facto de se movimentarem, ou como se estarem ocupadas fosse uma prova de sua importância.


Rollo May