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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O Que Mata Um Jardim Não É O Abandono ...

O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente…  E assim é com a vida, você mata os sonhos que finge não ver.

Mario Quintana

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Notícias Soltas

Esta É A Frase

Descongela e põe no frigoríficoO governo inventou ontem o descongelamento de carreiras sem impacto no Orçamento de Estado. O que é isso? Nenhuma ideia. Mas, por favor, palmas para os grandes artistas. O segredo da actual solução de governo sempre
consistiu num jogo de sombras politicas: o governo finge que dá mais do que
efectivamente dá.

João Miguel Tavares, Público 

Tudo É Nada, E Tudo ...



Tudo é nada, e tudo 
Um sonho finge ser. 
O ‘spaço negro é mudo. 
Dorme, e, ao adormecer, 
Saibas do coração sorrir 
Sorrisos de esquecer. 


Fernando Pessoa 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Notícias Soltas (act)




Há Uma Estranheza, Um Vento Que Sopra Desconhecido, Um Inconforto, Uma Colecção De Irresponsabilidades

Há uma estranheza. Um vento desconhecido. Um inconforto que se confunde com vergonha. Uma colecção de irresponsabilidades políticas, desmazelos estatais, actos de irracionalidade. É uma sensação pouco definível mesmo para quem lida com as palavras. Que vento é este que sopra?

- O país parece capturado pela sua própria incapacidade de travar a roda da irracionalidade. (...)

- É como se estivéssemos diante de um escaparate onde se misturam comportamentos insólitos, propósitos irresponsáveis, gestos disfuncionais .(...)

- O balanço é malsão: de um lado, quem interessa e quem conta para o trio político que diz governar-nos; do outro, um país deixado de fora das prioridades, das escolhas e das atenções do terceto político em causa. (...)

- Começam a ser inquietantes as “descobertas” de algumas decisões obscuras da governação. Como a última conhecida e não desmentida, assinada pelo futuro ou ex-futuro líder do Eurogrupo (tão depressa Centeno vai como não vai, processo bizarro, que se ressuscita ou se enterra conforme é conveniente puxar ou não pelos galões do sempre risonho titular das Finanças). Rezam porém as notícias que Centeno guardou a sete chaves os milhões deixados por Paulo Macedo para modernizar o IPO, preferindo para eles destino eleitoralmente mais propício et pour cause-me para que cativas, dir-te-ei quem és, e deste adágio não se livra o ministro, tão eloquente ele é (o adágio). (...) Os prejuízos estão já aliás devidamente contabilizados. Só não são maiores ainda porque para matar a fome de despesa da esquerda radical, justamente se “cativa”. Cativa-se em detrimento de prioridades sérias e escolhas imperativas como seria cuidar do IPO. Cativa-se porque facilita a vida, cativa-se para financiar a colecção de exigências de um acordo político ruinoso.

 O pior não é “isto”.Não é haver muito país afogado em selfies e afectos, celebrando a geringonça e os seus feitos , festejando quase com lágrimas de felicidade a dupla Costa/Marcelo tão “culta”, “aberta”, “simpática”, “próxima”. É lá com eles (e com os filhos que pagarão a conta dos feitos e afectos). O que me confunde é o tão espesso silêncio do que sobra do mundo que não cabe nesse país.

(Tópicos do artigo de Maria João Avillez no OBSR - leiam e meditem)

Anarquia ...

A anarquia está em todas as partes quando a responsabilidade não está em nenhuma. 

Gustave Le Bon

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Notícias Soltas



Como É Que Se Pode Melhorar O SNS - Enquanto Ministros E Secretários De Estado Não Se Dispuserem A Marcar Consultas E Exames Em Hospitais Públicos

Só percebendo que teriam que esperar meses ou anos e, depois, perder horas infinitas em salas onde não há cadeiras para todos, à espera de serem chamados para as ditas consultas, é que teriam uma noção da afinação possível e desejável nos serviços que dirigem.
Mais, quem nunca atravessou corredores frios e intermináveis com um filho ao colo, a arder em febre, nem teve que acompanhar mãe ou pai em cúmulo de dores para fazerem Raios X em espaços frios e desolados, nem falhou a sua própria consulta por ouvir mal e não perceber nada do que dizem os altifalantes roufenhos, velhos e gastos, que chamam os doentes para as consultas, não sabe o que padecem muitos dos que acorrem às urgências e às consultas de rotina, onde tantos doentes e velhinhos passam a vida. Se fosse possível contabilizar todas as horas de hospital e de transportes para conseguirem chegar de madrugada, a horas de sacar uma senha abaixo do número 100 para tirarem sangue e fazerem outras análises para, no fim da manhã ou início da tarde, serem vistos por médicos que muitas vezes nem tempo têm para os olhar nos olhos, verificaríamos que muitas destas pessoas desperdiçam demasiado tempo da sua vida neste circuito infernal.
Laurinda Alves, OBSR

E ... Hoje, É Já Outro Dia

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.


Fernando Pessoa