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domingo, 24 de dezembro de 2017

O Presépio Segundo A Referência Cristã

 O presépio, segundo a referência cristã remete para o nascimento de Jesus em Belém, na companhia de José e de Maria. 
Conta a Biblia no livro de Lucas 2:1-7 que, por motivo de recenseamento de toda a Galileia, José e Maria foram para as imediações da Judéia, na cidade de Davi, chamada de Belém. De acordo com a mesma fonte, após o nascimento, ele foi envolto em panos e deitado em uma manjedoura destinada á alimentação de animais, pois não havia lugar para eles na estalagem, e foi reconhecido, após nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo, de acordo com o livro de Lucas 2:10-16, e, uns dois anos mais tarde, não na manjedoura, mas na casa de Jesus, por reis magos vindos do oriente, guiados por uma estrela, os quais ofereceram ouro, incenso e mirra à criança, de acordo com o livro de Mateus 2:1-12.
Segundo a Bíblia no livro de Mateus 2:13-18, estes acontecimentos ocorreram no tempo do rei Herodes, que teria mandado matar todas as crianças de 2 anos para baixo, por medo de perder o seu trono para o futuro rei dos judeus..
É Natal ! Que o Menino Jesus ilumine o Natal com a esperança de dias melhores e momentos especiais em suas vidas.

Natal


Nasce um Deus. Outros morrem. A verdade 
Nem veio nem se foi: o Erro mudou. 
Temos agora uma outra Eternidade, 
E era sempre melhor o que passou. 

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra. 
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto. 
Um novo Deus é só uma palavra. 
Não procures nem creias: tudo é oculto. 

Fernando Pessoa

sábado, 23 de dezembro de 2017

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Notícias Soltas









Eis Os Novos Ditadores Que Antigamente Se Preocupavam Com Os Pobres E Agora Querem É Ser Os Verdadeiros Diáconos Remédios

Quer isto dizer que, num futuro próximo, os deputados deverão votar o fim da atividade circense, pois podem concluir que os palhaços se sujeitam a humilhações desnecessárias, e que os trapezistas correm perigo de vida, o que não faz qualquer sentido. Talvez se safem os ilusionistas, desde que não usem truques que possam induzir as criancinhas em enganos.
O mundo está mesmo perigoso por causa destes ditadores de costumes que querem à força mudar hábitos e práticas aceites pela maioria da população.
Que se veja e fiscalize se os animais são maltratados, parece óbvio. Agora que se acabe com os números dos cavalos, zebras e até leões é inacreditável. Mas mais inacreditável é se a legislação se aplicar, por exemplo, aos zoomarines, onde os golfinhos e focas fazem as delícias das crianças e adultos.
E, ao que se sabe, nenhum circo digno ou um zoomarine de respeito tratam mal os seus animais. Por este andar, as forças policiais também perderão a companhia dos cães, já que os deputados que votaram ontem a proibição dos animais em atividades de diversão poderão concluir que os canídeos policiais sofrem de maus tratos.
Não terão outras preocupações mais prementes os ilustres representantes da nação? Na história da esquerda e direita, cabia aos primeiros lutar pelo slogan “é proibido proibir”. A direita, mais conservadora por natureza, adorava proibições, mas esse papel foi ocupado pela esquerda outrora libertária que não descansa enquanto não fizer o mundo à sua imagem: intolerante com tudo o que não concorda.
É a história da proibição de se fumar em locais públicos, alguns dos quais ao ar livre, embora aqui esquerda e direita estejam de acordo. É o caso do álcool em que jovens com 16 anos se podem casar mas não podem beber e por aí fora.
O mundo está mesmo a tornar-se perigoso com estes novos ditadores que antigamente se preocupavam com os pobres e que agora querem é ser os verdadeiros diáconos remédios. 
Vitor Rainho, CM

Chegou O Inverno

A palidez do dia é levemente dourada.
O sol de Inverno faz luzir como orvalho as curvas
                Dos troncos de ramos secos.
                O frio leve treme.

Ricardo Reis
(Heterónimo de Fernando Pessoa)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Notícias Soltas (act.)





Audiência Parlamentar Do Ministro Vieira da Silva Contribuiu Para Criar Uma Espécie De Nuvem De Fumo Que Visa Ilibá-lo De Qualquer Responsabilidade

Tudo o que deveria ter sido esclarecido na audiência parlamentar do ministro Vieira da Silva não só não o foi como contribuiu para criar uma espécie de nuvem de fumo que visa ilibá-lo de qualquer responsabilidade
Na passada segunda-feira, ao fim da tarde, procurei saber pela rádio e pelas televisões da audiência parlamentar com o ministro do Trabalho a propósito do escândalo da “Raríssimas”. Após ouvir a Antena 1, a TSF e depois ver a SIC e a RTP fiquei com a ideia que Vieira da Silva havia saído em ombros e só não foi aplaudido por pudor. 

Nada ganhou com a sua passagem pela associação (dois anos como membro da assembleia geral), nada sabia do BMW, dos ordenados e do nepotismo instituído, parece que só lhe chegaram ao ouvido umas vagas irregularidades e quanto a essas terá aconselhado o Ministério Público, enfim “estava tranquilo e continua tranquilo”. Foi aí que fiquei intranquilo. 

Valha-nos esta modernice tecnológica de rebobinarmos qualquer canal televisivo e recuperei o Jornal das Oito da TVI. Parecia que a realidade era outra. Ou melhor, os jornalistas da TVI haviam seguramente assistido a outra audiência parlamentar que não aquela que a Antena 1, TSF, SIC e RTP relataram. Aí a minha intranquilidade acentuou-se. É que o poder das imagens é extraordinário. Bastou a TVI mostrar a intervenção de um deputado, não recordo qual, a mostrar a cópia da primeira denúncia dirigido ao ministro em janeiro de 2017, e outra em março e outra em junho e mais outra em setembro e mais outra e outra, depois perguntar quantas são necessárias para desencadear uma reacção do ministro e este refugiar-se na diferença entre irregularidades” e “gestão danosa” para se mergulhar, sem preparação, nas “verdades alternativas” e no “lava mais branco”. 

Ou seja, em boa verdade, tudo o que deveria ter sido esclarecido na audiência parlamentar do ministro Vieira da Silva não só não o foi como contribuiu para criar uma espécie de nuvem de fumo que visa ilibá-lo de qualquer responsabilidade política. (continuar a ler)

Nota:A ex-presidente da Raríssimas, Paula Brito da Costa, foi constituída arguida na sequência de uma investigação do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa.
Paula Brito da Costa estará indiciada pelos crimes de peculato, falsificação de documentos e recebimento indevido de vantagem, confirmou a Procuradoria Distrital de Lisboa.Esta quinta-feira de manhã, dezenas de agentes da PJ procedem a buscas na sede da Raríssimas, na casa de Paula Brito da Costa e no gabinete do ex-secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado.