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domingo, 28 de janeiro de 2018
É Difícil Perceber Por Que Diabo A Misericórdia de Lisboa Quer Comprar parte Do Montepio
É difícil perceber por que diabo quer a Misericórdia de Lisboa comprar parte do banco do Montepio. Não se consegue entender. A tentação do negócio? A atracção sedutora e fatal da banca? A importância social e política? Ou simplesmente. Os riscos desta operação são enormes. Uma instituição em bom estado, com um orçamento superior a 200 milhões de euros, vai exercer funções fora do seu estatuto para se perder numa outra em mau estado. Será que o governo quer arranjar alguém que resolva o banco sem ter de gastar o seu dinheiro e sem agravar o défice? Mas a Santa Casa é do Estado Quer o governo evitar a resolução e a falência (como os outros bancos conhecidos)? Vai o governo ficar com dois problemas graves (Montepio e Santa Casa) em vez de um só? obedecer ao governo?
Há evidentes riscos para milhares de pensionistas do Montepio, para outros tantos doentes, pobres, idosos e crianças apoiados pela Santa Casa. É chocante a irresponsabilidade dos governantes! E ainda mais surpreendente é a quase ausência de protestos na opinião pública. Só não se espanta quem pensa que os portugueses estão já tão moralmente corruptos que não se importam com a destruição de instituições de apoio social, em nome de opções políticas de oportunidade.(ler artigo completo)
Paciência
"A paciência serve de proteção contra injustiças como as roupas contra o frio. Se você veste mais roupas com o aumento do frio, este não terá nenhum poder para feri-lo. De forma idêntica você deve crescer em paciência quando se encontra em grandes dificuldades e elas serão impotentes para atormentar a sua mente."Leonardo da Vinci
sábado, 27 de janeiro de 2018
É A Política Que Temos
Um primeiro-ministro ataca a EDP e a Altice em pleno Parlamento, um líder do PSD questiona o governo sobre a escolha de uma empresa multinacional por Lisboa (por sinal, escolheu Oeiras…). E quando é que percebemos que não cabe ao Estado substituir-se às empresas nas suas opções, sobretudo ou especialmente quando não há qualquer envolvimento de dinheiros públicos? E quando é que contribuímos para uma separação clara entre os governos e as empresas. E quando é que libertámos a sociedade civil – e empresarial – da necessidade de correr para os braços dos governos?
Esta semana, Ricardo Arroja escreveu no ECO sobre o ‘liberalismo de Estado” de Rui Rio. Não foi necessário esperar muito para se mostrar uma análise tão acertada. E desta vez, nem precisou da ajuda do governo… O ministro-adjunto Pedro Siza Vieira veio repetir o que já tinha sido dito, o governo não decidiu a localização da Google. Sim, por estranho que possa parecer, há empresas que decidem sem a intervenção dos governos, que fazem opções em função dos seus interesses, sem pedirem ao Estado que decida por elas.(continuar a ler)
Esta semana, Ricardo Arroja escreveu no ECO sobre o ‘liberalismo de Estado” de Rui Rio. Não foi necessário esperar muito para se mostrar uma análise tão acertada. E desta vez, nem precisou da ajuda do governo… O ministro-adjunto Pedro Siza Vieira veio repetir o que já tinha sido dito, o governo não decidiu a localização da Google. Sim, por estranho que possa parecer, há empresas que decidem sem a intervenção dos governos, que fazem opções em função dos seus interesses, sem pedirem ao Estado que decida por elas.(continuar a ler)
Estas São As Frases
Para cúmulo, no espasmo vale tudo e confunde-se tudo. Confunde-se estupros com festinhas no ombro, chantagens com piropos, violência com engates e, principalmente, mulheres que foram abusadas de facto com mulheres que fingem ter sido abusadas de modo a não perderem lugar na plateia dos linchamentos. É evidente que, ao valorizar-se vítimas imaginárias de crimes imaginários, acaba-se a desvalorizar-se vítimas reais de crimes medonhos. E acaba-se a colaborar no crime.E aquilo do sr. Lula? Alguém acredita que um socialista possa ter delapidado em diversos milhões o povo que tanto adora? Alguém acredita que um ex-sindicalista possa ser um rematado ladrão? Alguém acredita que o homem que cruzou o oceano para apresentar uma obra de José Sócrates possa estar no centro de um dos maiores esquemas de corrupção que o mundo conheceu? Eu não acredito. Para mim, é golpe.
Alberto Gonçalves, OBSR
A Decisão
Pensamos para decidir bem, mas o momento da decisão não é racional. Decidir é passar da deliberação à ação, deixando o pensamento para trás. A decisão implica sempre uma cisão, uma rutura, um corte.
O momento crítico da decisão é uma espécie de salto interior que estabelece uma distância enorme entre o antes e o depois. Um instante chega para que mudemos de rumo e comecemos um novo capítulo na história da vida.
Decidir é preferir entrar por uma porta, o que implica preterir todas as outras. E há quem não consiga aceitar que a vida é feita de sacrifícios que exigem deixar para trás coisas boas, em vista de outras, melhores.
As dúvidas e incertezas não desaparecem com a decisão. Muitas vezes, se lhe dermos espaço interior, até aumentam. No entanto, como é tempo de aplicar o que se determinou, devemos guardar para depois as análises e avaliações. Se passarmos o tempo à espera de resultados, não fazemos nada. Há tempo para pensar e tempo para agir. Decidir não é só mudar de um tempo de meditação para outro.
As consequências das nossas resoluções são sempre mais do que aquelas que nos é possível prever. Mas decidir é abrir portas e avançar, não é fechá-las e escondermo-nos.
Se não souberes para onde ir, toma atenção ao vento que sopra … e vai, não para onde ele
vai sem ti … mas para onde tu queres ir, com ele.
Se não souberes para onde ir, toma atenção ao vento que sopra … e vai, não para onde ele
vai sem ti … mas para onde tu queres ir, com ele.
José Luís Nunes Martins
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Para Que Conste
O Ministro da Saúde não comenta críticas da bastonária da Ordem dos Enfermeiros (para quem os utentes portugueses correm riscos, sendo que os casos mais gritantes atingem todas as áreas: "Hospitais, centros de saúde, lares, cuidados continuados") e garante segurança do SNS.
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