Apavorado acordo, em treva. O luar
É como o espectro do meu sonho em mim
E sem destino, e louco, sou o mar
Patético, sonâmbulo e sem fim.
Vinicius de Moraes
Já em 2015, a Procuradora-Geral da República (PGR) admitia a existência de uma rede que utilizava o aparelho do Estado e outro tipo de aparelhos da Administração Pública “para realizar atos ilícitos”, alguns na área da “corrupção”, apontando as áreas da Saúde e da contratação pública como as mais expostas a este tipo de crime. Já então a PGR sabia bem do que falava. Os processos em curso contra políticos e banqueiros provam-no à evidência. Talvez por isso Joana Marques Vidal seja tão mal estimada nos corredores do Poder.
A via de acesso à praia do Portinho da Arrábida ficou parcialmente destruída devido ao temporal que se fez sentir. Condutas de abastecimento de água e de energia elétrica ficaram expostas.
O primeiro-ministro está valorizadíssimo por se encontrar na confluência onde desaguam as esquerdas e as direitas e decidiu utilizar esse ativo, mas não para governar. Preferiu gerir em benefício próprio a sua cotação de mercado junto dos partidos políticos, das forças sociais, do Presidente Marcelo e, sobretudo, dos portugueses que o têm como o referencial de equilíbrio.
Quando o principal partido da oposição sente necessidade de, no Parlamento, durante um debate com o primeiro-ministro, recordar que é oposição (mas “construtiva”) é porque algo está a correr muito mal. Contudo foi precisamente isso que sucedeu na estreia de Fernando Negrão como líder parlamentar do PSD no seu primeiro debate quinzenal. Um debate onde fez papel de ovelha dócil a caminho do matadouro.