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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Assim Acontece

PCP e Verdes alinharam em novembro de 2015 com uma estratégia bem definida e traçada por Mário Centeno - a prioridade seria, como foi, o cumprimento dos compromissos europeus e o que sobrasse iria, como foi, para a reposição de rendimentos e não para a retoma sem travões do investimento público ou para a requalificação dos serviços públicos. Que isso seja agora motivo de ameaças mais ou menos veladas à estabilidade governativa é apenas sinal de que abriu a temporada da contestação e da luta pelas migalhas orçamentais que vão alimentando a lealdade da esquerda ao governo socialista. A época fecha a 15 de outubro e aposto que sem sobressaltos de maior.

Dito isto, o valor de que se tem falado - 0,4% do PIB, diferença entre os 1,1% de défice inscritos no OE em outubro e os 0,7% previstos no Programa de Estabilidade, cerca de 800 milhões de euros - daria para umas quantas unidades de pediatria no São João ou para recuperar um número significativo de escolas. A questão é saber se um país ainda com perto de 120% do PIB em dívida pública pode dar-se ao luxo de não a tentar abater sempre que puder. Só em juros, estes 800 milhões custam, mais cêntimo menos cêntimo, 24 milhões/ano e, já agora, dois milhões a cada mês.

Paulo Tavares, DN

Livros ...


“O livro é a grande memória dos séculos …  se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem.” 

Borges 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Notícias Soltas (act.)

Esta É A Frase

Em termos semânticos, estamos a assistir a algum déjà-vu. Não é o diabo, mas parece. Os membros infelizes desta família disfuncional são Bloco e PCP. Percebem a autossuficiência do governo que ajudaram a construir. Não podem quebrar, têm um caminho estreito até às legislativas de 2019. Se provocassem uma crise já, o risco de uma maioria absoluta do PS era enorme.

Ana Sá Lopes, Ji

Passado ...

Cada um tem o seu passado fechado em si, 
tal como um livro que se conhece de cor, 
livro de que os amigos apenas levam o título." 

Virginia Woolf

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Notícias Soltas (act.)


Santo António É De Lisboa E Não De Pádua Diz O Papa

Na exortação apostólica "Gautede et Exsultate", o Papa Francisco cita o Santo português como "Santo António de Lisboa" e não de Pádua. A "santidade é o rosto mais belo da igreja", diz

Venerado em Portugal e no estrangeiro, é um dos santos mais populares da igreja católica. Santo António de Lisboa ou de Pádua? A pergunta tem dividido opiniões. O Papa Leão XIII chamou-lhe "o santo de todo o mundo". Agora o Papa Francisco citou-o na exortação apostólica Gautede et Exsultate como "Santo António de Lisboa".


Santo António nasceu na capital portuguesa no século XII, por volta de 1191, e morreu na cidade italiana a 13 de junho de 1231. O seu corpo foi sepultado na Igreja de Santa Maria Mater Domini, em Pádua, que se tornou um destino de peregrinação. (continuar a ler)

Desejos Vãos


Eu queria ser o Mar de altivo porte 
Que ri e canta, a vastidão imensa! 

Eu queria ser a Pedra que não pensa, 
A pedra do caminho, rude e forte! 

Eu queria ser o Sol, a luz imensa, 
O bem do que é humilde e não tem sorte! 
Eu queria ser a árvore tosca e densa 
Que ri do mundo vão e até a morte! 

Mas o Mar também chora de tristeza ... 
As árvores também, como quem reza, 
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente! 

E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia, 
Tem lágrimas de sangue na agonia! 
E as Pedras ... essas ... pisa-as toda a gente! ... 

Florbela Espanca 

terça-feira, 10 de abril de 2018

Notícias Soltas (act.)

Já Há Oposição Em Portugal, E, Não É De Rio

Estes três partidos [PS, BE,PCP] representam 53% do Parlamento e, naturalmente, são a maioria que manda no país. Então quem faz oposição? Dir-me-ão, com alguma naturalidade, que é o PSD que tem 39% dos deputados. O problema é que Rui Rio continua a fazer uma oposição de pantufas — às vezes mudo, outras vezes calado –, e, quando fala, a mensagem é um misto entre o vazio e o nada.
Aliás, ficou claro, este fim de semana, no Expresso, a ambição de Rio Rio na construção de um discurso com ideias alternativas para o país. Escreve o semanário que, no Conselho Nacional do PSD, Rio terá dito aos seus conselheiros que “as eleições não se ganham, perdem-se”. Ou seja, o social-democrata nem sequer acredita ter um projeto que convença os portugueses de que é melhor do que António Costa; ficará à espera que o Governo caia de podre e o poder lhe caia no colo. É uma versão menos satânica do que a do “Diabo” de Passos Coelho, mas é igualmente desprovida de ambição.
Se não é o PSD, então quem fará oposição à geringonça, tendo em conta que o PAN não conta e o CDS conta muito pouco? A resposta é Mário Centeno. O ministro das Finanças já percebeu que, em ano de eleições, PS, Bloco, PCP e PSD vão querer abrir os cordões à bolsa e até já se anteveem no horizonte algumas possíveis maiorias negativas, com os social-democratas a poderem juntar-se à esquerda radical em algumas matérias como o aumento de salários na função pública.
(excertos do artigo de Pedro Sousa Carvalho no ECO)