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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Nova Técnica Que Permite Reduzir Os Tumores Cranianos

Um professor de Neurorradiologia da Universidade do Algarve (UAlg) está a implementar em Portugal uma técnica criada por uma equipa multidisciplinar que permite reduzir os riscos cirúrgicos na remoção de tumores na base do crânio.

Segundo Pedro Gonçalves Pereira, trata-se de um desenvolvimento avançado da técnica de Tractografia por Ressonância Magnética que é aplicada no planeamento cirúrgico destes tumores, que representam 10% a 15% de todos os tumores intracranianos, para identificar e preservar os nervos cranianos durante a cirurgia.

"Os tumores ao crescerem acabam por interferir com a função dos nervos e o cirurgião, quando os aborda, só tem a perceção da localização dos nervos que estão desviados quando está a remover o tumor", explicou o médico à Lusa, acrescentando que a nova técnica permite conhecer a localização do desvio dos nervos antes da cirurgia.

De acordo com o docente do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina da UAlg, na técnica de ressonância que existia até há poucos anos "essa diferenciação antes da cirurgia não era conseguida", causando, em alguns casos, o corte inadvertido de um nervo, com "implicações definitivas" para o doente.

Por outro lado, sublinha, o tipo de tecido nervoso do tumor em relação ao nervo "é muito parecido", não sendo fácil distinguir pelo cirurgião apenas pela observação visual, o que faz com que esta diferenciação, através de imagens, torne as cirurgias mais seguras e mais rápidas.

O método permite obter as imagens em aproximadamente seis minutos, quando existem centros que demoram 40 minutos a obter a mesma informação. (continuar a ler)

O Bosque Existe ...

O Bosque existe: é um dos meus lugares mágicos, onde a minha imaginação anda de mãos dadas com a realidade.

LL

terça-feira, 5 de junho de 2018

Notícias Soltas

Visor Detecta Derrame Em Segundos Com Eficiência De 92%

Oclusões no cérebro

Um sensor usado como uma viseira consegue detectar o surgimento de obstruções em vasos sanguíneos - oclusões - em pacientes com suspeita de AVC com 92% de precisão.
Em comparação, o exame físico padrão alcançou entre 40 e 89% de precisão na identificação de pacientes com oclusão de grandes vasos que poderiam se beneficiar da terapia endovascular.
O aparelho permite que os pacientes sejam atendidos por equipes de emergência ou em prontos-socorros comuns e, os com oclusões em vasos sanguíneos importantes, podem então ser encaminhados para um centro especializado.

Terapia endovascular

A terapia endovascular em 24 horas é o padrão de tratamento para a oclusão emergente de grandes vasos, mas a chance de alcançar um bom resultado diminui em
aproximadamente 20% para cada hora que passa antes do tratamento.
Os investigadores esperam que o aparelho economize um tempo valioso quando for usado por pessoal médico de emergência, incluindo atendimentos locais.
"A transferência entre hospitais leva muito tempo. Se pudermos dar a informação ao pessoal de emergência no campo de que se trata de uma oclusão de grandes vasos, isso deve indicar a que hospital devem se dirigir," disse o Dr. Raymond Turner, da Universidade Médica da Carolina do Sul, chefe da equipe que desenvolveu o aparelho.

Espectroscopia volumétrica

A tecnologia por trás do aparelho chama-se espectroscopia volumétrica por deslocamento de impedância de fase e consiste em enviar ondas de rádio de baixa energia através do cérebro; essas ondas mudam de frequência quando passam por fluidos.
As ondas são refletidas de volta através do cérebro e, em seguida, detectadas pelo aparelho. Quando um paciente está a ter um derrame grave, os fluidos do cérebro mudam, produzindo uma assimetria nas ondas de rádio que são detectadas. Quanto maior a assimetria, mais grave é o derrame.

Amigo Falso ...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Notícias Soltas (act.)


Esta É A Frase

Que estes escassos dias de susto [crise italiana] sirvam para recordar o que se passou há dez anos, evitando que se repitam erros. De nada serve vir depois dizer que foi por causa de uma crise internacional. Elas vão acontecer sempre, mais tarde ou mais cedo, e compete-nos criar condições para lidar com o que corre mal. Porque, como se vê, perante as mesmas crises internacionais há uns que as passam sem sobressalto, enquanto outros vão logo ao tapete e ali ficam durante longos anos, com custos sociais e económicos muito violentos. Discutir imaginárias “folgas” orçamentais é não ter aprendido nada com o resgate.

Paulo Ferreira, ECO

Cada Um É Um Mundo;E Como Em Cada Fonte

Cada um é um mundo; e como em cada fonte
Uma deidade vela, em cada homem
        Porque não há de haver
        Um deus só de ele homem?
Na encoberta sucessão das cousas,
Só o sábio sente, que não foi mais nada
        Que a vida que deixou.

     Ricardo Reis 

domingo, 3 de junho de 2018

Notícias Soltas

Verdade É Que A Desconfiança Aumenta Sobre A Proteção De Dados

Verdade é que a desconfiança aumenta. Com a ideia de que estamos a proteger os dados, corre-se o risco de passar ao lado do essencial. Na verdade, aquilo de que deveria tratar-se era de proteger os cidadãos. Evidentemente, uma coisa leva à outra e vice-versa. Mas é mais interessante colocar a tónica no cidadão. É por ele que se devem proteger os dados. Não o contrário.

Dá para pensar no que acontece ou pode acontecer cada vez que num comércio o funcionário diz, com ar desolado, "Pode por favor digitar outra vez o seu PIN? É que houve uma anomalia...". Com que direito, com que autorização, um serviço fornece os dados pessoais de uma conta bancária? Compreender-se-ia, provavelmente, que esses serviços dissessem ao comerciante que aquele cliente, naquele momento, tinha saldo para cobrir aquela quantia. Mas desvendar os movimentos, os saldos, as entidades que pagaram ou receberam, com datas e montantes, tanto do serviço de multibanco como da conta bancária... Não lembra ao diabo!

Os bancos sabem o que se passa? Como se defendem? As autoridades reguladoras e outras conhecem estes mecanismos? E permitem? A Comissão Nacional de Protecção de Dados está ao corrente desta situação? Fez alguma coisa? A União Europeia e o BCE sabem e permitem? Nos outros países europeus também é assim? Os nossos governantes e os deputados sabem disto? E aceitam? E não se importam?

(excertos do artigo de António Barreto, hoje no DN)