Na visão profética do Apóstolo S. João, os cavaleiros do Apocalipse que antecipam o fim dos tempos são a peste, guerra, a fome e a morte. No mundo atual, a doença, a guerra, a pobreza e a morte que de todas elas decorre, continuam a ameaçar a humanidade, mas os cavaleiros do apocalipse trajam agora armaduras mais sofisticadas, encapotando-se sob a ameaça de uma guerra nuclear, de alterações climáticas incontroladas e da disrupção tecnológica usada para servir uma elite mal-intencionada.
Com o seu estilo e as suas escolhas o Presidente Donald Trump tem sido o grande agitador e o principal aliado da nova visão, transformando os cavaleiros adormecidos e dotando-os de uma nova roupagem. Ameaçou usar o seu arsenal nuclear, designadamente no conflito com a Coreia do Norte, desvinculou-se do Acordo de Paris e dos esforços globais para combater o aquecimento global e não hesitou em usar o acesso à manipulação de dados para aceder ao poder e para o consolidar. Na sua peugada, todos os poderes globais se reposicionaram, com as grandes potenciais regionais a procurarem ganhar vantagem no novo xadrez geopolítico.
A UE tem que fazer das fraquezas forças e assumir uma agenda mobilizadora contra as ameaças globais. Uma agenda positiva e de convergência no plano interno e uma agenda positiva e ligada diretamente às comunidades no plano externo. Na história do mundo não há santos e vilões. Há alianças que contribuem para o bem-estar global e fechamentos que o podem destruir. A UE só faz sentido como uma plataforma de valores, ideais e práticas capazes de combater os novos cavaleiros do apocalipse.
Excertos do artigo de Carlos Zorrinho, Ji
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Dos 50 Milhões De € Enviados De Bruxelas Só 24 Serão Utilizados Para Os Concelhos Afectados Pelos Fogos
Dos 50 milhões de euros enviados por Bruxelas do Fundo Solidário Europeu para os incêndios do ano passado só 24 serão utilizados para ajudar os concelhos afetados pelos fogos de outubro, revela o jornal “i” esta terça-feira. O restante valor - 26 milhões de euros - vai ficar nos cofres do Estado.
Por sua vez, as áreas atingidas em junho - o caso de Pedrógão Grande - não vão receber qualquer apoio da União Europeia.
Os 26 milhões de euros “excedentários” vão ficar para instituições do Estado, como GNR, Proteção Civil, Instituto de Conservação da Natureza e Fundo Florestal Permanente. O objetivo, explica o matutino, é repor veículos e reforçar o material de combate.
Segundo o Governo, os prejuízos nos concelhos atingidos pelos incêndios no ano passado já foram cobertos pelo Fundo de Emergência Nacional e pelo Programa Operacional do Centro.
Viver ...
Mas era apenas isso,
era isso, mais nada?
Era só a batida
numa porta fechada?
E ninguém respondendo,
nenhum gesto de abrir:
era, sem fechadura,
uma chave perdida?
Isso, ou menos que isso
uma noção de porta,
o projecto de abri-la
sem haver outro lado?
O projecto de escuta
à procura de som?
O responder que oferta
o dom de uma recusa?
Como viver o mundo
em termos de esperança?
E que palavra é essa
que a vida não alcança?
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Esta É A Frase
Medina é uma espécie de ‘número dois’ de Costa, corre em pista externa, mas totalmente alinhado com o primeiro-ministro. A política de transporte, como as outras, deveria passar pela melhoria da oferta, não pela alteração das condições da procura. Mas isso demora tempo a produzir efeitos, e é preciso resultados já em 2019, ano de eleições. Uma mão (de Medina) ajuda a outra (de Costa). E os contribuintes é que pagam.António Costa, ECO
domingo, 2 de setembro de 2018
Esta É A Frase
«Marcelo não quer que se "berre" a propósito dos portugueses da Venezuela. Mas o que distingue o berro da afirmação de valores? Apenas o campo político donde vêm as palavras.»Helena Matos, OBSR
Pois É: Marcelo pede que não se “berre” sobre o apoio aos portugueses na Venezuela Talvez tenha sido pelo “berre”. Afinal há palavras de que gostamos e outras não. E claramente eu não gosto de “berre”. Ou talvez tenha sido por causa dos calções, mais a toalhinha de banho, a cabecinha dentro de água e aquela mania de comentar assuntos de Estado quando vem a sair da água. Nós, os que não nos candidatámos à Presidência da República, quando saímos do banho falamos do almoço, do caminho para casa e doutras trivialidades. Vossa Excelência, que transforma numa trivialidade os assuntos mais sérios do país, ao primeiro microfone que entrevê, ainda com a água a escorrer-lhe entre o cabelo e o pescoço, dá dois dedos de conversa sobre a beleza da paisagem, e o desemprego; a temperatura da água e as Forças Armadas… Seja pelo desconchavo da situação, seja porque Portugal é um país a viver sob o Síndrome da Vergonha Alheia, faz-se de conta que tudo isto é normal.(HM, OBSR)
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