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sábado, 1 de dezembro de 2018

Os Deputados Não Foram Eleitos Para Se Oporem À Ciência. Nem Tão Pouco Para Fazerem Medicina.

Pela primeira vez, o poder político decidiu sem dar cavaco à Direção Geral de Saúde e à Comissão Técnica Independente. Ou seja, não cumpriu a lei que deixa claro que a alteração do PNV só deve ser feita depois de consultada a comissão científica e com o aval da DGS. Como referiu e bem Graça Freitas, teria sido bom que os deputados“tivessem tido em conta os vários pareceres que mandou ao longo dos anos para o Parlamento”
Os deputados terão agora todas as justificações e podem garantir mil vezes que não foram pressionados por ninguém, mas a decisão que tomaram foi irresponsável. Ao atuarem desta forma reforçaram a posição de todos aqueles que acham que as vacinas e a sua inclusão no plano nacional servem apenas para enriquecer as farmacêuticas e os que fazem negócio na órbita dos medicamentos. Mas o mais grave é que com estas votações deram fôlego aos que desconsideram as vacinas, alegando que a Saúde Pública é uma questão de ideologia e de opinião.
Bernardo Ferrão, Expresso  

As Experiências Da Vida Muitas Vezes Fazem-nos Pegar Na Nossa Armadura E Sair Para Lutar ...

As experiências da vida muitas vezes fazem-nos pegar na nossa armadura e sair para lutar pelo que queremos, para manter algo próprio, para nos manter à tona, ou simplesmente para nos manter vivos ... e, em todos os casos, essa armadura é feita do que nos tornou corajosos, daquilo que nos fez crescer, que camada a camada foi formada nos nossos corações para nos proteger das coisas negativas que nos acontecem.
Tudo isso faz parte do sentido de sobrevivência da vida, onde por vontade, adaptação ou força, essas armaduras fazem parte de nós. Em diferentes escalas, a vida é uma luta, e com qualquer protecção luta é necessário, no entanto, é preciso estabelecer limites para essas armaduras não nos protegerem tanto que apaguem o essencial e tornarem-se tão poderosas que nos isolem do mundo em forma de gaiolas.
Richard Bach 

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Desvio de fundos no PS. Ana Gomes confirma que a sua assinatura foi falsificada

*Viatura e dois corpos retirados da pedreira em Borba. Serão os dois cunhados que seguiam na carrinha cinzenta

*As explicações de Vieira, da reunião que colocou Vitória de saída à reflexão de madrugada que alterou decisão






Populismos, Assim Acontece ...

Portugal, sempre pronto a brandir perigos alheios, tem agora o seu “populismo” de “frente de esquerda”, fácil de enunciar no quotidiano, mas não assumido.

O maior cuidado de um governo, deveria ser o de habituar, pouco a pouco, o povo a dele não precisar.(Alexis de Tocqueville)
Estava escrito que não escapávamos ao fio da história de também ver chegar ao poder, a versão portuguesa de um certo populismo. Este populismo não é o do “Podemos” espanhol, também não é o do “Syriza” grego, muito menos o da “Frente Nacional” francesa… Tem um pouco de tudo e uma marca diferenciadora, como todos: a atipicidade relativa, na desigual incidência matricial.

Atenhamo-nos a casos práticos . Leia aqui, reveja alguns dos casos e medite

Boa Noite!



Pare de pensar em todas as coisas que as pessoas disseram que possam ter ferido os seus sentimentos. Apenas segure firme nas memórias, todas as vezes, que alguém o fez sorrir! 
Boa noite.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Ministério Público quer ouvir actual secretário de Estado da Economia sobre avença do BES a Manuel Pinho


Mais De Metade Das 630 Plantas Vasculares Catalogadas Correm O Risco De Desapareer Do Continente Português E 4% Já Se Extinguiram

Revelou a Sociedade Portuguesa de Botânica.
A‘Lista Vermelha da Flora Vascular de Portugal Continental’ ainda não está concluída, mas os resultados da avaliação preliminar feita até agora permitem perceber que mais de metade das plantas vasculares (espécies da flora com vasos que transportam seiva para alimentar as células) nativas do continente português estão em risco de desaparecerem. Das cerca de 630 plantas já catalogadas no projeto liderado pela Sociedade Portuguesa de Botânica, 381 estão em risco, um quinto das quais “criticamente em perigo”, e 24 já se extinguiram em solo português.
Nesta lista incluem-se flores, árvores, fetos ou arbustos. Entre as que estão à beira da extinção, os investigadores destacam a Onosma tricerosperma (ver foto) uma planta cujo único núcleo populacional português (com apenas 20 “indivíduos”) existe apenas num local na região de Beja, depois de um outro ter sido destruído recentemente devido à instalação de um pomar.
Aliás, “a expansão e intensificação agrícola é efetivamente uma das ameaças mais graves que recaem sobre a flora do nosso país, afetando quase um terço das plantas avaliadas no projeto”, sublinha a Sociedade Portuguesa de Botânica, apontando o dedo ao olival e a outras culturas intensivas de regadio que estão a invadir o Alentejo e o Algarve.
À intensificação agrícola, juntaram-se as alterações no uso do solo associadas à expansão urbanística num “cocktail” explosivo para a extinção das 24 espécies identificadas. Entre estas constam a Armeria neglecta e Armeria arcuata (um pequeno arbusto que habitava exclusivamente clareiras de matos do Baixo Alentejo), a Ononis hirta, ou a Epipactis palustris, uma orquídea que outrora habitava prados húmidos nas regiões do Douro e Beira Litoral. Ver mais aqui.
Outra das plantas em declínio acentuado é o feto aquático Marsilea quadrifolia, mais conhecido como trevo-de-quatro-folhas, cujo último núcleo populacional conhecido em Portugal estava localizado perto da foz do rio Corgo, em Trás-os-Montes, mas não é observado desde 2014. Este feto ainda não foi declarado extinto, mas poderá vir a sê-lo se continuar a não ser visto até 2027. Também criticamente em perigo está o Narcisus cavanillessii, uma espécie de narciso que perdeu 80% da população nacional.
REDESCOBERTA DA VIOLETA HIRTA
Mas não há só extinções, já que se descobriram plantas novas ou que já se julgavam extintas, como a Viola hirta, um tipo de violeta que não se via desde a década de 90 do século XX e que foi reencontrada em Trás-os-Montes.
O projeto conta também com a coordenação da Associação Portuguesa de Ciência da Vegetação (PHYTOS) e a parceria do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e a colaboração de botânicos amadores.
O trabalho de levantamento da "Lista Vermelha das Plantas Vasculares" começou em 2016 e deverá estar concluído até junho de 2019. Na Europa, apenas Portugal, Macedónia e Montenegro não dispõem de Listas Vermelhas da Flora, quando os outros já vão na sua segunda ou terceira revisão.

Fonte:Expresso

Memória



Quanto faças, supremamente faze. 
Mais vale, se a memória é quanto temos, 
Lembrar muito que pouco. 
E se o muito no pouco te é possível, 
Mais ampla liberdade de lembrança 
Te tornará teu dono. 



Ricardo Reis

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Funcionário do PS suspeito de desviar 20 mil euros de subsídios pagos em dinheiro vivo pelo Parlamento Europeu para viagens de eleitores. Desvio ocorreu em 2014/2015 mas irregularidades têm mais anos.


*PS dividiu-se na votação do IVA reduzido das touradas




O Que Ontem Era Maravilhoso, Hoje É Abominável; O Que Ontem Era Virtude, Hoje É Vício; O Que Ontem Era Atração, Hoje É Repulsa

É uma transformação mágica. O dinheiro que, há dias, a elite portuguesa elogiava e agradecia é agora renegado como o produto de um saque. E os antigos aliados angolanos da classe política portuguesa são agora adversários a perseguir. Mas trata-se, obviamente, de uma perseguição selectiva: o maior ou menor empenho depende, como sempre, da posição que o potencial alvo ocupa em Luanda. Os políticos portugueses rejubilarão com processos judiciais a quem foi próximo de José Eduardo dos Santos; mas encolher-se-ão com o “irritante” provocado por processos judiciais semelhantes que atinjam quem é próximo do novo Presidente.
Tudo isto já era de esperar. Sem espinha dorsal, sem princípios e sem vergonha, os políticos portugueses acenam a qualquer pedido que chegue do poder de Luanda, seja este ou outro. E, tremendo num canto, esperam que ninguém repare nas suas acrobacias morais. Talvez seja conveniente chamar-lhes a atenção para um ponto: toda a gente repara. (ler artigo completo