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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Assim Acontece

Uma forma especialmente sofisticada de transferir não só a posse, mas também a propriedade, de quantias monetárias elevadas contra a presumível vontade dos seus legítimos proprietários, é a concessão danosa de crédito. 

O esquema, conceptualmente muito simples, na prática de execução menos fácil e exigindo elevada competência técnica, consiste em arranjar um emprego numa instituição de crédito, preferencialmente a nível de diretor ou administrador, e, mandando às malvas os superiores deveres de fidelidade e diligência (art. 64.º do Código das Sociedades Comerciais), começar a conceder empréstimos a compadres e amigos, violando normas internas e ignorando pareceres técnicos. 

O valor social desta atividade e a sua importância para desenvolvimento nacional são tão evidentes que os poderes públicos apresentam uma natural relutância em reprimir e punir este tipo de operações, que ainda não foram formalmente liberalizadas. Esta relutância torna-se patente porque, apesar de ser bastante fácil identificar os autores, estes nunca são acusados de nada. Ao contrário do que acontece num assalto à mão armada este tipo de redistribuição envolve sempre papeis com assinaturas e mails com nomes.

Quem roubou da nossa Caixa?

Será um rasto de papel e a dita incapacidade de identificar os autores das concessões danosas de crédito evidência suficiente para mostrar que esta espécie de roubo já não é crime na nossa república?

José Miguel Pinto dos Santos, OBSR

Sensor Biodegradável Monitoriza Artérias Para Evitar Novas Cirurgias

Monitor de vasos sanguíneos

Representação artística do sensor 
Um aparelho capaz de monitorar o fluxo de sangue através das artérias promete melhorar muito a taxa de sucesso das cirurgias.

O sensor é biodegradável, sem bateria e sem fio. Isso significa que, além de não precisar ser removido depois da cirurgia, ele é compacto e pode avisar o médico de um eventual bloqueio em tempo real.

Monitorar o sucesso de uma cirurgia que envolva os vasos sanguíneos é difícil, já que o primeiro sinal de problema geralmente chega tarde demais. E, quando chega, significa que o paciente provavelmente precisará de uma cirurgia adicional, que acarretará riscos semelhantes ao procedimento original.
Este novo sensor vai possibilitar que os médicos mantenham-se de olho no vaso sanguíneo à distância, permitindo que eles ajam antes de terminar a cirurgia.
Os pesquisadores agora estão estudando a melhor maneira de fixar os sensores aos vasos e refinar sua sensibilidade.
Eles também estão ansiosos por trabalhar com colegas que vislumbrem outras ideias para uso do novo sensor, uma que vez que há um interesse crescente nesta área interdisciplinar.
"A medição do fluxo sanguíneo é fundamental em muitas especialidades médicas, de forma que um sensor biodegradável sem fio pode afetar vários campos, incluindo as cirurgias vasculares, transplantes, cirurgias reconstrutivas e cardíacas," disse a professora Paige Fox, da Universidade de Stanford (EUA).

Fonte: DS   

Hoje, Ontem E Amanhã

Ontem passado. 
Amanhã futuro. 
Hoje agora. 
Ontem foi. 
Amanhã será. 
Hoje é. 
Ontem experiência adquirida. 
Amanhã lutas novas. 
Hoje, porém, é a nossa hora de fazer e de construir


Chico Xavier 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Cura para o cancro dentro de um ano? Uma ideia irrealista, dizem os especialistas


*Académico goês premiado na Índia agradece em português

O Governo Actual É Um Exemplo Paradigmático E Um Campeão Dos Incumprimentos

O fim da austeridade foi uma ilusão. 

A realidade objetiva é uma sucessão de cortes de funcionamento jamais vista, mas sistematicamente escondida. 

Dissimular é, hoje, prática corrente na sociedade portuguesa. A palavra e a falta dela estendem-se às coisas do quotidiano. São muitos os que perdem a frontalidade, a capacidade de assumirem os comportamentos que vão adotar perante situações concretas. Dizem sim para despachar e não fazem nada. 

Adiam decisões. Alguns mentem descaradamente quando dizem que os assuntos estão a andar. Não têm a coragem de dizer não, coisa que há anos era natural. 

Vivemos no reino do cinismo permanente, da falta de responsabilidade e da incapacidade de encarar as pessoas de frente. 

A indiferença, a falta de frontalidade, a fuga aos compromissos, a ausência de respostas e o empurrar com a barriga os problemas que se colocam ou envolvem terceiros tornaram--se rotina. São raros os que assumem posições difíceis, quanto mais os erros. Muitos remetem para terceiros a responsabilidade pelo que eles próprios não fazem ou invocam outros para se justificarem. 

Este estado de coisas não começou ontem. É uma tendência. Claro que há ainda exceções por parte de gente séria, rigorosa, frontal e educada que atua com lisura, transparência e honestidade de métodos, esforçando-se para que as coisas aconteçam, assumindo claramente uma negativa ou dando conta das evoluções. Há, ainda, pessoas assim. Mas é preciso que haja mais. 

Faz-nos falta uma mentalidade mais anglo-saxónica, mais transparente, mais ética e, por isso, mais direta. Estamos a tornar-nos bizantinos. E é pena. Porque há não muitos anos era bonito saber que, em Portugal, a palavra dada tinha um valor superior e que se faziam negócios de milhares de contos (no caso da cortiça) com um simples aperto de mão.

Eduardo Oliveira e Silva, Ji 

Esta É A Frase

A auditoria à Caixa Geral de Depósitos não foi entregue ao Parlamento, que teve a iniciativa para que fosse requerer, por alegada violação do sigilo bancário e do segredo de justiça. Como resposta, os deputados do PS, PCP e BE, que aprovaram o acesso do fisco aos depósitos bancários dos cidadãos acima dos 50 mil euros, ficaram calados. Se perante o cidadão comum são implacáveis, já defronte a um banco público, que custa milhões aos contribuintes, piam fino.

André Abrantes Amaral, OBSR

Só em Portugal o assalto de um banco público por políticos pode ser a prova de que o liberalismo desenfreado é o culpado de todos os males.

Encontro ...

A cada novo dia, a cada momento, temos à nossa disposição a maravilhosa possibilidade do encontro, que traz em si infinitas oportunidades. Precisamos apenas estar atentos.

PC 

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*May quer reabrir negociações do Brexit com Bruxelas: “Temos de enviar uma mensagem enfática sobre o que queremos”






Nenhum Presidente Exceptuando O General Eanes Foi Alguma Vez Tão Severo Com O Regime

Que disse o presidente? Explicitamente, lamentou a fraqueza da oposição. Implicitamente, ao reparar que “uma oposição fraca dá um governo fraco”, chamou a atenção para a fraqueza do governo. Mas se a oposição e o governo são fracos, existiriam na sociedade portuguesa, segundo o presidente, “movimentos de opinião mediaticamente muito fortes”, que já “não têm que ver com os debates partidários”, e que começariam a configurar uma “oposição inorgânica” — por enquanto “pequenina”.

Rui Ramos, OBSR 

Melancolia ...

A melancolia é a felicidade de estar triste.

Victor Hugo