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sexta-feira, 22 de março de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Só a EDP se salvou. PSI 20 teve pior dia do ano

Sete Mandamentos Da Moral Para 60 Culturas Diferentes De Todo O Mundo

Antropólogos da Universidade de Oxford (Reino Unido) descobriram o que eles acreditam serem as sete regras morais universais.

Indo diretamente ao ponto, esses sete mandamentos da moral seriam:

Ajude sua família.

Ajude seu grupo.

Retorne favores.

Seja corajoso.

Obedeça seus superiores.

Divida os recursos de forma justa.

Respeite a propriedade alheia.

Essas regras foram encontradas em uma pesquisa com 60 culturas diferentes de todo o mundo. A equipe analisou relatos etnográficos de ética dessas 60 sociedades, abrangendo mais de 600.000 palavras de mais de 600 fontes.

Moral relativa ou moral universal?

"O debate entre universalistas morais e relativistas morais tem durado séculos, mas agora temos algumas respostas. As pessoas em todos os lugares se deparam com um conjunto similar de problemas sociais e usam um conjunto similar de regras morais para resolvê-los. Como previsto, essas sete regras morais parecem ser universais em todas as culturas. Todos, em todos os lugares, compartilham um código moral comum. Todos concordam que cooperar, promover o bem comum, é a coisa certa a fazer," defende o professor Oliver Scott Curry, coordenador do estudo, publicado na revista científica Current Anthropology.
A equipe testou a teoria de que a moralidade teria evoluído para promover a cooperação e, como existem muitos tipos de cooperação, se existiriam muitos tipos de moralidade. De acordo com essa teoria da "moralidade como cooperação", a seleção de parentesco explica por que sentimos um dever especial de cuidar de nossas famílias.
O mutualismo explica por que formamos grupos e, por isso, valorizamos a união, a solidariedade e a lealdade. A troca social explica por que confiamos nos outros, retribuímos favores, sentimos culpa e gratidão, retribuímos e perdoamos. E a resolução de conflitos explica por que nos envolvemos em exibições dispendiosas de coragem, como bravura e generosidade, por que nos submetemos a nossos superiores, por que dividimos os recursos de forma justa e por que reconhecemos a posse anterior de bens.

Comportamento cooperativo

Os pesquisadores concluíram, primeiro, que esses sete comportamentos cooperativos são sempre considerados moralmente bons. Segundo, exemplos da maioria dessas morais foram encontrados na maioria das sociedades - crucialmente, não houve contra-exemplos, ou seja, em nenhuma sociedade qualquer um desses comportamentos é considerado moralmente ruim. E, terceiro, essas morais foram observadas com igual frequência em todos os continentes, não sendo uma reserva exclusiva do "Ocidente" ou de qualquer outra região.

"Esperamos que esta pesquisa ajude a promover o entendimento mútuo entre pessoas de diferentes culturas; uma valorização do que temos em comum e como e por que somos diferentes," concluiu o professor Curry.

Fonte: DS

Basta Querer Enxergar ...




«Gosto das cores, das flores, das estrelas, do verde das árvores, gosto de observar. A beleza da vida esconde-se por ali, e por mais uma infinidade de lugares, basta saber, e principalmente, basta querer enxergar.»

quarta-feira, 20 de março de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Moçambique: 30 portugueses por localizar. Portugal envia militares

Construir A Europa, Tal Como Se Está Fazendo, Significa Construir Nada

António Barreto, Público
Construir uma abstracção de gestão e regulamentos, uma terra de ninguém, um não país e uma não sociedade. Sem geografia e sem identidade, as sociedades e os regimes políticos caminham para o totalitarismo burocrático e despótico, onde todos poderão ser iguais, mas ninguém tem personalidade. Onde ninguém é responsável, porque a responsabilidade exige nome.

Hoje, constrói-se nada! Isto é, a Europa! A Europa é uma abstracção. Depois de umas décadas em que teve sentido e significado, desde a paz à defesa da liberdade e da democracia ao desenvolvimento, tem cada vez menos doutrina e ideia. E muito menos identificação popular. Hoje, a Europa faz-se porque se faz. Continua porque é. Para seu êxito, a Europa necessita de varrer a história e a geografia. Hoje tenta-se apagar a ideia de que a democracia tem uma geografia, as liberdades individuais têm uma história. Os meus direitos, o meu voto, a minha liberdade e a minha parte na decisão colectiva exercem-se numa comunidade, num local, numa área com limites e história. Podem ser fronteiras físicas, culturais ou lendárias. Mas só há direitos se houver geografia. Até porque quero saber onde vou protestar, onde vou exigir que respeitem os meus direitos, onde vou reclamar que a minha liberdade seja protegida. Se não há identidade nem geografia, a quem me dirijo? Ao mundo? Às Nações Unidas? Às Igrejas universais?

Se a União continua o seu caminho, com o que sabemos hoje, os destinos poderão ser dois ou três. Primeiro: avivar a pulsão nacional, excitar todos os populismos identitários e despertar os reflexos condicionados nacionalistas. Poderá ser um fim com ruptura e desordem. Segundo: chegar a um beco sem saída, provocar a sua lenta destruição e estimular os sucessivos abandonos, o que significa o definhamento. Um término tristonho, o fim do prazo de validade. Terceiro: obrigar a repensar e exigir a refundação. Esta terceira hipótese poderá salvar a Europa, estimular a economia e dar novo sentido à democracia. Mas é sabido que são enormes as dificuldades em repensar, reformar e reorganizar o que quer que seja. Em geral, os dilemas fatais têm mais sorte: ou tudo ou nada, ou continuar ou morrer! Ora, morte é mesmo o grande perigo diante da União.  (continuar a ler)

A Casa Ideal Para Peixes

A casa de Peixes deve ser muito aconchegante, pois os nativos do signo gostam de passar grande parte do tempo no seu universo particular. Os nativos do signo são românticos e artísticos, seu bom gosto é eclético, inusitado e abrangente. Fazem da casa um reflexo da alma. A decoração leve, lúdica, com alguns móveis em estilo oriental e toques de contemporaneidade pode encantar a todos.
Gostam de atrair boas vibrações pra com elementos místicos, velas, incensos, arranjos florais exóticos, cristais, fontes, mandalas e imagens sagradas. Nada melhor do que uma varanda, um jardim de inverno com cantinhos zen para meditação, um quintal e uma piscina pra completar o espaço.
Os móveis e objetos devem ser leves e multifuncionais. Peixes é um signo de gosta de mudar, a variação constante deve ser facilitada, com espaço amplo e possibilidades.
Como é um signo muito introspectivo, o ideal é que Peixes more próximo do burburinho da cidade, ao invés em um local ermo, distante, de difícil acesso, descampado e solitário. O lugar não precisa ser barulhento. Essa proximidade é para equilibrar, facilitar o intercâmbio e a comunicação, pra que o nativo não se torne tão isolado.
O quarto de dormir merece atenção especial e decoração caprichada para inspirar a fantasia e a imaginação, afinal, o que Peixes mais gosta de fazer é sonhar.
Um carrinho de chá, pronto para qualquer momento, aparelhagem de som, livros, fotografias e objetos de arte são bem vindos. Na sala de estar, telefones e amplas janelas garantem a comunicação com o mundo. É importante garantir a circulação do ar entre janelas e portas funcionais, que deslizem com o toque.
Evitar: cortinas pesadas, ambientes escuros, úmidos, quentes e abafados. Chão gelado e ausência de tapetes. Plantas secas, espelhos virados para quem dorme. Paisagens tristes no quarto.

terça-feira, 19 de março de 2019

Notícias Ao Fim Da Tarde

*Ordem dos Médicos contra consultas por telemóvel

*Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que dezenas de portugueses perderam casas e bens em Moçambique

*Debate Quinzenal. Passe único serviu para esquerda atacar o PSD e Costa fintar crítica de eleitoralismo

*Defeitos na construção: o consumidor tem direitos ou tem de viver com a desilusão?



A Desqualificação Da Personalidade E Da Cidadania Constitui A Verdadeira Ameaça À Democracia

Passámos de pessoa para indivíduo, com o crescente (imparável?) fenómeno de privação ou relativização da personalidade; agora estamos em transição de indivíduo (ou seja, de ser individual, dotado ainda de alguma autonomia ética e de ação) para “membro de qualquer coisa”. 

Já não somos pessoas, já não somos indivíduos; agora limitamo-nos a ser membros do Antifa, membros do grupo socialista da Trofa, membros do grupo da direita regeneradora do Barreiro, membros do Facebook, membros do Instagram, membros da Associação LGBT, membros do Benfica, membros do Porto, membros da Sanjoanense, membros da Associação Recreativa disto e daquilo… somos membros de tanto grupo que às tantas nos esquecemos de que somos pessoas com uma ligação jurídica especial a um Estado, através de um vínculo designado por cidadania. 

Somos, antes do mais, pessoas; e a nossa personalidade reflete-se democraticamente na e pela nossa qualidade de cidadãos. A desqualificação da personalidade e da cidadania constitui a verdadeira ameaça à democracia – e o maior presente para os inimigos da liberdade (marxistas, trotskistas rendidos aos luxos burgueses à la Bloco de Esquerda, socialistas dominados pelos interesses especiais e os demais totalitários que se dão bem com os BE…), pois permite-lhes controlar mais facilmente a sociedade. Aí onde não há personalidade, onde não há individualidade, não haverá necessariamente liberdade.

A democracia, infelizmente, passou a reduzir-se a uma agremiação de pequenas ditaduras; é uma agremiação de movimentos, grupos de base não democrática, difusos, mais ou menos informais, que regulam a nossa vida até ao mais ínfimo pormenor.

(Excertos do artigo de João Lemos Esteves, hoje no Ji

Lágrimas Ocultas


Se me ponho a cismar em outras eras
em que ri e cantei, em que era q'rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca