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sexta-feira, 19 de abril de 2019
O Inverno Demográfico Que Se Adivinha
Precisamos urgentemente de ser um país atrativo para o capital estrangeiro para suavizar a catástrofe do Inverno demográfico que se avizinha.
É comum os idosos começarem a precisar de cuidados mais permanentes a partir do 75-80 anos. Aqueles que hoje precisam desses cuidados tiveram, em média, 3-4 filhos. Isso permite uma divisão de responsabilidades equilibrada. Por outro lado, permite que a economia tenha uma população activa suficientemente elevada para criar a riqueza necessária para sustentar aqueles que não podem trabalhar. Apesar das tragédias humanas que se repetem pelo país, este não é um mau momento para ser idoso a precisar de cuidados.
O pior virá quando a geração dos atuais cuidadores um dia tiver que ser cuidada. Ao contrário dos seus pais, eles já só tiveram 1-2 filhos. Quando for a vez desses filhos prestarem cuidados, muitos partilharão a responsabilidade com apenas mais um irmão ou podem mesmo não ter ninguém com quem a partilhar.
O gráfico é elucidativo. A vermelho podem ver as pessoas que hoje potencialmente precisam de cuidados. A amarelo a faixa etária dos seus filhos, normalmente responsáveis diretos ou indiretos por esses cuidados. A área a amarelo, dos atuais cuidadores, é relativamente grande comparada com a área a vermelho. Ou seja, há muitos mais potenciais cuidadores do que pessoas a precisar de cuidados. Mas olhemos agora para a área a verde (os filhos dos atuais cuidadores). Essa área é substancialmente inferior à área a amarelo. Quando as pessoas na faixa etária dos que agora são cuidadores precisarem elas mesmas de cuidados, haverá muito menos cuidadores disponíveis do que há hoje.
Excertos do artigo de Carlos Guimarâes Pinto, ECO
É comum os idosos começarem a precisar de cuidados mais permanentes a partir do 75-80 anos. Aqueles que hoje precisam desses cuidados tiveram, em média, 3-4 filhos. Isso permite uma divisão de responsabilidades equilibrada. Por outro lado, permite que a economia tenha uma população activa suficientemente elevada para criar a riqueza necessária para sustentar aqueles que não podem trabalhar. Apesar das tragédias humanas que se repetem pelo país, este não é um mau momento para ser idoso a precisar de cuidados.O pior virá quando a geração dos atuais cuidadores um dia tiver que ser cuidada. Ao contrário dos seus pais, eles já só tiveram 1-2 filhos. Quando for a vez desses filhos prestarem cuidados, muitos partilharão a responsabilidade com apenas mais um irmão ou podem mesmo não ter ninguém com quem a partilhar.
O gráfico é elucidativo. A vermelho podem ver as pessoas que hoje potencialmente precisam de cuidados. A amarelo a faixa etária dos seus filhos, normalmente responsáveis diretos ou indiretos por esses cuidados. A área a amarelo, dos atuais cuidadores, é relativamente grande comparada com a área a vermelho. Ou seja, há muitos mais potenciais cuidadores do que pessoas a precisar de cuidados. Mas olhemos agora para a área a verde (os filhos dos atuais cuidadores). Essa área é substancialmente inferior à área a amarelo. Quando as pessoas na faixa etária dos que agora são cuidadores precisarem elas mesmas de cuidados, haverá muito menos cuidadores disponíveis do que há hoje.
Excertos do artigo de Carlos Guimarâes Pinto, ECO
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
O Estado Falhou Aos Portugueses Uma Vez Mais
Se ao Governo não se impõe que dirima o conflito de foro privado, exige-se que salvaguarde os mais elementares direitos dos portugueses e se empenhe no cumprimento do serviço público. Por omissão flagrante não o fez. Feriu o seu dever de antecipar os efeitos e de agir em conformidade, desprotegendo os portugueses. O Governo não tem o direito de se reclamar surpreendido pelos efeitos da greve, os portugueses sim. O Governo tem o dever – tal qual resulta da lei – de acionar planos de emergência para situações como esta e mobilizar todos os seus recursos para acautelar o fornecimento de combustível. Não o fez, os portugueses estão já a sofrer as consequências.Cristovão Norte, Ji
Caso o Governo se tivesse empenhado e agido, tomando as precauções adequadas e declarando aos portugueses que o impacto não seria severo, pois as medidas tomadas estariam de acordo com as necessidades básicas de consumo público, ou seja, que o interesse público estaria salvaguardado. Ora, desafortunadamente, tal não veio a suceder. É tragicamente incompreensível que o abastecimento das forças de segurança e de emergência dependa de um apelo público do Governo para que venha ser dada a estas instituições. O Estado falhou aos portugueses uma vez mais. Os portugueses não vão falhar aos bombeiros e às restantes forças de emergência e segurança.
O Insensato ...
"O insensato é o espírito pequeno que desconhece fronteiras entre o razoável e o impossível."
(Textos Judaicos)
quarta-feira, 17 de abril de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
*Marcelo pressiona Governo. Diz que é preciso alargar serviços mínimos ao resto do país e a outros setores
*Mais 195 mil passes vendidos entre março e abril do que em 2018
*Fim das PPP e menos taxas moderadoras: BE e Governo chegam a acordo sobre Lei de Bases da Saúde
*Diesel. Portugal usa 14 milhões de litros por dia
*Camião bloqueado, transportes condicionados, corrida aos postos. Retrato da greve relâmpago
*Fim das PPP e menos taxas moderadoras: BE e Governo chegam a acordo sobre Lei de Bases da Saúde
*Diesel. Portugal usa 14 milhões de litros por dia
*Camião bloqueado, transportes condicionados, corrida aos postos. Retrato da greve relâmpago
O Interior Da Catedral Depois Do Fogo
Daqui a uns dias Notre Dame terá algumas linhas nos jornais e quando muito falar-se-á nos milhões doados pelos “ricos”, não no valor do ex-libris da civilização que nos foi berço e nos é raiz e matriz.
Maria João Avillez, OBSR
Maria João Avillez, OBSR
Cinzas, silêncio e um enorme buraco no teto. O que resta no interior de Notre-Dame
A "Rosa Sul" é visível nas imagens — estará bastante danificada. As estátuas de Santa Teresa e de Nossa Senhora de Paris permanecem no mesmo local. Veja o interior da catedral depois do fogo.Mistério ...
Quem diria que o preço a pagar pela geringonça implicaria uma mordaça no PCP e no BE? Ou será que estes partidos, principalmente o PCP, estão à espera que as coisas aqueçam para depois aparecerem como os grandes obreiros da paz? Mistério.Não deixa de ser irónico que o PCP e o BE, que estão sempre ao lado dos trabalhadores nos seus anseios de melhores ordenados, optem agora por um silêncio ensurdecedor. Isto quando o Governo decreta a requisição civil, que poderá implicar o recurso a tropas para conduzirem os camiões que transportarão os combustíveis de Aveiras para o país.
Quanto à greve, é ou não verdade que a mesma pode colocar em causa o dia-a-dia dos bombeiros, nomeadamente no transporte de feridos e doentes ou mesmo no combate a incêndios? Que os aviões já estão a ressentir-se desta greve, é óbvio. Mas também aqui se levanta outra questão. Qual a razão para não se ter feito um oleoduto que levaria os combustíveis até ao aeroporto sem necessidade de se recorrer a camiões? Outro mistério.
Quanto à luta propriamente dita, não se percebe a razão para o sindicato, oficialmente, exigir o dobro do ordenado dos camionistas. Mas estiveram bem até agora e só se lembraram disso em vésperas de eleições? Outro mistério. Por fim, o pânico que se instalou levou milhares de automobilistas a secarem os postos de abastecimento. Qual a razão para tanto nervosismo? Não há o famoso passe único, que foi inventado para tirar carros das estradas?
Vítor Rainho, Ji
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