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segunda-feira, 27 de maio de 2019
domingo, 26 de maio de 2019
Sondagens Às 20h
Sondagens dão vitória ao PS. PSD é derrotado. Bloco de Esquerda sobe a terceira força e PAN surpreende, ao poder eleger pela primeira vez um eurodeputado.
PS deverá ter ganho as eleições europeias com 30 a 34% dos votos, o que dá aos socialistas oito a nove mandatos no Parlamento Europeu, indica a sondagem da RTP. O PSD fica em segundo lugar com 20 a 24% dos votos, o que dá cinco a seis eurodeputados. A sondagem da SIC também dá ao PS a vitória com 30,9% a 34,9% e o PSD fica pelos 21,8% a 25,8%.
As sondagens que foram sendo feitas durante a campanha para as eleições davam a vitória ao PS. O ECO está a seguir a par e passo as eleições para o Parlamento Europeu que pode seguir aqui.
O Bloco de Esquerda terá entre 9 a 12% (dois a três mandatos), a CDU entre 7 a 9% (dois mandatos) e o CDS 5 a 7% (um ou dois mandatos). O PAN deverá conseguir eleger um deputado, pela primeira vez, indica a sondagem da estação pública.
A sondagem da SIC também dá ao Bloco de Esquerda a terceira posição com a percentagem de votos a variar entre 8,5% e 11,5%. A CDU fica com 5,3% a 8,3%. O PAN aparece lado a lado com o CDS. Ambos entre 4,7% e 7.3%. (saiba mais aqui)
Viagem ...
É o vento que me leva.
O vento lusitano.
É este sopro humano
O vento lusitano.
É este sopro humano
Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar...
Miguel Torga
sábado, 25 de maio de 2019
Não Há Espaços Maniqueístas
Aristóteles, na Política, definiu dois tipos de regimes: os rectos e os degenerados. A cada tipo, corresponde um tipo de justiça.
Aos primeiros, corresponde um governo que almeja o interesse comum, em que a justiça abrange uma condição absoluta. Os regimes degenerados, por sua vez, não se coíbem de defender também a justiça, esta é, contudo, relativa a um só, a uns poucos ou até a muitos, mas nunca a todos.
A discussão acerca desta divisão rapidamente pode perder-se nas querelas capitalistas/marxistas, liberais/socialistas, conservadoras/progressistas, bastando que alguém preste excessiva atenção à precisão dos termos utilizados, qual Narciso debruçado sobre o lago. Mas interessa fugir desse excesso e sublinhar a intuição de Aristóteles: aos dois tipos de regime, há uma noção de justiça associada. Todos perseguem uma concepção de algo desejável e bom: a justiça. A diferença está, então, na partilha comunitária da visão daquilo que seja o interesse comum. Estas eleições europeias apresentam defensores desses dois tipos de regimes. Interessa a todos nós, europeus, “purificar” o nosso regime, não permitindo “silêncios” nas concepções de justiça dos nossos deputados europeus.
A discussão acerca desta divisão rapidamente pode perder-se nas querelas capitalistas/marxistas, liberais/socialistas, conservadoras/progressistas, bastando que alguém preste excessiva atenção à precisão dos termos utilizados, qual Narciso debruçado sobre o lago. Mas interessa fugir desse excesso e sublinhar a intuição de Aristóteles: aos dois tipos de regime, há uma noção de justiça associada. Todos perseguem uma concepção de algo desejável e bom: a justiça. A diferença está, então, na partilha comunitária da visão daquilo que seja o interesse comum. Estas eleições europeias apresentam defensores desses dois tipos de regimes. Interessa a todos nós, europeus, “purificar” o nosso regime, não permitindo “silêncios” nas concepções de justiça dos nossos deputados europeus.
Nessa discussão – essencial para qualquer democracia –, não há demónios, nem dragões. O diálogo transformativo entre as diferentes noções de justiça, ao contrário do que os imoderados querem fazer parecer, não é sinónimo de uma luta pela eleição de uma visão perfeita. Grande parte do valor de uma democracia dos dias de hoje está exactamente no seu processo e, neste momento das eleições europeias, o processo reside na construção e manutenção de uma pluralidade dentro do espaço moderado e na exposição do vazio da imoderação.
Este domingo não tem de ser uma escatologia, um tudo-ou-nada. Na política, como em tudo o que é humano, não há espaços maniqueístas. (André Ilhargo, ECO)
Povos Livres, Lembrai-vos ...
Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada.
(Jean-Jacques Rousseau)
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Notícias Ao Fim Da Tarde
>“Berardo foi financiado pela estratégia de domínio do BCP de Sócrates”
>Jeremy Hunt anuncia candidatura à liderança do Partido Conservador
>“Precisamos de um Ministério do Turismo”
Salve-se Quem Puder !
O Desencanto
Era um homem que nunca tivera ocasião de contemplar o mar.
Vivia numa aldeia do interior da Índia .Uma ideia instalara-se com firmeza na sua mente: não podia morrer sem ver o mar . Para poupar algum dinheiro e poder viajar até à costa, arranjou outro trabalho além do seu emprego habitual. Poupava tudo o que podia e suspirava pelo dia em que podia estar perante o oceano. Foram anos difíceis mas, finalmente, poupara o suficiente para fazer a viagem. Apanhou o comboio que o levou até perto do mar. Sentia-se entusiasmado e pleno. Chegou à praia e observou o maravilhoso epectáculo.Que ondas tão bonitas! Que espuma tão branca e tão formosa! Que água tão azulada e tão bela! Aproximou-se da água, apanhou um pouco na concavidade da sua mão e levou aos lábios para deguste-la. Então, desencantado e abatido, disse para si próprio: «Que pena que saiba tão mal, sendo tão bonita !»
Quando as ideias usurpam o lugar à experiência, a pessoa não sabe adaptar-se sabiamente ao que é, e cria conflitos e tensões, além de se desencantar e até de se deprimir quando as suas expectativas se veem frustradas. É preciso assumir as coisas tal qual elas são e,temos de pegar em ambos os lados da existência e tentar conciliá-los, já que a vida não é como uma esfera que se pode partir para ficarmos só com uma parte da mesma.
Fonte: Os Melhores Contos Do Oriente
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